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Tecnologiasexta-feira, 3 de julho de 2026

Alibaba proíbe Claude Code e acirra disputa tecnológica entre EUA e China

Gigante chinesa alega riscos de segurança após descoberta de código oculto da Anthropic, enquanto Pequim avança com modelos próprios que desafiam a liderança americana.

A partir de 10 de julho, os funcionários do grupo Alibaba estarão proibidos de utilizar o Claude Code, assistente de programação da americana Anthropic, em ambientes corporativos. A decisão, comunicada internamente na quinta-feira, classifica a ferramenta como software de alto risco após a descoberta de que versões recentes do produto continham mecanismos ocultos capazes de identificar utilizadores ligados à China — incluindo a verificação de proxies, fusos horários e a inserção de marcadores impercetíveis nas mensagens enviadas aos servidores da empresa. A medida tem efeito imediato sobre dezenas de milhares de engenheiros e recomenda a migração para o Qoder, plataforma própria da Alibaba.

A polémica ganhou corpo quando investigadores de segurança e utilizadores em fóruns como o Reddit detalharam, a partir de engenharia reversa, que o Claude Code, desde a versão 2.1.91, de abril, inspecionava o ambiente do programador e transmitia discretamente se o tráfego provinha da China ou de laboratórios de inteligência artificial chineses. A Anthropic confirmou tratar-se de uma experiência lançada em março para combater a revenda não autorizada de contas e a prática de destilação — técnica pela qual modelos menos capazes são treinados com base nas respostas de sistemas mais avançados. A empresa garantiu que o código será removido na próxima atualização, mas o episódio foi interpretado em Pequim como uma tentativa de vigilância e levou a Alibaba a incluir o Claude Code na lista de aplicações com vulnerabilidades de segurança.

O bloqueio interno ocorre num momento de escalada nas tensões entre os dois países pelo controlo da inteligência artificial. A Anthropic já mantinha algumas das políticas mais restritivas do setor, proibindo o acesso a partir da China e rejeitando pagamentos de bancos chineses. Ainda assim, empresas como a Ant Financial e a ByteDance contornaram as barreiras recorrendo a VPN, infraestruturas na nuvem no estrangeiro e contas empresariais registadas em Singapura. Em meados de junho, Washington impôs controlos de exportação de emergência sobre os modelos Fable 5 e Mythos 5 da Anthropic, depois de investigadores da Amazon terem demonstrado uma forma de contornar as salvaguardas de cibersegurança; as restrições foram levantadas a 30 de junho, após a empresa adicionar um classificador que redireciona pedidos sensíveis para modelos mais antigos.

Enquanto os EUA apertam o cerco, modelos chineses ganham terreno. O GLM-5.2, lançado pela startup Z.ai, de Pequim, subiu rapidamente nas tabelas de utilização do OpenRouter e já figura entre os cinco primeiros em avaliações de codificação, com um custo operacional cerca de seis vezes inferior ao dos modelos fechados americanos. Figuras como David Sacks, antigo conselheiro de IA da Casa Branca, reconheceram que o modelo está “um passo abaixo do Opus 4.8” e equiparável ao GPT-5.5, o que alimenta o debate sobre a eficácia das restrições à exportação. Em Silicon Valley, a receção positiva ao GLM-5.2 é vista como um sinal de que o código aberto chinês começa a oferecer alternativas viáveis para empresas que receiam a dependência de APIs proprietárias sujeitas a bloqueios geopolíticos.

O próximo marco factual será a entrada em vigor da proibição na Alibaba a 10 de julho, acompanhada da prometida remoção do código de rastreio pela Anthropic. A comunidade internacional de desenvolvimento, incluindo polos tecnológicos no Brasil e em Portugal, observa com atenção a fragmentação dos ecossistemas de IA, num momento em que a escolha entre modelos americanos e chineses deixa de ser apenas técnica e passa a incorporar cálculos de compliance, segurança e soberania digital.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A Anthropic está fechando as brechas que permitiam que empresas chinesas acessassem seus modelos Claude apesar das restrições existentes. A medida ocorre enquanto engenheiros continuam encontrando maneiras de contornar as proibições, destacando um jogo de gato e rato em andamento sobre a tecnologia avançada de IA.

Imprensa europeia continental/ Nórdica
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O Alibaba está proibindo o uso interno do Claude Code, citando riscos de segurança de supostos backdoors, enquanto a Anthropic simultaneamente aperta suas próprias restrições contra o acesso chinês via VPNs e subsidiárias offshore. As acusações mútuas revelam uma crescente fratura tecnológica onde ambos os lados invocam a segurança para bloquear as ferramentas um do outro.

