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Justiça & Direitoterça-feira, 30 de junho de 2026

EUA sancionam rede de ‘huachicol fiscal’ do CJNG e México congela contas

Departamento do Tesouro norte-americano impõe sanções a dois mexicanos e nove empresas por contrabando de combustível, enquanto a Unidade de Inteligência Financeira mexicana bloqueia ativos e amplia lista de suspeitos.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), sancionou nesta terça-feira (30) dois cidadãos mexicanos e nove empresas acusadas de operar uma rede transfronteiriça de contrabando de combustível — o chamado “huachicol fiscal” — que teria gerado dezenas de milhões de dólares anuais para o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). Em paralelo, a Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do México ordenou o bloqueio das contas bancárias dos designados e incluiu outras nove pessoas na Lista de Pessoas Bloqueadas, após análise fiscal e corporativa própria. As sanções congelam ativos em território norte-americano e proíbem transações com os sancionados, enquanto a medida mexicana visa proteger o sistema financeiro nacional.

Na perspetiva de Washington, a ação expõe a diversificação das fontes de receita dos cartéis para além do narcotráfico. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os grupos mexicanos “estão a expandir-se para além do tráfico tradicional de drogas” e que o esquema de contrabando de combustível se tornou a principal fonte de rendimento não relacionada com estupefacientes. A Rede de Controlo de Crimes Financeiros (FinCEN) emitiu um alerta às instituições financeiras, detalhando 22 indicadores de risco e revelando que, em 12 meses, foram detetados mais de 160 relatórios de atividades suspeitas, totalizando movimentações de 7 mil milhões de dólares entre os dois países, sobretudo no Texas e na Florida. O embaixador norte-americano no México, Ronald Johnson, sublinhou que “quem beneficia do tráfico de drogas, de armas ou do roubo de combustível prestará contas”.

Do lado mexicano, a Secretaria da Fazenda e Crédito Público (SHCP) destacou a cooperação bilateral e o compromisso de “debilitar as estruturas financeiras” do crime organizado. Contudo, o próprio comunicado do Tesouro norte-americano introduziu um elemento politicamente sensível: segundo o documento, os cartéis utilizam os lucros ilícitos do mercado negro de combustíveis para “realizar pagamentos em dinheiro vivo a campanhas políticas e a meios de comunicação mexicanos”, com o objetivo de eleger políticos corruptos e controlar postos administrativos chave. A afirmação, que não individualiza partidos ou candidatos, foi recebida com silêncio oficial no México, mas analistas na Cidade do México notam que ela reacende o debate sobre a infiltração do crime organizado nas estruturas políticas locais.

O CJNG, designado como organização terrorista estrangeira pelo governo Trump em 2025, sofreu duros golpes nos últimos meses: o seu líder histórico, Nemesio Oseguera Cervantes, “El Mencho”, foi abatido em fevereiro, e o seu possível sucessor, Audias Flores Silva, “El Jardinero”, foi detido em abril. Apesar disso, o grupo mantém presença em 21 dos 32 estados mexicanos, segundo a DEA, e o roubo de combustíveis continua a prosperar. Relatórios citados pelo Tesouro estimam que entre um quarto e um terço de todo o combustível vendido no México pode ter origem ilícita, num mercado que custou ao erário mexicano mais de 11 mil milhões de dólares em receitas fiscais perdidas só no ano passado. As sanções agora anunciadas inserem-se numa ofensiva financeira mais ampla, que inclui a cooperação com a força-tarefa de segurança interna do Sul do Texas e a participação de agências como DEA, FBI e CBP. O dossiê permanece aberto, com a expectativa de novas designações à medida que as investigações binacionais avançam.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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O Tesouro dos EUA sancionou dois cidadãos mexicanos e nove empresas por operarem uma rede de contrabando de combustível que canaliza dezenas de milhões de dólares para o Cartel de Jalisco Nova Geração. Um novo alerta bancário acompanha as designações, sinalizando um esforço urgente para cortar as artérias financeiras não ligadas às drogas do cartel. A ação enquadra o esquema como uma ameaça direta à segurança e à integridade fiscal de ambos os países.

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As sanções do Tesouro dos EUA contra dois mexicanos e nove empresas expõem um esquema de evasão fiscal de combustíveis que se tornou a maior fonte de receita não relacionada a drogas do cartel de Jalisco. As autoridades mexicanas imediatamente replicaram a ação bloqueando as contas bancárias ligadas, enfatizando a coordenação bilateral. A cobertura foca na mecânica financeira do 'huachicol fiscal' e seu papel na diversificação do cartel.

