
Kim Jong-un supervisiona teste de mísseis de cruzeiro em novo destróier norte-coreano
As manobras com o destróier Kang Kon, recuperado de um acidente, reforçam a aposta de Pyongyang numa marinha com capacidade nuclear, sob olhar atento de Seul e Washington.
O líder norte-coreano Kim Jong-un supervisionou pessoalmente, na passada sexta-feira, uma série de testes de sistemas de armas a bordo do destróier Kang Kon, de 5.000 toneladas, incluindo o lançamento de um míssil de cruzeiro estratégico com capacidade nuclear, artilharia naval e equipamentos de guerra eletrónica. Após as demonstrações, observadas a partir de um ponto na costa, Kim ordenou que o navio seja comissionado no prazo de dois meses, segundo divulgou no domingo a agência estatal KCNA. O ensaio ocorre menos de duas semanas depois de Pyongyang ter colocado em serviço ativo outro destróier da mesma classe, o Choe Hyon, igualmente apresentado como um pilar do programa de nuclearização da marinha.
De acordo com a narrativa oficial veiculada pela KCNA, os testes visaram validar a capacidade de deteção de alvos, o processamento de informações e a integração dos sistemas de tiro do Kang Kon, que fora parcialmente danificado durante uma tentativa falhada de lançamento em maio de 2025, no porto de Chongjin, e posteriormente reparado. Pyongyang descreve a nova classe de navios como plataformas multifunção, armadas com mísseis balísticos e de cruzeiro nucleares, sistemas antiaéreos e antinavio, no quadro de uma estratégia que Kim definiu como essencial para colmatar o que considera o ramo mais frágil das suas forças armadas.
A perspetiva de Seul e Washington, contudo, é marcada por ceticismo quanto à real operacionalidade destes destróieres. Militares sul-coreanos confirmaram ter detetado o lançamento do míssil de cruzeiro em direção ao mar do Japão (mar de Leste) e, em coordenação com os Estados Unidos, prosseguem a análise dos dados. Autoridades e especialistas sul-coreanos têm sugerido que a construção dos navios contou com assistência técnica russa, num contexto de aprofundamento da cooperação militar entre Moscovo e Pyongyang, e levantam dúvidas sobre a fiabilidade dos sistemas, em parte devido à opacidade do regime e ao historial de incidentes como o que envolveu o próprio Kang Kon.
O acelerar dos testes navais insere-se numa viragem estratégica da Coreia do Norte, que nos últimos anos transitou de uma aposta quase exclusiva em mísseis balísticos para a expansão das suas capacidades no mar, incluindo submarinos nucleares e mísseis de lançamento subaquático. Durante o congresso do Partido dos Trabalhadores, em fevereiro de 2025, Kim anunciou a meta de construir dois destróieres de 5.000 toneladas por ano durante o próximo quinquénio, além de desenvolver embarcações de 10.000 toneladas. A par das tensões estruturais com a Coreia do Sul – tecnicamente ainda em guerra, uma vez que o conflito de 1950-53 terminou com um armistício e não com um tratado de paz –, o regime de Pyongyang vê na marinha uma ferramenta de dissuasão alargada e de projeção de força.
Neste cenário, a carta enviada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, a Kim Jong-un, no mesmo fim de semana, congratulando-se pelo 105.º aniversário do Partido Comunista Chinês e reiterando a disposição para implementar acordos bilaterais, recorda o papel de Pequim como principal parceiro económico e contrapeso diplomático, mesmo perante a crescente influência russa. Enquanto a comunidade internacional acompanha com apreensão os avanços bélicos norte-coreanos, a entrada em operação do Kang Kon está prevista para dentro de dois meses, e a expansão da frota nuclear de Pyongyang promete continuar a ritmo acelerado, com novos testes e construções navais já delineados.
| Imprensa do Golfo árabe | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.10 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.10 | neutral |
North Korea tries to mask a failing naval program with a weapons parade, but the world sees the vessel that already capsized.
By recalling the launch accident, the narrative suggests the entire naval buildup is plagued by unresolved technical flaws.
Details about advanced weapon systems and the strategic nuclear modernization context are omitted.
Pyongyang accelerates the naval nuclear arms race, testing nuclear-capable cruise missiles on a recently repaired destroyer.
Emphasis on the word 'nuclear' and the speed of deployment creates a sense of urgency and imminent threat.
Skepticism about the ship's reliability, present in other sources, is omitted.
Kim Jong Un oversees routine tests of the new warship as North Korea continues its defense programs.
The descriptive tone and lack of alarmed commentary turn a potentially provocative action into a normal military update.
Both the launch accident and the nuclear implications of the test are omitted.
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