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Alibaba proíbe Claude Code e acirra disputa tecnológica entre EUA e China

Gigante chinesa alega riscos de segurança após descoberta de código oculto da Anthropic, enquanto Pequim avança com modelos próprios que desafiam a liderança americana.

A partir de 10 de julho, os funcionários do grupo Alibaba estarão proibidos de utilizar o Claude Code, assistente de programação da americana Anthropic, em ambientes corporativos. A decisão, comunicada internamente na quinta-feira, classifica a ferramenta como software de alto risco após a descoberta de que versões recentes do produto continham mecanismos ocultos capazes de identificar utilizadores ligados à China — incluindo a verificação de proxies, fusos horários e a inserção de marcadores impercetíveis nas mensagens enviadas aos servidores da empresa. A medida tem efeito imediato sobre dezenas de milhares de engenheiros e recomenda a migração para o Qoder, plataforma própria da Alibaba.

A polémica ganhou corpo quando investigadores de segurança e utilizadores em fóruns como o Reddit detalharam, a partir de engenharia reversa, que o Claude Code, desde a versão 2.1.91, de abril, inspecionava o ambiente do programador e transmitia discretamente se o tráfego provinha da China ou de laboratórios de inteligência artificial chineses. A Anthropic confirmou tratar-se de uma experiência lançada em março para combater a revenda não autorizada de contas e a prática de destilação — técnica pela qual modelos menos capazes são treinados com base nas respostas de sistemas mais avançados. A empresa garantiu que o código será removido na próxima atualização, mas o episódio foi interpretado em Pequim como uma tentativa de vigilância e levou a Alibaba a incluir o Claude Code na lista de aplicações com vulnerabilidades de segurança.

O bloqueio interno ocorre num momento de escalada nas tensões entre os dois países pelo controlo da inteligência artificial. A Anthropic já mantinha algumas das políticas mais restritivas do setor, proibindo o acesso a partir da China e rejeitando pagamentos de bancos chineses. Ainda assim, empresas como a Ant Financial e a ByteDance contornaram as barreiras recorrendo a VPN, infraestruturas na nuvem no estrangeiro e contas empresariais registadas em Singapura. Em meados de junho, Washington impôs controlos de exportação de emergência sobre os modelos Fable 5 e Mythos 5 da Anthropic, depois de investigadores da Amazon terem demonstrado uma forma de contornar as salvaguardas de cibersegurança; as restrições foram levantadas a 30 de junho, após a empresa adicionar um classificador que redireciona pedidos sensíveis para modelos mais antigos.

Enquanto os EUA apertam o cerco, modelos chineses ganham terreno. O GLM-5.2, lançado pela startup Z.ai, de Pequim, subiu rapidamente nas tabelas de utilização do OpenRouter e já figura entre os cinco primeiros em avaliações de codificação, com um custo operacional cerca de seis vezes inferior ao dos modelos fechados americanos. Figuras como David Sacks, antigo conselheiro de IA da Casa Branca, reconheceram que o modelo está “um passo abaixo do Opus 4.8” e equiparável ao GPT-5.5, o que alimenta o debate sobre a eficácia das restrições à exportação. Em Silicon Valley, a receção positiva ao GLM-5.2 é vista como um sinal de que o código aberto chinês começa a oferecer alternativas viáveis para empresas que receiam a dependência de APIs proprietárias sujeitas a bloqueios geopolíticos.

O próximo marco factual será a entrada em vigor da proibição na Alibaba a 10 de julho, acompanhada da prometida remoção do código de rastreio pela Anthropic. A comunidade internacional de desenvolvimento, incluindo polos tecnológicos no Brasil e em Portugal, observa com atenção a fragmentação dos ecossistemas de IA, num momento em que a escolha entre modelos americanos e chineses deixa de ser apenas técnica e passa a incorporar cálculos de compliance, segurança e soberania digital.

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A Anthropic está fechando as brechas que permitiam que empresas chinesas acessassem seus modelos Claude apesar das restrições existentes. A medida ocorre enquanto engenheiros continuam encontrando maneiras de contornar as proibições, destacando um jogo de gato e rato em andamento sobre a tecnologia avançada de IA.

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O Alibaba está proibindo o uso interno do Claude Code, citando riscos de segurança de supostos backdoors, enquanto a Anthropic simultaneamente aperta suas próprias restrições contra o acesso chinês via VPNs e subsidiárias offshore. As acusações mútuas revelam uma crescente fratura tecnológica onde ambos os lados invocam a segurança para bloquear as ferramentas um do outro.

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