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Economia e Mercadosquarta-feira, 1 de julho de 2026

Mercados globais iniciam trimestre em cautela com iene em mínimas de 40 anos

A incerteza nas negociações entre EUA e Irão e a expectativa de novos sinais do presidente da Fed, Kevin Warsh, pressionam ativos de risco e levam o iene a renovar mínimas históricas.

As bolsas asiáticas abriram o terceiro trimestre em terreno cauteloso, enquanto o iene atingia 162,84 por dólar, o nível mais baixo em quatro décadas. O movimento reflete o impasse nas conversações entre Washington e Teerão sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e a subida das yields das obrigações do Tesouro norte-americano, que avançaram quase 9 pontos base na véspera. Os futuros de Fed funds passaram a atribuir uma probabilidade de 33% a uma subida de juros já na reunião de julho e de cerca de 70% para setembro, recalibrando o custo de oportunidade das ações e fortalecendo o dólar.

A atenção dos investidores concentra-se na participação de Kevin Warsh no Fórum do BCE em Sintra, onde o presidente da Reserva Federal poderá dar pistas sobre a trajetória da política monetária. A expetativa de um tom restritivo é elevada, mas analistas em Wall Street recordam que Warsh tem historicamente evitado orientações prospetivas, o que poderá limitar a clareza das suas declarações. No Japão, a depreciação do iene reacendeu as ameaças de intervenção cambial por parte de Tóquio, embora as autoridades se mostrem relutantes após terem mobilizado quase 12 biliões de ienes entre abril e maio com efeitos limitados. Estrategistas de instituições financeiras europeias apontam que a fraqueza da moeda japonesa está mais associada à força global do dólar do que a fatores domésticos, e que o valor justo do iene se situaria atualmente na casa dos 150 por dólar.

A sustentação do ciclo de alta das ações tecnológicas dependerá da temporada de resultados que se inicia em meados de julho. O índice de semicondutores de Filadélfia acumulou uma valorização de 88% no segundo trimestre, e as projeções apontam para um crescimento dos lucros por ação de 22% no setor, com as empresas de infraestrutura de inteligência artificial a representarem quase 60% desse aumento. No Brasil, o real acompanhou a tendência externa e operava em queda face ao dólar, que superou os R$ 5,19 no mercado à vista. O Ibovespa enfrenta pressão adicional com a rotação global de carteiras para ações de tecnologia e com a descida dos preços do petróleo, que afeta as ações da Petrobras, num momento em que a empresa manteve o preço do diesel apesar do fim da subvenção governamental.

Os próximos marcos incluem a divulgação do relatório ADP de emprego no setor privado dos EUA e, sobretudo, os dados oficiais do mercado de trabalho na quinta-feira, que poderão confirmar ou atenuar as expectativas de aperto monetário. A inflação na zona euro, também a ser conhecida, deverá mostrar novo abrandamento, reforçando a perceção de que o BCE se aproxima do fim do seu ciclo de subida de juros.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Os mercados asiáticos mostram cautela devido ao impasse nas negociações entre EUA e Irã e aos temores de alta de juros pelo Fed. O iene atinge mínimas de 40 anos, enquanto as tensões no Estreito de Ormuz alimentam a incerteza. Os investidores seguem em alerta para uma possível intervenção japonesa.

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Os mercados globais recuam à espera do discurso do presidente do Fed, Warsh, e dos dados de emprego dos EUA. O dólar se fortalece, pressionando moedas emergentes como o real, enquanto o petróleo cai. Todas as atenções se voltam para o tom mais duro do que o esperado de Warsh, que reacendeu as apostas em uma alta de juros.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Mercados globais iniciam trimestre em cautela com iene em mínimas de 40 anos

A incerteza nas negociações entre EUA e Irão e a expectativa de novos sinais do presidente da Fed, Kevin Warsh, pressionam ativos de risco e levam o iene a renovar mínimas históricas.

As bolsas asiáticas abriram o terceiro trimestre em terreno cauteloso, enquanto o iene atingia 162,84 por dólar, o nível mais baixo em quatro décadas. O movimento reflete o impasse nas conversações entre Washington e Teerão sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e a subida das yields das obrigações do Tesouro norte-americano, que avançaram quase 9 pontos base na véspera. Os futuros de Fed funds passaram a atribuir uma probabilidade de 33% a uma subida de juros já na reunião de julho e de cerca de 70% para setembro, recalibrando o custo de oportunidade das ações e fortalecendo o dólar.

A atenção dos investidores concentra-se na participação de Kevin Warsh no Fórum do BCE em Sintra, onde o presidente da Reserva Federal poderá dar pistas sobre a trajetória da política monetária. A expetativa de um tom restritivo é elevada, mas analistas em Wall Street recordam que Warsh tem historicamente evitado orientações prospetivas, o que poderá limitar a clareza das suas declarações. No Japão, a depreciação do iene reacendeu as ameaças de intervenção cambial por parte de Tóquio, embora as autoridades se mostrem relutantes após terem mobilizado quase 12 biliões de ienes entre abril e maio com efeitos limitados. Estrategistas de instituições financeiras europeias apontam que a fraqueza da moeda japonesa está mais associada à força global do dólar do que a fatores domésticos, e que o valor justo do iene se situaria atualmente na casa dos 150 por dólar.

A sustentação do ciclo de alta das ações tecnológicas dependerá da temporada de resultados que se inicia em meados de julho. O índice de semicondutores de Filadélfia acumulou uma valorização de 88% no segundo trimestre, e as projeções apontam para um crescimento dos lucros por ação de 22% no setor, com as empresas de infraestrutura de inteligência artificial a representarem quase 60% desse aumento. No Brasil, o real acompanhou a tendência externa e operava em queda face ao dólar, que superou os R$ 5,19 no mercado à vista. O Ibovespa enfrenta pressão adicional com a rotação global de carteiras para ações de tecnologia e com a descida dos preços do petróleo, que afeta as ações da Petrobras, num momento em que a empresa manteve o preço do diesel apesar do fim da subvenção governamental.

Os próximos marcos incluem a divulgação do relatório ADP de emprego no setor privado dos EUA e, sobretudo, os dados oficiais do mercado de trabalho na quinta-feira, que poderão confirmar ou atenuar as expectativas de aperto monetário. A inflação na zona euro, também a ser conhecida, deverá mostrar novo abrandamento, reforçando a perceção de que o BCE se aproxima do fim do seu ciclo de subida de juros.

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Os mercados asiáticos mostram cautela devido ao impasse nas negociações entre EUA e Irã e aos temores de alta de juros pelo Fed. O iene atinge mínimas de 40 anos, enquanto as tensões no Estreito de Ormuz alimentam a incerteza. Os investidores seguem em alerta para uma possível intervenção japonesa.

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Os mercados globais recuam à espera do discurso do presidente do Fed, Warsh, e dos dados de emprego dos EUA. O dólar se fortalece, pressionando moedas emergentes como o real, enquanto o petróleo cai. Todas as atenções se voltam para o tom mais duro do que o esperado de Warsh, que reacendeu as apostas em uma alta de juros.

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