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terça-feira, 30 de junho de 2026

EUA sancionam rede de ‘huachicol fiscal’ do CJNG e México congela contas

Departamento do Tesouro norte-americano impõe sanções a dois mexicanos e nove empresas por contrabando de combustível, enquanto a Unidade de Inteligência Financeira mexicana bloqueia ativos e amplia lista de suspeitos.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), sancionou nesta terça-feira (30) dois cidadãos mexicanos e nove empresas acusadas de operar uma rede transfronteiriça de contrabando de combustível — o chamado “huachicol fiscal” — que teria gerado dezenas de milhões de dólares anuais para o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). Em paralelo, a Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do México ordenou o bloqueio das contas bancárias dos designados e incluiu outras nove pessoas na Lista de Pessoas Bloqueadas, após análise fiscal e corporativa própria. As sanções congelam ativos em território norte-americano e proíbem transações com os sancionados, enquanto a medida mexicana visa proteger o sistema financeiro nacional.

Na perspetiva de Washington, a ação expõe a diversificação das fontes de receita dos cartéis para além do narcotráfico. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os grupos mexicanos “estão a expandir-se para além do tráfico tradicional de drogas” e que o esquema de contrabando de combustível se tornou a principal fonte de rendimento não relacionada com estupefacientes. A Rede de Controlo de Crimes Financeiros (FinCEN) emitiu um alerta às instituições financeiras, detalhando 22 indicadores de risco e revelando que, em 12 meses, foram detetados mais de 160 relatórios de atividades suspeitas, totalizando movimentações de 7 mil milhões de dólares entre os dois países, sobretudo no Texas e na Florida. O embaixador norte-americano no México, Ronald Johnson, sublinhou que “quem beneficia do tráfico de drogas, de armas ou do roubo de combustível prestará contas”.

Do lado mexicano, a Secretaria da Fazenda e Crédito Público (SHCP) destacou a cooperação bilateral e o compromisso de “debilitar as estruturas financeiras” do crime organizado. Contudo, o próprio comunicado do Tesouro norte-americano introduziu um elemento politicamente sensível: segundo o documento, os cartéis utilizam os lucros ilícitos do mercado negro de combustíveis para “realizar pagamentos em dinheiro vivo a campanhas políticas e a meios de comunicação mexicanos”, com o objetivo de eleger políticos corruptos e controlar postos administrativos chave. A afirmação, que não individualiza partidos ou candidatos, foi recebida com silêncio oficial no México, mas analistas na Cidade do México notam que ela reacende o debate sobre a infiltração do crime organizado nas estruturas políticas locais.

O CJNG, designado como organização terrorista estrangeira pelo governo Trump em 2025, sofreu duros golpes nos últimos meses: o seu líder histórico, Nemesio Oseguera Cervantes, “El Mencho”, foi abatido em fevereiro, e o seu possível sucessor, Audias Flores Silva, “El Jardinero”, foi detido em abril. Apesar disso, o grupo mantém presença em 21 dos 32 estados mexicanos, segundo a DEA, e o roubo de combustíveis continua a prosperar. Relatórios citados pelo Tesouro estimam que entre um quarto e um terço de todo o combustível vendido no México pode ter origem ilícita, num mercado que custou ao erário mexicano mais de 11 mil milhões de dólares em receitas fiscais perdidas só no ano passado. As sanções agora anunciadas inserem-se numa ofensiva financeira mais ampla, que inclui a cooperação com a força-tarefa de segurança interna do Sul do Texas e a participação de agências como DEA, FBI e CBP. O dossiê permanece aberto, com a expectativa de novas designações à medida que as investigações binacionais avançam.

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Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
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O Tesouro dos EUA sancionou dois cidadãos mexicanos e nove empresas por operarem uma rede de contrabando de combustível que canaliza dezenas de milhões de dólares para o Cartel de Jalisco Nova Geração. Um novo alerta bancário acompanha as designações, sinalizando um esforço urgente para cortar as artérias financeiras não ligadas às drogas do cartel. A ação enquadra o esquema como uma ameaça direta à segurança e à integridade fiscal de ambos os países.

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As sanções do Tesouro dos EUA contra dois mexicanos e nove empresas expõem um esquema de evasão fiscal de combustíveis que se tornou a maior fonte de receita não relacionada a drogas do cartel de Jalisco. As autoridades mexicanas imediatamente replicaram a ação bloqueando as contas bancárias ligadas, enfatizando a coordenação bilateral. A cobertura foca na mecânica financeira do 'huachicol fiscal' e seu papel na diversificação do cartel.

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