
Portugal oficializa saída de Martínez e encaminha Jorge Jesus como novo selecionador
Após eliminação nos oitavos do Mundial‑2026, a federação confirma o fim do contrato com o técnico espanhol e negocia com o veterano de 71 anos um projeto até 2030.
A derrota por 1-0 diante da Espanha, na passada segunda‑feira, precipitou o encerramento de um ciclo. Minutos depois do apito final, Roberto Martínez anunciou que o seu contrato terminava ali, e a Federação Portuguesa de Futebol oficializou a saída na manhã de quarta‑feira. Portugal despediu‑se do Mundial‑2026 nos oitavos de final, depois de uma campanha em que terminou em segundo lugar no grupo, com empates frente a Colômbia e RD Congo, uma goleada por 5-0 ao Uzbequistão e um triunfo sobre a Croácia nos dezasseis-avos. A eliminação precoce, porém, tornou insustentável a continuidade do treinador catalão.
Martínez deixa o cargo com um troféu relevante — a Liga das Nações de 2025 —, mas também com a memória de duas saídas dolorosas em grandes torneios. No Euro‑2024, Portugal caiu nos quartos de final diante da França, nos penáltis. Agora, voltou a parar antes do esperado. A insistência em manter Cristiano Ronaldo como titular absoluto, aos 41 anos, foi alvo de escrutínio em vários cantos do mundo: comentadores britânicos classificaram a postura como “cedência” ao capitão, enquanto na imprensa desportiva portuguesa se multiplicavam as análises sobre o desequilíbrio tático da equipa. O próprio Martínez reconheceu que, sem o título mundial, “não faria sentido continuar”.
A resposta da federação foi imediata. O presidente Pedro Proença afirmou que o sucessor seria conhecido até ao fim da semana e que teria de “conhecer muito bem o futebol português”. O nome que ganhou força em Lisboa, e que ecoou da imprensa brasileira à russa, é o de Jorge Jesus. Aos 71 anos, o técnico está livre no mercado desde que deixou o Al‑Nassr, da Arábia Saudita, em maio passado, depois de conquistar a liga local. A sua carreira inclui passagens marcantes por Benfica, Sporting e Braga, mas foi no Flamengo que o seu prestígio internacional se consolidou: em 2019, ergueu a Taça Libertadores e o Campeonato Brasileiro, feito que ainda hoje é evocado com entusiasmo no noticiário brasileiro. Jesus nunca treinou uma seleção, mas trabalhou com várias figuras do atual plantel português — de Ronaldo a Bruno Fernandes, de Rúben Dias a Rafael Leão —, o que, na leitura da FPF, facilitará a transição.
As negociações, segundo fontes próximas do processo, estão adiantadas e incluem a possibilidade de Pepe integrar a comissão técnica. O antigo defesa do Real Madrid e do FC Porto, de 43 anos, retirou‑se dos relvados em 2024 e recusou recentemente um convite de José Mourinho para regressar ao clube espanhol, ficando assim disponível para abraçar o projeto da seleção. A federação vê na sua presença um elo com a mística defensiva que marcou a conquista do Europeu de 2016. O acordo com Jesus, noticia a imprensa portuguesa, depende ainda de acertos nos prémios por objetivos, mas há otimismo para um anúncio já na próxima semana.
O novo selecionador terá um calendário exigente pela frente. A estreia está prevista para 24 de setembro, em casa, frente ao País de Gales, na primeira jornada da Liga das Nações, seguindo‑se visitas à Noruega e à Dinamarca. O contrato, a confirmar‑se, estender‑se‑á até 2030, ano em que Portugal será um dos anfitriões do Campeonato do Mundo, ao lado de Espanha e Marrocos. A expectativa, partilhada por analistas em Lisboa e por observadores internacionais, é que a experiência de Jesus consiga finalmente traduzir o talento de uma geração dourada em resultados à altura nos grandes palcos.
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | +0.50 | aligned |
| Imprensa africana subsaariana | 0.00 | neutral |
O Sudeste Asiático julga Roberto Martínez como um treinador que desperdiçou uma geração de ouro, e sua saída já havia sido decidida pelo capitão.
A declaração de Ronaldo é usada como prova definitiva da culpa de Martínez, transformando uma opinião pessoal em um veredicto objetivo.
Os agradecimentos oficiais da federação e o sucesso na Liga das Nações são omitidos, concentrando-se apenas nas críticas de Ronaldo.
O Levante-Magrebe árabe apresenta a saída de Martínez como uma conclusão profissional e grata, destacando os sucessos e a busca por um novo treinador.
O comunicado oficial da federação é adotado como única fonte, evitando vozes críticas e normalizando a saída como parte do ciclo natural do futebol.
A revelação de Ronaldo e as críticas à gestão de Martínez são omitidas, apresentando apenas a versão oficial.
A África subsaariana relata os fatos nus e crus: a federação portuguesa confirmou o fim do contrato com Martínez após a eliminação na Copa do Mundo.
O comunicado oficial é reproduzido sem comentários ou interpretações, confiando na fonte institucional.
Tanto as críticas de Ronaldo quanto os agradecimentos da federação são omitidos, limitando-se à notícia nua.
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