
Cinco árabes israelitas mortos em série de explosões e tiroteios
Incidentes incluem carros armadilhados em Jafa e Holon e tiroteios em Tayibe e Qalansawe; polícia aponta motivações criminosas, enquanto organização não-governamental contabiliza 142 homicídios este ano.
Pelo menos cinco pessoas da minoria árabe de Israel foram mortas este domingo numa série de incidentes violentos que atingiram a região central do país, segundo fontes policiais e médicas. As ocorrências, que incluíram dois carros armadilhados e dois tiroteios, tiveram lugar nas localidades de Jafa (perto de Telavive), Holon, Tayibe e Qalansawe.
Em Jafa, um engenho explosivo colocado num veículo matou um homem de 40 anos e feriu o seu filho de seis, que o acompanhava a caminho da escola, de acordo com os serviços de emergência Magen David Adom. Em Holon, a sul de Telavive, um outro carro armadilhado vitimou um homem de cerca de 30 anos, residente em Jafa e já referenciado pelas autoridades por envolvimento em conflitos anteriores. Na cidade de Tayibe, um homem foi morto a tiro e outro ficou ferido num incidente que a polícia descreveu como aparentemente ligado a uma disputa familiar. Horas mais tarde, em Qalansawe, dois homens na casa dos 40 anos foram alvejados e declarados mortos no local; as autoridades apontam também para um conflito entre famílias.
A violência contra a minoria árabe israelita — que representa cerca de 21% da população e se identifica maioritariamente como palestiniana — tem vindo a agravar-se nos últimos anos, com gangues a impor taxas de 'proteção' e a liquidar quem não paga. A organização não-governamental 'Iniciativas Abraão', que monitoriza a integração judaico-árabe, elevou para 142 o número de homicídios entre árabes israelitas em 2026, um aumento de 11% face ao período homólogo do ano anterior. Muitos membros da comunidade acusam a polícia de incúria na perseguição dos criminosos. Observadores em Lisboa e Brasília notam que a impunidade e a proliferação de armas alimentam o ciclo de violência, ecoando desafios de segurança pública noutras sociedades divididas.
Entretanto, o jornal iraniano Donya-e Eqtesad, citando a televisão israelita Canal 12, deu conta de uma explosão num automóvel em Haifa, esta manhã, que terá causado um morto e dois feridos. A notícia não foi confirmada por outras fontes e a polícia israelita não a incluiu no balanço oficial dos incidentes deste domingo. As investigações prosseguem, enquanto o país contabiliza mais um dia violento no seio da sua minoria árabe.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Iranian media describe the events as a failure of the Zionist regime, highlighting the panic and fear caused by the explosions. Terms like 'terror' are used, and it is emphasized that Israeli authorities have not yet provided explanations. The narrative underscores the weakness of Israel's internal security.
Arab media highlight violence against the Arab minority in Israel, describing the crimes as part of a wave of criminal violence and racketeering. They note the death toll of Arabs since the start of the year exceeding 140. The narrative focuses on the vulnerability of the Arab community and the authorities' failure to protect them.
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