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Esportequarta-feira, 8 de julho de 2026

Djokovic vence batalha de 5h15 e Fery faz história em Wimbledon

Aos 39 anos, sérvio protagoniza o quartos de final mais longo do torneio, enquanto wildcard britânico elimina Cobolli e avança às semifinais.

Novak Djokovic, aos 39 anos, protagonizou na terça-feira o quartos de final mais longo da história de Wimbledon, ao superar o canadiano Félix Auger-Aliassime em 5 horas e 15 minutos, com parciais de 7-6(10), 3-6, 6-3, 6-7(4) e 7-6(4). O encontro, que terminou já perto da meia-noite em Londres, foi marcado por uma discussão com a supervisora do torneio sobre o fecho do teto e por uma exibição de resistência física e mental do sérvio, que salvou set points no primeiro tie-break e fechou o duelo com um tie-break final imaculado. Horas antes, na mesma terça-feira, Lionel Messi, também de 39 anos, comandara a reviravolta da Argentina sobre o Egito no Mundial de futebol. Instado a comentar a coincidência, Djokovic brincou: “Seria bom jogar 90 minutos como ele”. A imprensa europeia sublinhou o paralelismo entre dois campeões que desafiam o tempo, enquanto analistas em Belgrado destacam que o sérvio se tornou o semifinalista mais velho de Wimbledon em mais de 50 anos e alcançou a sua 15.ª meia-final no All England Club, a 55.ª em torneios do Grand Slam.

Na quarta-feira, o quadro masculino conheceu os outros dois semifinalistas. O alemão Alexander Zverev, segundo cabeça de série e campeão de Roland Garros, pôs fim a uma série de sete derrotas consecutivas frente ao norte-americano Taylor Fritz, vencendo por 6-4, 6-4 e 6-2. Zverev, que nunca passara dos oitavos em Wimbledon, garantiu a primeira presença nas meias-finais do torneio londrino e tornou-se o quinto tenista em atividade a atingir as meias-finais dos quatro majors. A surpresa da jornada, porém, veio do britânico Arthur Fery, 114.º do ranking e convidado da organização. Fery derrotou o italiano Flavio Cobolli, nono cabeça de série e finalista em Paris, por 6-4, 7-6(4) e 6-0, num ambiente de euforia no Centre Court, com a rainha Camilla na tribuna real. A imprensa britânica celebra o “conto de fadas” do jovem de 23 anos, que cresceu a poucos minutos do All England Club, filho de um milionário francês e de uma ex-tenista profissional. Fery é apenas o segundo wildcard a chegar às meias-finais de Wimbledon desde Goran Ivanisevic em 2001 e o quinto britânico na era Open a atingir esta fase.

No torneio feminino, a ucraniana Marta Kostyuk, 12.ª cabeça de série, confirmou o excelente momento ao despachar a italiana Jasmine Paolini, finalista de 2024, por 6-3 e 6-2 em apenas 69 minutos. Kostyuk, que já havia sido semifinalista em Roland Garros, não enfrentou qualquer break point e chega à sua segunda meia-final consecutiva do Grand Slam. A checa Linda Noskova, de 21 anos, também se estreou nas meias-finais de um major ao bater a belga Elise Mertens por 6-3 e 7-5. Na Ucrânia, a campanha de Kostyuk é acompanhada com orgulho, sobretudo num contexto de ataques russos a Kiev, que a tenista condenou, criticando ainda a decisão do COI de levantar provisoriamente a suspensão à Rússia. As outras semifinalistas, a norte-americana Coco Gauff e a checa Karolina Muchova, já estavam apuradas desde terça-feira, garantindo que Wimbledon coroará uma nova campeã.

