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Geopolítica & Políticasábado, 4 de julho de 2026

Congresso da AfD em Erfurt decorre sob protestos e bloqueios massivos

Milhares de manifestantes tentaram impedir o encontro do partido de extrema-direita alemão, que lidera as sondagens e se prepara para eleições regionais decisivas.

O congresso anual do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) teve início na manhã de sábado em Erfurt, no leste do país, apesar dos protestos de milhares de opositores que bloquearam autoestradas, vias de acesso e o transporte público na cidade. Segundo a polícia local, cerca de 15 mil a 20 mil manifestantes, convocados por sindicatos, grupos da sociedade civil e partidos de esquerda, participaram em ações de desobediência civil, incluindo bloqueios na autoestrada A71 e em praças centrais. Ainda assim, a direção do partido confirmou que mais de 540 dos 600 delegados já se encontravam no recinto da feira antes da hora prevista, transportados em autocarros escoltados pela polícia, o que permitiu o início pontual dos trabalhos.

Na perspetiva dos organizadores dos protestos, como o grupo "Widersetzen" (Resistir), a AfD representa uma ameaça fascista à ordem democrática alemã. Já os líderes do partido, Alice Weidel e Tino Chrupalla, reeleitos durante o congresso, rejeitam a classificação de extremistas e recordam que um tribunal suspendeu, no início do ano, a designação de "extremista" atribuída pelos serviços de informação internos. Os partidos tradicionais alemães mantêm uma "barreira de proteção" (firewall) que exclui qualquer cooperação com a AfD. Em contraste, o recém-criado partido de esquerda BSW, liderado por Sahra Wagenknecht, enviou uma carta a propor colaboração, mas endereçou-a ao diretório regional errado, gesto que analistas em Berlim interpretam como sinal de desespero político.

A realização do congresso sem adiamentos, apesar da dimensão dos protestos, sublinha a capacidade organizativa da AfD e a sua força eleitoral crescente, sobretudo nos estados do leste, onde as sondagens lhe atribuem até 41% das intenções de voto na Saxónia-Anhalt. Internamente, a cúpula do partido conseguiu neutralizar uma proposta polémica do líder regional Björn Höcke, que pretendia redefinir a lista de organizações incompatíveis com a militância, evitando um debate público sobre a presença de elementos radicais. A ala jovem, "Generation Deutschland", sucessora da dissolvida "Junge Alternative" (classificada como extremista), procura maior influência nos órgãos de decisão, o que, segundo observadores em Bruxelas, poderá acentuar a radicalização do partido.

A ascensão da AfD é atribuída por analistas políticos ao descontentamento com a estagnação económica, as políticas de imigração e a perceção de abandono das regiões orientais, antiga Alemanha comunista. O congresso coincidiu com o centenário de um encontro do partido nazi na mesma região, facto que amplificou as críticas. Observadores em Lisboa e Brasília notam paralelismos com movimentos antissistema nos seus próprios países, enquanto diplomatas africanos lusófonos acompanham com preocupação a instabilidade política na União Europeia, principal parceiro comercial. O próximo teste eleitoral ocorre em setembro, com eleições estaduais na Saxónia-Anhalt e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde a AfD poderá tornar-se a força mais votada, desafiando o isolamento imposto pelos partidos tradicionais.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Em Erfurt, milhares de manifestantes sindicais e de esquerda bloquearam rodovias para impedir o congresso da AfD, denunciando a ascensão do fascismo na Alemanha. A polícia de choque foi mobilizada em grande número, mas os manifestantes afirmaram que não tolerariam a normalização da extrema direita. A ação é retratada como uma resistência cívica necessária contra uma força política perigosa.

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O congresso da AfD em Erfurt foi marcado por bloqueios massivos de trânsito e confrontos, com a polícia usando cassetetes contra extremistas de esquerda que acendiam artefatos pirotécnicos. Dentro do salão, a luta interna pelo poder se intensificou, com a ala jovem pressionando por cargos-chave, enquanto as pesquisas da AfD continuam subindo implacavelmente. O evento cristaliza as tensões em torno do partido de extrema direita, dividido entre os protestos de rua e sua própria ascensão.

