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Esportesábado, 4 de julho de 2026

Paraguai reencontra França 28 anos depois com a defesa de Gill e a sombra de Blanc

Após eliminar a Alemanha nos pênaltis, a Albirroja desafia o ataque mais produtivo do Mundial nas oitavas de final, reedindo o duelo decidido pelo gol de ouro em 1998.

O goleiro Orlando Gill defendeu duas cobranças e viu Jonathan Tah isolar a sua. José Canale converteu a batida decisiva. Estava selada, na noite dos dezesseis avos de final, uma das maiores surpresas do Mundial de 2026: o Paraguai eliminava a tetracampeã Alemanha por 4 a 3 nos pênaltis, após 120 minutos de resistência e um empate em 1 a 1. O feito, celebrado com feriado nacional em Assunção, recolocou a Albirroja nas oitavas de final pela primeira vez desde 2010 e desenhou o reencontro com a França, marcado para este sábado no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.

A seleção francesa chega ao confronto com uma campanha irretocável. Venceu os quatro jogos que disputou, marcou 13 gols e sofreu apenas dois. O ataque, descrito por observadores europeus como o mais temível do torneio, combina a velocidade de Kylian Mbappé — seis gols, empatado com Lionel Messi na artilharia histórica das Copas — com a imprevisibilidade de Ousmane Dembélé, Bradley Barcola e Michael Olise. Contra a Suécia, nos dezesseis avos, a vitória por 3 a 0 foi construída com autoridade, sem que o adversário conseguisse ameaçar a meta de Mike Maignan. Didier Deschamps, campeão como jogador em 1998 e como treinador em 2018, advertiu que a classificação paraguaia “não foi casualidade” e destacou o talento de Julio Enciso, que atua no Strasbourg.

O duelo reaviva a memória de 1998, quando as duas seleções se enfrentaram no mesmo estágio, em Lens. Na ocasião, o Paraguai de José Luis Chilavert e Carlos Gamarra resistiu até o segundo tempo da prorrogação, quando Laurent Blanc marcou o primeiro gol de ouro da história das Copas e classificou os anfitriões, que depois conquistariam o título. A imprensa sul-americana recupera esse episódio como uma ferida aberta, enquanto analistas franceses lembram que Deschamps era o capitão daquela equipe e agora comanda Les Bleus à beira do campo. O próprio treinador reconheceu a dificuldade do adversário: “Como todos os times sul-americanos, o Paraguai tem muito coração. Está no seu DNA. Mas não foi só a garra que venceu a Alemanha. Sem talento não se chega até aqui.”

O contraste tático é o fio condutor da partida. O Paraguai de Gustavo Alfaro construiu sua campanha sobre uma defesa compacta e transições rápidas. Foi a equipa que mais pressionou em situação defensiva no torneio, com 1.421 ações de pressing, e conseguiu anular o ataque alemão, que finalizou 21 vezes mas só marcou um gol. A França, por sua vez, apresenta o melhor ataque, com 73 remates e uma média superior a três golos por jogo. Alfaro recorreu a uma metáfora rural para descrever o desafio: “A França é uma tempestade elétrica. Esses raios que saem de qualquer parte vão direto ao centro do arco. É preciso ver como evitar os raios.” A declaração, repercutida com destaque na imprensa brasileira e argentina, sintetiza a missão de uma equipa que, segundo observadores em Lisboa, terá de repetir a disciplina tática exibida contra a Alemanha para sobreviver.

O vencedor enfrentará nas quartas de final o ganhador do duelo entre Canadá e Marrocos, que se enfrentam no mesmo dia em Houston. As condições climáticas também entraram na equação: uma onda de calor atinge a Costa Leste dos Estados Unidos, com índices de temperatura previstos entre 40°C e 46°C, acima do limite recomendado pelo sindicato mundial de jogadores. A organização da partida monitora os termômetros, enquanto as duas seleções ajustam a hidratação e o ritmo de jogo. Para o Paraguai, que não disputava uma Copa desde 2010, a simples presença nas oitavas já iguala a melhor campanha da sua história; para a França, é mais um passo na tentativa de alcançar a terceira final consecutiva.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa latino-americanaImprensa do Sudeste Asiático
Imprensa latino-americana
TriunfoPaternalismo

O Paraguai, depois de surpreender a Alemanha, enfrenta a França nas oitavas de final. A equipe sul-americana mostrou caráter e agora mira outra façanha. O entusiasmo está nas alturas por esta seleção que representa todo o continente.

Imprensa do Sudeste Asiático
DistanciamentoPragmatismo

O Paraguai, após a sensacional vitória sobre a Alemanha, enfrenta a França nas oitavas de final. A análise tática da partida destaca os desafios para ambas as equipes. Espera-se um jogo equilibrado com possíveis surpresas.

