
SpaceX entra no Nasdaq 100 e aciona fluxo passivo de 4,3 mil milhões de dólares
A inclusão relâmpago da fabricante de foguetes no índice tecnológico, 15 dias após a maior IPO da história, desencadeia recompras forçadas de fundos e uma vaga de cobertura otimista por parte dos grandes bancos de Wall Street.
A entrada da SpaceX no índice Nasdaq 100 esta terça-feira altera o posicionamento de carteiras que somam mais de 587 mil milhões de dólares em ativos referenciados ao indicador. O J.P. Morgan estima que a operação gere 4,3 mil milhões de dólares em compras passivas, à medida que fundos como o QQQ da Invesco são obrigados a adquirir as ações para replicar a nova composição. A empresa de Elon Musk junta-se ao índice apenas 15 dias após a estreia em bolsa, a 12 de junho, beneficiando de regras revistas pela Nasdaq que aceleram a inclusão de recém-listadas de grande capitalização.
O fim do período de silêncio pós-IPO destrava as primeiras avaliações formais dos subscritores. Goldman Sachs, Morgan Stanley, BofA Securities, Citigroup e J.P. Morgan iniciaram cobertura com as notações máximas. O Morgan Stanley apelidou a SpaceX de “a fronteira final da IA”, enquanto o Goldman Sachs apontou para oportunidades de vários biliões de dólares nos mercados espacial, de conectividade e de inteligência artificial. As casas RBC, Bernstein e Stifel também atribuíram as classificações mais elevadas, apostando no sucesso da Starship, o foguetão reutilizável de nova geração. Em contraciclo, a Morningstar atribuiu uma avaliação de cerca de 780 mil milhões de dólares, muito abaixo da capitalização bolsista de 2,1 biliões, citando incerteza em torno dos negócios de IA, incluindo a xAI e a rede social X.
A vaga de mega-IPO tecnológicas ganha contornos distintos consoante a geografia. Enquanto a SpaceX angariou perto de 86 mil milhões de dólares na oferta inicial e mais 25 mil milhões numa emissão de dívida, na Europa o construtor de blindados KNDS adiou a sua estreia por falta de convicção dos investidores para uma operação que o avaliaria em mais de 12 mil milhões de euros. Em Israel, analistas sublinham que o peso inicial da SpaceX no Nasdaq 100 será inferior a 1%, devido ao reduzido free float — menos de 5% do capital foi vendido na IPO — e aos períodos de lock-up que impedem a venda de ações por trabalhadores. Na Ásia, a imprensa financeira destaca que a OpenAI também apresentou um pedido confidencial de IPO, visando uma avaliação superior a 1 bilião de dólares, num teste à capacidade de absorção do mercado.
A SpaceX anunciou ainda a mudança de nome para SpaceXAI, formalizando a aposta em centros de dados orbitais e no desenvolvimento do modelo Grok, rival do GPT e do Claude. Paralelamente, ganham força nos mercados de previsão as especulações sobre uma eventual fusão com a Tesla, que criaria um conglomerado de 3,6 biliões de dólares. Elon Musk detém a maioria dos direitos de voto na SpaceX e cerca de 20% na Tesla, o que lhe permitiria ditar os termos de uma eventual combinação.
O próximo marco regulatório será a eventual inclusão no S&P 500, que a S&P Global recusou acelerar em junho, pelo que a entrada no índice de referência mundial não deverá ocorrer antes de, pelo menos, um ano. Até lá, o desempenho da ação dependerá da execução financeira e do sucesso do foguetão Starship, cujo desenvolvimento é apontado por analistas como o verdadeiro motor das ambições de longo prazo da empresa.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +1.00 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.50 | critical |
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.10 | neutral |
Wall Street celebrates SpaceX's Nasdaq 100 entry as an inevitable victory, with analysts pushing buy ratings and passive funds ready to pour billions. The rebranding to SpaceXAI is yet another proof of Musk's genius.
The bloc builds plausibility by repeating bullish forecasts and using terms like 'frenzy' and 'vision', creating a sense of irresistible momentum. Critical voices are absent.
Omitted is the fact that SpaceX is not yet profitable and that its $2 trillion valuation may be unsustainable, as highlighted by European media.
Continental Europe looks skeptically at Wall Street's euphoria for SpaceX, highlighting the lack of profits and Musk's excessive power. Speculation about a merger with Tesla reveals concern over concentration of control.
The bloc makes its critique plausible by contrasting European caution with American enthusiasm, using examples of financial excess and rhetorical questions about the future. The lack of positive data is compensated by an ironic tone.
Omitted is the positive context of technological innovation and the record IPO success, which are reported elsewhere.
Southeast Asia reports the facts: SpaceX enters the Nasdaq 100 and rebrands to SpaceXAI, with expected passive flows. Attention is on technical details of the inclusion and the new AI strategy.
The bloc builds credibility through presentation of concrete data and absence of value judgments, appearing objective. The choice to include both financial and technological aspects reinforces the impression of completeness.
Omitted is any critical analysis of the valuation or Musk's power, which is present in European media.
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