As meias-finais masculinas de sexta-feira colocam frente a frente Djokovic e o italiano Jannik Sinner, número um mundial e defensor do título, numa reedição da semifinal do ano passado. Sinner lidera o confronto direto por 6-5, mas Djokovic venceu o último encontro, nas meias-finais do Open da Austrália. Do outro lado, Fery tentará prolongar o sonho diante de Zverev, num duelo inédito. No sector feminino, as meias-finais de quinta-feira opõem Gauff a Muchova e Kostyuk a Noskova, com a promessa de um desfecho histórico.

Divergência — quem conta como
21%Baixa
3 blocos · posições de −0.20 a +0.30
CríticoFavorável
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Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa atlântica / anglosfera+0.30aligned
Imprensa europeia continental−0.20neutral
Imprensa latino-americana0.00neutral
Imprensa atlântica / anglosfera+0.30
Voz

O tênis britânico celebra seu herói local Arthur Fery, enquanto reconhece a vitória direta de Kostyuk como uma nota de rodapé.

Mecanismolocalizzazione

Ao justapor a vitória rotineira de Kostyuk com o conto de fadas de Fery, a narrativa eleva o ângulo local acima do resultado internacional.

Omissão

O bloco atlantica, ao focar fortemente em Fery, omite o significado da conquista de Kostyuk como jogadora ucraniana, especialmente no contexto da guerra.

TriunfoPragmatismoVozes divididas
Imprensa europeia continental−0.20
Voz

O tênis italiano lamenta a saída de Paolini, mas olha para o futuro, elogiando sua resiliência.

Mecanismomitigazione

Ao enfatizar o esforço de Paolini e a qualidade de sua adversária, a cobertura suaviza a derrota e a enquadra como uma experiência de aprendizado.

Omissão

O bloco europea_continentale omite qualquer discussão sobre o contexto político do sucesso de uma jogadora ucraniana, focando apenas no aspecto esportivo.

VitimismoPragmatismo
Imprensa latino-americana0.00
Voz

The Latin American press highlights the financial background of Arthur Fery, diverting attention from the actual tennis results.

Mecanismodeviazione

By focusing exclusively on Fery's personal story and wealth, the article diverts attention from the match results and the Ukrainian winner.

Omissão

The latinoamericana bloc omits the entire Kostyuk-Paolini match, thus ignoring a major story and the Ukrainian player's achievement.

DistanciamentoPragmatismo

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Atualizado 22:3111 idiomas · 43 veículos
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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Djokovic vence batalha de 5h15 e Fery faz história em Wimbledon

Aos 39 anos, sérvio protagoniza o quartos de final mais longo do torneio, enquanto wildcard britânico elimina Cobolli e avança às semifinais.

Novak Djokovic, aos 39 anos, protagonizou na terça-feira o quartos de final mais longo da história de Wimbledon, ao superar o canadiano Félix Auger-Aliassime em 5 horas e 15 minutos, com parciais de 7-6(10), 3-6, 6-3, 6-7(4) e 7-6(4). O encontro, que terminou já perto da meia-noite em Londres, foi marcado por uma discussão com a supervisora do torneio sobre o fecho do teto e por uma exibição de resistência física e mental do sérvio, que salvou set points no primeiro tie-break e fechou o duelo com um tie-break final imaculado. Horas antes, na mesma terça-feira, Lionel Messi, também de 39 anos, comandara a reviravolta da Argentina sobre o Egito no Mundial de futebol. Instado a comentar a coincidência, Djokovic brincou: “Seria bom jogar 90 minutos como ele”. A imprensa europeia sublinhou o paralelismo entre dois campeões que desafiam o tempo, enquanto analistas em Belgrado destacam que o sérvio se tornou o semifinalista mais velho de Wimbledon em mais de 50 anos e alcançou a sua 15.ª meia-final no All England Club, a 55.ª em torneios do Grand Slam.

