
Argentina reverte 2 a 0 nos últimos 11 minutos e elimina Egito sob protestos
Com três gols em 13 minutos, argentinos evitam eliminação nas oitavas; egípcios acusam arbitragem de favorecer Messi e federação apresenta protesto formal.
A Argentina protagonizou uma das viradas mais tardias da história das Copas do Mundo. Perdia por 2 a 0 para o Egito até os 34 minutos do segundo tempo, mas marcou três gols em 13 minutos — Cristian Romero aos 34, Lionel Messi aos 38 e Enzo Fernández aos 48 — e venceu por 3 a 2, em Atlanta, garantindo vaga nas quartas de final do Mundial de 2026. Nunca uma seleção havia revertido uma desvantagem de dois gols tão tarde em um jogo eliminatório sem prorrogação.
O Egito abrira o placar aos 15 minutos, com cabeçada de Yasser Ibrahim após escanteio. Messi perdeu um pênalti aos 20, defendido por Mostafa Shobeir, e ainda acertou o travessão em cobrança de falta. Na etapa final, os egípcios ampliaram aos 22, com Mostafa Ziko concluindo contra-ataque, depois de ter um gol anulado pelo VAR por falta na origem da jogada. A reação argentina começou com Romero cabeceando falta cobrada por Messi; o camisa 10 empatou em chute de fora da área e, nos acréscimos, Fernández desviou de cabeça cruzamento de Lautaro Martínez para selar a classificação.
A partida foi marcada por controvérsias de arbitragem que geraram indignação no Egito. Além do gol anulado, os egípcios reclamaram de um pênalti não marcado sobre Hamdy Fathy (ou Mohamed Salah, segundo diferentes relatos) no lance que originou o gol da vitória argentina. O treinador Hossam Hassan afirmou que “interesses comerciais” queriam manter Messi no torneio e que a partida foi “manipulada”. O atacante Ziko disse que o árbitro “não queria que vencêssemos”. A Federação Egípcia de Futebol protocolou protesto formal. Na imprensa alemã, ex-árbitros como Patrick Ittrich e Lutz Wagner consideraram que as decisões controversas prejudicaram o Egito e que a não revisão do lance do terceiro gol foi surpreendente.
Após o apito final, Messi chorou e explicou que a emoção vinha da frustração pelo pênalti perdido: “Senti que decepcionei meus companheiros”. O técnico Lionel Scaloni também se emocionou, interrompendo uma entrevista por não conseguir conter as lágrimas. No vestiário egípcio, o capitão Mohamed Salah acalmou os colegas, afirmando que o resultado era “vontade de Deus” e que a experiência serviria para o futuro. A eliminação do Egito se soma a uma série de desfechos dramáticos para seleções africanas neste Mundial, com quedas nos minutos finais também para África do Sul, Senegal, RD Congo e Costa do Marfim.
Com a vitória, a Argentina enfrentará a Suíça nas quartas de final, em Kansas City, no dia 12 de julho. Messi chegou a oito gols no torneio e reassumiu a liderança da artilharia. O Egito, que disputava pela primeira vez as oitavas de final de uma Copa, deixa a competição sob forte contestação à arbitragem e com a sensação de que uma classificação histórica escapou nos instantes derradeiros.
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | +0.70 | aligned |
| Imprensa africana subsaariana | 0.00 | neutral |
Messi é um herói controverso: os recordes não apagam o pênalti perdido e sua raiva pós-jogo.
Ao destacar recordes negativos e reações emocionais junto com as conquistas, a narrativa cria uma visão equilibrada, mas cética, da estrela.
A virada épica da equipe e o papel dos companheiros são minimizados, focando quase exclusivamente nas falhas individuais de Messi.
Com Messi, tudo é possível: a virada milagrosa prova que a Argentina está destinada a vencer novamente.
Linguagem épica e personificação de Messi como uma força da natureza tornam a vitória inevitável e o time invencível.
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A análise tática da partida e o contexto dos recordes são omitidos para focar exclusivamente no drama pessoal.
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