
EUA preparam visita de Trump à Índia enquanto acordo comercial se aproxima da reta final
Secretário de Estado Marco Rubio anuncia viagem presidencial para início de 2027 e diz que negociações comerciais estão 'nos últimos centímetros', enquanto embaixador em Nova Deli afasta receios sobre vistos H-1B.
A administração norte-americana trabalha na organização de uma visita do presidente Donald Trump à Índia no início do próximo ano, ao mesmo tempo que as duas partes se aproximam da conclusão de um acordo comercial bilateral. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou em entrevista à agência indiana IANS que espera viajar a Nova Deli ainda este ano para preparar a deslocação presidencial, e descreveu as negociações comerciais como estando “nos últimos centímetros”. A embaixada dos EUA em Nova Deli, pela voz do embaixador Sergio Gor, procurou entretanto tranquilizar a Índia quanto às alterações no sistema de vistos H-1B, sublinhando que a revisão “não é dirigida à Índia”, mas sim parte de uma reavaliação global da política migratória.
Na perspetiva de Washington, a visita e o acordo comercial representam a consolidação de uma parceria estratégica que abrange defesa, tecnologia e cadeias de abastecimento. Rubio caracterizou a relação entre Trump e o primeiro-ministro Narendra Modi como “muito forte” e essencial para a diplomacia bilateral. O embaixador Gor, por seu lado, recordou que a Índia é o país que mais exercícios militares realiza com os EUA e um dos maiores exportadores para o mercado americano, e que os laços interpessoais “continuarão a crescer”. Fontes em Moscovo, citadas pela imprensa russa, interpretam a aproximação como um sinal de distensão após meses de tensão provocada pelas tarifas punitivas de Washington e pelas críticas à compra de petróleo russo por Nova Deli.
Do lado indiano, o ministro do Comércio, Piyush Goyal, condicionou a entrada em vigor do acordo à obtenção de uma vantagem tarifária competitiva face a rivais como o Vietname e o Bangladesh. A Índia procura proteger os seus exportadores do risco de agravamento das taxas americanas, ao mesmo tempo que tenta afirmar-se como polo industrial global. A imprensa indiana destaca que o entendimento comercial poderá dar aos EUA maior acesso a uma das economias que mais crescem e apoiar a estratégia de redução da dependência das cadeias de abastecimento chinesas. Apesar do otimismo, permanecem por resolver “um punhado de questões”, segundo Gor, sobretudo relacionadas com a redação final do texto.
O contexto mais amplo inclui a recente reaproximação entre Washington e Nova Deli após um período de atritos. No ano passado, os EUA impuseram taxas de 50% sobre produtos indianos e criticaram abertamente as barreiras alfandegárias do país. A Índia, por sua vez, optou pela via negocial e intensificou as compras de gás natural liquefeito americano. A visita de Trump, a concretizar-se, será a primeira desde fevereiro de 2020 e poderá coincidir com uma nova cimeira do Quad, o agrupamento que junta ainda Japão e Austrália. Rubio indicou que a próxima etapa será a sua própria deslocação a Nova Deli antes do final do ano, com o objetivo de finalizar os preparativos para a viagem presidencial.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A administração Trump está a preparar uma visita presidencial à Índia no início do próximo ano, com o objetivo de recompor os laços após um período de tensões comerciais e geopolíticas. Um acordo comercial bilateral está em vias de conclusão, o que poderá redefinir a trajetória das relações entre as duas grandes economias. A viagem tem tanto um significado diplomático simbólico como interesses económicos concretos.
A química pessoal entre Trump e Modi está no auge, com laços descritos como 'não poderiam ser mais próximos'. Um acordo comercial está a poucos passos de ser concluído, e a visita de Trump no início do próximo ano irá mostrar esta fantástica parceria. A relação é movida por uma profunda confiança mútua e convergência estratégica.
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