
Mbappé e o ‘futebol sujo’: França supera Paraguai e reencontra Marrocos nas quartas
Com golo solitário de penálti e um jogo de extrema fricção, os franceses eliminaram a aguerrida seleção sul-americana e mantêm a rota do título, mas o duelo físico gerou polémica em ambos os lados do Atlântico.
A França superou o Paraguai por 1-0 num jogo tenso e marcado por constantes interrupções, garantindo a quarta presença consecutiva nos quartos de final do Campeonato do Mundo. O único golo surgiu aos 70 minutos, quando Kylian Mbappé converteu uma grande penalidade – a sétima dele no torneio –, após falta de Diego Gómez sobre Désiré Doué. O avançado do Real Madrid manteve a calma mesmo com a tentativa de jogadores paraguaios de danificarem a marca da penalidade durante o aquecimento para o remate.
O encontro no Lincoln Financial Field, em Filadélfia, decorreu sob forte calor e foi dominado por uma estratégia paraguaia de contenção e provocação. A equipa sul-americana recuou linhas, praticou um jogo físico e procurou, segundo o selecionador francês Didier Deschamps, «todos os truques» para desconcentrar os adversários. O árbitro uzbeque Ilgiz Tantashev exibiu apenas três amarelos, todos a jogadores gauleses, o que gerou incredulidade no banco francês, sobretudo pelas treze faltas assinaladas à Albirroja sem qualquer cartão. A dureza motivou Deschamps a posicionar dois jogadores mais robustos junto a Mbappé nos minutos finais, temendo que o capitão fosse alvo de uma agressão.
Nas declarações pós-jogo, Mbappé foi direto e gerou manchetes em todo o mundo. «Pensavam que íamos jogar de smoking, mas também sabemos jogar sujo», afirmou, conforme reportado por meios franceses e reproduzido pela imprensa argentina, que sublinhou o tom de escárnio. O atacante acrescentou que «se tivermos de meter as mãos no barro, metemo-las», e que até nesse aspeto a França foi superior. Já a imprensa indonésia e asiática destacou o pragmatismo: «não há maneira certa ou errada de jogar, só existe a vitória». Comentaristas espanhóis realçaram a frustração do dianteiro, que também afirmou que o Paraguai «não quis jogar futebol».
O tento de Mbappé elevou-o para 19 golos em Mundiais, a apenas um de Lionel Messi, e para onze na fase a eliminar – um recorde absoluto. Tornou-se ainda o primeiro jogador a marcar em três oitavos de final consecutivos. A França, que pela quarta vez seguida chega a esta fase, alcançou o feito sem ceder à provocação: «Conseguimos vencê-los no seu próprio jogo», resumiu o capitão, numa leitura corroborada por analistas da América do Sul, que reconheceram a disciplina mental dos campeões de 2018.
O adversário nos quartos de final, na próxima quinta-feira em Boston, será Marrocos, numa reedição da meia-final de 2022 vencida por 2-0. Mbappé reencontrará o amigo e antigo companheiro de Paris Saint-Germain Achraf Hakimi, mas avisou: a amizade fica fora do relvado. «Sabemos que são uma equipa muito boa e vamos dar tudo para continuar a nossa viagem», prometeu o goleador, que partilha a artilharia do Mundial com Messi e já pensa na tão desejada terceira final consecutiva.
| Imprensa latino-americana | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | +0.10 | neutral |
Paraguay rises to defend national honor against French provocations.
Through Chilavert's reaction, the bloc transforms a football statement into an attack on Paraguayan dignity, using the former goalkeeper's figure to mobilize national pride.
The context of Mbappé acknowledging the game's toughness is omitted, emphasizing only the provocation.
Mbappé comments on the match with realism and competitiveness.
The bloc adopts a descriptive tone that normalizes the statement, avoiding a conflictual frame.
The Paraguayan reaction and the context of provocation are omitted, presenting the comment as technical.
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