
Paraguai desafia a tormenta francesa em reedição do duelo de 1998
Albirroja, que eliminou a Alemanha nos pênaltis, enfrenta a favorita França nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, em busca de vaga nas quartas.
O Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia, recebe neste sábado (4) um confronto que evoca memórias de 1998: Paraguai e França voltam a se encontrar em oitavas de final de um Mundial, 28 anos depois do gol de ouro de Laurent Blanc que selou a eliminação dos sul-americanos. Desta vez, a Albirroja chega embalada por uma das maiores surpresas do torneio — a eliminação da tetracampeã Alemanha nos pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação — enquanto os Bleus ostentam campanha perfeita, com quatro vitórias e pelo menos três gols marcados em cada partida.
A trajetória paraguaia até aqui foi marcada por resiliência. Terceiro colocado do Grupo D, com derrota para os Estados Unidos (4-1), vitória magra sobre a Turquia (1-0) e empate sem gols com a Austrália, o time de Gustavo Alfaro avançou como um dos melhores terceiros. Contra os alemães, a defesa se reorganizou e o goleiro Orlando Gill brilhou na decisão por penalidades. Já a França, líder do Grupo I, atropelou Senegal (3-1), Iraque (3-0) e Noruega (4-1) antes de despachar a Suécia por 3-0, com Kylian Mbappé a somar seis gols e a disputar a artilharia com Lionel Messi.
Na perspetiva de observadores sul-americanos, a chave do jogo está na capacidade paraguaia de suportar a pressão e explorar os contra-ataques com a velocidade de Miguel Almirón e Julio Enciso. O próprio Alfaro recorreu a uma metáfora rural para descrever o adversário: “A França é uma tormenta elétrica, e esses raios vão todos para o centro do gol”. Analistas europeus, por sua vez, sublinham a profundidade do elenco francês, que além de Mbappé conta com Ousmane Dembélé, Michael Olise e Désiré Doué, e a consistência tática de Didier Deschamps, campeão mundial como jogador e treinador.
O árbitro uzbeque Ilgiz Tantashev apita o duelo, que terá transmissão ao vivo para o Brasil pela CazéTV e para Portugal através de plataformas de streaming. O vencedor enfrentará nas quartas de final o classificado do confronto entre Canadá e Marrocos, que se enfrentam mais cedo no Estádio de Houston. Para o Paraguai, uma vitória igualaria a melhor campanha de sua história, as quartas de final de 2010; para a França, seria mais um passo rumo à terceira final consecutiva.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa do Sudeste Asiático apresenta a partida Paraguai-França como uma clássica história de azarão, com o Paraguai tendo surpreendido a Alemanha na rodada anterior. A França é retratada como a clara favorita, mas a cobertura se concentra em detalhes práticos, previsões e informações de transmissão. O tom é neutro e informativo, sem tomar partido.
A imprensa latino-americana enquadra a partida como uma busca heroica para o Paraguai, um 'time surpresa' que já eliminou a Alemanha e agora enfrenta a poderosa França. A narrativa é emocional e esperançosa, celebrando a 'utopia impossível' do Paraguai e posicionando-o como um desafiante digno. A França é reconhecida como uma forte favorita, mas a cobertura tende a torcer pelo azarão.
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