Na quarta-feira, o quadro masculino conheceu os outros dois semifinalistas. O alemão Alexander Zverev, segundo cabeça de série e campeão de Roland Garros, pôs fim a uma série de sete derrotas consecutivas frente ao norte-americano Taylor Fritz, vencendo por 6-4, 6-4 e 6-2. Zverev, que nunca passara dos oitavos em Wimbledon, garantiu a primeira presença nas meias-finais do torneio londrino e tornou-se o quinto tenista em atividade a atingir as meias-finais dos quatro majors. A surpresa da jornada, porém, veio do britânico Arthur Fery, 114.º do ranking e convidado da organização. Fery derrotou o italiano Flavio Cobolli, nono cabeça de série e finalista em Paris, por 6-4, 7-6(4) e 6-0, num ambiente de euforia no Centre Court, com a rainha Camilla na tribuna real. A imprensa britânica celebra o “conto de fadas” do jovem de 23 anos, que cresceu a poucos minutos do All England Club, filho de um milionário francês e de uma ex-tenista profissional. Fery é apenas o segundo wildcard a chegar às meias-finais de Wimbledon desde Goran Ivanisevic em 2001 e o quinto britânico na era Open a atingir esta fase.

No torneio feminino, a ucraniana Marta Kostyuk, 12.ª cabeça de série, confirmou o excelente momento ao despachar a italiana Jasmine Paolini, finalista de 2024, por 6-3 e 6-2 em apenas 69 minutos. Kostyuk, que já havia sido semifinalista em Roland Garros, não enfrentou qualquer break point e chega à sua segunda meia-final consecutiva do Grand Slam. A checa Linda Noskova, de 21 anos, também se estreou nas meias-finais de um major ao bater a belga Elise Mertens por 6-3 e 7-5. Na Ucrânia, a campanha de Kostyuk é acompanhada com orgulho, sobretudo num contexto de ataques russos a Kiev, que a tenista condenou, criticando ainda a decisão do COI de levantar provisoriamente a suspensão à Rússia. As outras semifinalistas, a norte-americana Coco Gauff e a checa Karolina Muchova, já estavam apuradas desde terça-feira, garantindo que Wimbledon coroará uma nova campeã.

As meias-finais masculinas de sexta-feira colocam frente a frente Djokovic e o italiano Jannik Sinner, número um mundial e defensor do título, numa reedição da semifinal do ano passado. Sinner lidera o confronto direto por 6-5, mas Djokovic venceu o último encontro, nas meias-finais do Open da Austrália. Do outro lado, Fery tentará prolongar o sonho diante de Zverev, num duelo inédito. No sector feminino, as meias-finais de quinta-feira opõem Gauff a Muchova e Kostyuk a Noskova, com a promessa de um desfecho histórico.

Divergência — quem conta como
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O tênis britânico celebra seu herói local Arthur Fery, enquanto reconhece a vitória direta de Kostyuk como uma nota de rodapé.

Mecanismolocalizzazione

Ao justapor a vitória rotineira de Kostyuk com o conto de fadas de Fery, a narrativa eleva o ângulo local acima do resultado internacional.

Omissão

O bloco atlantica, ao focar fortemente em Fery, omite o significado da conquista de Kostyuk como jogadora ucraniana, especialmente no contexto da guerra.

TriunfoPragmatismoVozes divididas
Imprensa europeia continental−0.20
Voz

O tênis italiano lamenta a saída de Paolini, mas olha para o futuro, elogiando sua resiliência.

Mecanismomitigazione

Ao enfatizar o esforço de Paolini e a qualidade de sua adversária, a cobertura suaviza a derrota e a enquadra como uma experiência de aprendizado.

Omissão

O bloco europea_continentale omite qualquer discussão sobre o contexto político do sucesso de uma jogadora ucraniana, focando apenas no aspecto esportivo.

VitimismoPragmatismo
Imprensa latino-americana0.00
Voz

The Latin American press highlights the financial background of Arthur Fery, diverting attention from the actual tennis results.

Mecanismodeviazione

By focusing exclusively on Fery's personal story and wealth, the article diverts attention from the match results and the Ukrainian winner.

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