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Atualizado 09:491 idioma · 3 veículos
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sábado, 4 de julho de 2026

Paraguai reencontra França 28 anos depois com a defesa de Gill e a sombra de Blanc

Após eliminar a Alemanha nos pênaltis, a Albirroja desafia o ataque mais produtivo do Mundial nas oitavas de final, reedindo o duelo decidido pelo gol de ouro em 1998.

O goleiro Orlando Gill defendeu duas cobranças e viu Jonathan Tah isolar a sua. José Canale converteu a batida decisiva. Estava selada, na noite dos dezesseis avos de final, uma das maiores surpresas do Mundial de 2026: o Paraguai eliminava a tetracampeã Alemanha por 4 a 3 nos pênaltis, após 120 minutos de resistência e um empate em 1 a 1. O feito, celebrado com feriado nacional em Assunção, recolocou a Albirroja nas oitavas de final pela primeira vez desde 2010 e desenhou o reencontro com a França, marcado para este sábado no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.

A seleção francesa chega ao confronto com uma campanha irretocável. Venceu os quatro jogos que disputou, marcou 13 gols e sofreu apenas dois. O ataque, descrito por observadores europeus como o mais temível do torneio, combina a velocidade de Kylian Mbappé — seis gols, empatado com Lionel Messi na artilharia histórica das Copas — com a imprevisibilidade de Ousmane Dembélé, Bradley Barcola e Michael Olise. Contra a Suécia, nos dezesseis avos, a vitória por 3 a 0 foi construída com autoridade, sem que o adversário conseguisse ameaçar a meta de Mike Maignan. Didier Deschamps, campeão como jogador em 1998 e como treinador em 2018, advertiu que a classificação paraguaia “não foi casualidade” e destacou o talento de Julio Enciso, que atua no Strasbourg.

O duelo reaviva a memória de 1998, quando as duas seleções se enfrentaram no mesmo estágio, em Lens. Na ocasião, o Paraguai de José Luis Chilavert e Carlos Gamarra resistiu até o segundo tempo da prorrogação, quando Laurent Blanc marcou o primeiro gol de ouro da história das Copas e classificou os anfitriões, que depois conquistariam o título. A imprensa sul-americana recupera esse episódio como uma ferida aberta, enquanto analistas franceses lembram que Deschamps era o capitão daquela equipe e agora comanda Les Bleus à beira do campo. O próprio treinador reconheceu a dificuldade do adversário: “Como todos os times sul-americanos, o Paraguai tem muito coração. Está no seu DNA. Mas não foi só a garra que venceu a Alemanha. Sem talento não se chega até aqui.”

O contraste tático é o fio condutor da partida. O Paraguai de Gustavo Alfaro construiu sua campanha sobre uma defesa compacta e transições rápidas. Foi a equipa que mais pressionou em situação defensiva no torneio, com 1.421 ações de pressing, e conseguiu anular o ataque alemão, que finalizou 21 vezes mas só marcou um gol. A França, por sua vez, apresenta o melhor ataque, com 73 remates e uma média superior a três golos por jogo. Alfaro recorreu a uma metáfora rural para descrever o desafio: “A França é uma tempestade elétrica. Esses raios que saem de qualquer parte vão direto ao centro do arco. É preciso ver como evitar os raios.” A declaração, repercutida com destaque na imprensa brasileira e argentina, sintetiza a missão de uma equipa que, segundo observadores em Lisboa, terá de repetir a disciplina tática exibida contra a Alemanha para sobreviver.

O vencedor enfrentará nas quartas de final o ganhador do duelo entre Canadá e Marrocos, que se enfrentam no mesmo dia em Houston. As condições climáticas também entraram na equação: uma onda de calor atinge a Costa Leste dos Estados Unidos, com índices de temperatura previstos entre 40°C e 46°C, acima do limite recomendado pelo sindicato mundial de jogadores. A organização da partida monitora os termômetros, enquanto as duas seleções ajustam a hidratação e o ritmo de jogo. Para o Paraguai, que não disputava uma Copa desde 2010, a simples presença nas oitavas já iguala a melhor campanha da sua história; para a França, é mais um passo na tentativa de alcançar a terceira final consecutiva.

Divergência das fontes

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Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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TriunfoPaternalismo

O Paraguai, depois de surpreender a Alemanha, enfrenta a França nas oitavas de final. A equipe sul-americana mostrou caráter e agora mira outra façanha. O entusiasmo está nas alturas por esta seleção que representa todo o continente.

Imprensa do Sudeste Asiático
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O Paraguai, após a sensacional vitória sobre a Alemanha, enfrenta a França nas oitavas de final. A análise tática da partida destaca os desafios para ambas as equipes. Espera-se um jogo equilibrado com possíveis surpresas.

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