
Jovem tailandesa morta em mala: australiano detido e outros casos de ocultação de cadáveres
Na Tailândia, um australiano é acusado de matar adolescente e esconder corpo; julgamentos na Austrália e nos EUA também envolvem tentativas de destruir evidências.
Uma adolescente tailandesa de 17 anos, conhecida como “Nong Cake”, foi encontrada morta dentro de uma mala de viagem em Pattaya, na Tailândia, no último sábado. As autoridades locais acusaram um cidadão australiano, Simon Peter Carman, de 45 anos, de homicídio premeditado, ocultação de cadáver e rapto de menor para fins indecentes. Carman foi detido no aeroporto de Suvarnabhumi, em Banguecoque, quando tentava embarcar num voo para Perth, na Austrália. Imagens de videovigilância mostram o suspeito a sair do apartamento com uma mala volumosa e a regressar sem ela, o que orientou a investigação policial. O arguido negou o crime e alegou legítima defesa, afirmando que a jovem o teria ameaçado com uma faca.
O caso reacendeu o debate sobre a pena de morte, uma vez que a Tailândia prevê a execução para homicídio qualificado. O comissário da polícia da Austrália Ocidental, Col Blanch, afirmou que, se Carman tivesse conseguido chegar a território australiano, negociações entre os dois governos teriam retirado a possibilidade de pena capital — prática histórica em situações de extradição envolvendo cidadãos australianos. Na perspetiva de Brasília, onde a Constituição proíbe a pena de morte em tempos de paz, o episódio ilustra os desafios da cooperação jurídica internacional quando estão em causa princípios divergentes. Observadores em Lisboa recordam que Portugal foi pioneiro na abolição da pena capital, em 1867, e que a União Europeia condiciona a extradição à garantia de que o arguido não será executado.
Paralelamente, um tribunal no sul da Austrália iniciou o julgamento de Johnathan Paul Parker, acusado de estrangular a companheira de casa, Krystal Marshall, e de atear fogo ao corpo para destruir provas, em outubro de 2023. O arguido confessou a um amigo ter apertado o pescoço da vítima, segundo a acusação, mas declarou-se inocente do homicídio, admitindo apenas a destruição do cadáver. Nos Estados Unidos, o jornal sueco Aftonbladet noticiou que um homem de 44 anos do Alabama morreu de ataque cardíaco enquanto tentava esconder o corpo da companheira, que ele próprio teria estrangulado. Os corpos foram descobertos a 10 de junho numa zona florestal, com o carro ainda ligado, e as autópsias confirmaram as causas das mortes.
Os três episódios, embora independentes, partilham a tentativa de ocultação do corpo como elemento comum, o que, segundo especialistas em criminologia consultados, é frequentemente um indicador de crime premeditado ou de pânico pós‑homicídio. Na perspetiva de analistas em Maputo, onde a violência de género atinge níveis alarmantes, a recorrência de casos de ocultação de cadáveres sublinha a necessidade de reforçar os mecanismos de proteção às mulheres e de cooperação policial transfronteiriça.
As investigações prosseguem nos três casos. Na Tailândia, Carman aguarda comparência em tribunal, enquanto a família da vítima exige a pena máxima. Na Austrália, o julgamento de Parker continua. No Alabama, o caso foi encerrado sem indiciamento, dado o falecimento do suspeito.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um cidadão australiano é acusado de homicídio na Tailândia após uma adolescente de 17 anos ser encontrada morta dentro de uma mala. O caso destacou o forte contraste entre os sistemas de justiça tailandês e australiano, já que a pena de morte poderia ter sido descartada se ele tivesse conseguido voltar para casa. A polícia contou que um instinto inexplicável os levou ao suspeito no aeroporto.
Câmeras de segurança flagraram um australiano entrando em um condomínio em Pattaya com uma menor de 17 anos e saindo depois com uma mala contendo o corpo dela. Ele foi detido no aeroporto de Bangkok ao tentar embarcar em um voo para Perth e agora responde por homicídio, ocultação de cadáver e exploração sexual de menor. O acusado negou todas as acusações.
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