
Meta admite lentidão em IA e lança app de jogos gerados por inteligência artificial
Enquanto Mark Zuckerberg reconhece que o desenvolvimento de agentes autónomos não acelerou como esperado, a empresa testa discretamente o Pocket, plataforma que transforma texto em minijogos.
A Meta revelou em simultâneo dois movimentos que redefinem a sua estratégia de inteligência artificial: o CEO Mark Zuckerberg admitiu internamente que a tecnologia de agentes de IA não progrediu ao ritmo projetado, e a empresa iniciou o lançamento regional controlado do Pocket, uma aplicação que permite criar minijogos interativos a partir de comandos de texto. A confissão, feita numa reunião geral com funcionários, surge depois de a empresa ter investido 145 mil milhões de dólares em infraestrutura de IA este ano e de ter levado a cabo uma reestruturação que incluiu o despedimento de cerca de 8.000 trabalhadores. Zuckerberg afirmou que os benefícios mais significativos dos investimentos devem começar a materializar-se dentro de três a seis meses.
O encontro interno expôs as tensões entre a ambição tecnológica e a realidade operacional. O diretor de tecnologia Andrew Bosworth anunciou que o controverso programa de monitorização de cliques e movimentos do rato, que tinha gerado forte reação interna, passará a ser opcional quando for retomado. O próprio Zuckerberg reconheceu que a reorganização “não foi tão limpa quanto poderia ter sido” e que as apostas na nova estrutura “ainda não se concretizaram”. A realocação de cerca de 7.000 funcionários para equipas de IA, incluindo a unidade Agent Transformation, foi descrita por alguns engenheiros como um ambiente de trabalho sob pressão acrescida.
Paralelamente, o Pocket surge como uma aposta na criação de experiências sociais nativas de IA. Disponível apenas em mercados selecionados — e ainda inacessível nos Estados Unidos, no Brasil e em Portugal —, a aplicação permite gerar “gizmos”, experiências interativas que reagem ao toque, à inclinação do telemóvel e podem aceder à câmara ou à galeria de fotos. Inclui ainda um feed social e a possibilidade de remisturar criações de outros utilizadores. A plataforma herda o nome e a lógica da aplicação Gizmo, cuja equipa a Meta contratou no início do ano, e insere-se num contexto de abrandamento do crescimento do envolvimento nos feeds tradicionais das redes sociais.
Observadores em Silicon Valley notam que a combinação de um recuo tático no desenvolvimento de agentes autónomos com a aposta em conteúdos lúdicos gerados por IA sinaliza uma recalibragem de prioridades. Enquanto ferramentas como o Claude Code, da Anthropic, alimentavam o otimismo inicial dos executivos, a trajetória dos últimos quatro meses não correspondeu às expectativas. A próxima etapa concreta será a eventual expansão geográfica do Pocket e a verificação, dentro do prazo indicado por Zuckerberg, de que os pesados investimentos em IA começam a traduzir-se em vantagens competitivas mensuráveis.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Zuckerberg admits lag in AI agent development, but the news is framed as routine market update. Companies face technical challenges that are managed with targeted investments. The tone is neutral and business-oriented.
Zuckerberg's admission is seen as a sign of declining US tech leadership, consistent with a narrative of Western crisis. The fact is used to support the argument of global competition where Russia maintains its sovereignty.
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