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sábado, 4 de julho de 2026

Congresso da AfD em Erfurt decorre sob protestos e bloqueios massivos

Milhares de manifestantes tentaram impedir o encontro do partido de extrema-direita alemão, que lidera as sondagens e se prepara para eleições regionais decisivas.

O congresso anual do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) teve início na manhã de sábado em Erfurt, no leste do país, apesar dos protestos de milhares de opositores que bloquearam autoestradas, vias de acesso e o transporte público na cidade. Segundo a polícia local, cerca de 15 mil a 20 mil manifestantes, convocados por sindicatos, grupos da sociedade civil e partidos de esquerda, participaram em ações de desobediência civil, incluindo bloqueios na autoestrada A71 e em praças centrais. Ainda assim, a direção do partido confirmou que mais de 540 dos 600 delegados já se encontravam no recinto da feira antes da hora prevista, transportados em autocarros escoltados pela polícia, o que permitiu o início pontual dos trabalhos.

Na perspetiva dos organizadores dos protestos, como o grupo "Widersetzen" (Resistir), a AfD representa uma ameaça fascista à ordem democrática alemã. Já os líderes do partido, Alice Weidel e Tino Chrupalla, reeleitos durante o congresso, rejeitam a classificação de extremistas e recordam que um tribunal suspendeu, no início do ano, a designação de "extremista" atribuída pelos serviços de informação internos. Os partidos tradicionais alemães mantêm uma "barreira de proteção" (firewall) que exclui qualquer cooperação com a AfD. Em contraste, o recém-criado partido de esquerda BSW, liderado por Sahra Wagenknecht, enviou uma carta a propor colaboração, mas endereçou-a ao diretório regional errado, gesto que analistas em Berlim interpretam como sinal de desespero político.

A realização do congresso sem adiamentos, apesar da dimensão dos protestos, sublinha a capacidade organizativa da AfD e a sua força eleitoral crescente, sobretudo nos estados do leste, onde as sondagens lhe atribuem até 41% das intenções de voto na Saxónia-Anhalt. Internamente, a cúpula do partido conseguiu neutralizar uma proposta polémica do líder regional Björn Höcke, que pretendia redefinir a lista de organizações incompatíveis com a militância, evitando um debate público sobre a presença de elementos radicais. A ala jovem, "Generation Deutschland", sucessora da dissolvida "Junge Alternative" (classificada como extremista), procura maior influência nos órgãos de decisão, o que, segundo observadores em Bruxelas, poderá acentuar a radicalização do partido.

A ascensão da AfD é atribuída por analistas políticos ao descontentamento com a estagnação económica, as políticas de imigração e a perceção de abandono das regiões orientais, antiga Alemanha comunista. O congresso coincidiu com o centenário de um encontro do partido nazi na mesma região, facto que amplificou as críticas. Observadores em Lisboa e Brasília notam paralelismos com movimentos antissistema nos seus próprios países, enquanto diplomatas africanos lusófonos acompanham com preocupação a instabilidade política na União Europeia, principal parceiro comercial. O próximo teste eleitoral ocorre em setembro, com eleições estaduais na Saxónia-Anhalt e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde a AfD poderá tornar-se a força mais votada, desafiando o isolamento imposto pelos partidos tradicionais.

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IndignaçãoAlarme

Em Erfurt, milhares de manifestantes sindicais e de esquerda bloquearam rodovias para impedir o congresso da AfD, denunciando a ascensão do fascismo na Alemanha. A polícia de choque foi mobilizada em grande número, mas os manifestantes afirmaram que não tolerariam a normalização da extrema direita. A ação é retratada como uma resistência cívica necessária contra uma força política perigosa.

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AlarmeCeticismoUrgência

O congresso da AfD em Erfurt foi marcado por bloqueios massivos de trânsito e confrontos, com a polícia usando cassetetes contra extremistas de esquerda que acendiam artefatos pirotécnicos. Dentro do salão, a luta interna pelo poder se intensificou, com a ala jovem pressionando por cargos-chave, enquanto as pesquisas da AfD continuam subindo implacavelmente. O evento cristaliza as tensões em torno do partido de extrema direita, dividido entre os protestos de rua e sua própria ascensão.

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