
Vance classifica negação iraniana de conversas diretas como 'tática persa' e diz que EUA mantêm vantagem
Em Doha, prosseguem conversas técnicas indiretas entre Washington e Teerã, enquanto o vice-presidente dos EUA afirma que o país está em posição de força independentemente do desfecho.
As conversas técnicas indiretas entre os Estados Unidos e o Irão prosseguem em Doha, no Qatar, no quadro de um memorando de entendimento assinado em 18 de junho. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, classificou as negações públicas de Teerão sobre a existência de negociações de paz diretas como uma “tática de negociação persa”, afirmando que Washington mantém uma posição de força independentemente do resultado das discussões.
Em entrevistas à Fox News e ao programa The Michael Knowles Show, Vance confirmou a realização de “conversas técnicas” baseadas em negociações anteriores e disse que os EUA estão mais atentos às ações do Irão do que às suas declarações. Segundo o vice-presidente, o programa nuclear e as capacidades militares convencionais iranianas foram “destruídos”, e o Presidente Donald Trump estaria disposto a usar a força militar apenas se servisse um objetivo claro. Os enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, deslocaram-se a Doha para se reunirem com o primeiro-ministro qatari e outros mediadores, depois de Trump ter anunciado que o Irão solicitara um encontro na capital qatari.
Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baghaei, negou que estejam agendadas conversas diretas com Washington. Sublinhou que as discussões em Doha se centram na implementação das cláusulas do memorando de entendimento, incluindo a libertação de ativos iranianos congelados que se encontram no Qatar. Teerão reconhece a existência de contactos técnicos, mas rejeita a designação de “conversas de paz”, o que Vance interpretou como um artifício retórico e negocial característico da diplomacia persa.
O memorando de entendimento, mediado pelo Paquistão e assinado eletronicamente pelos presidentes Masoud Pezeshkian e Donald Trump, estabelece um quadro para pôr fim ao conflito que eclodiu no final de fevereiro. O documento aborda o programa nuclear iraniano, o levantamento de sanções, a reabertura plena do Estreito de Ormuz e a configuração de segurança regional. Na perspetiva de Washington, o objetivo central de impedir que o Irão obtenha uma arma nuclear já teria sido alcançado, mas Vance admitiu que a implementação do cessar-fogo será “sempre um pouco confusa”. O dossiê permanece em aberto, com os EUA a sinalizarem que dispõem de “muitas opções” caso a via diplomática não produza uma resolução.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.50 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.20 | neutral |
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
Iran is playing its usual game, but Vance is not fooled: he calls it a 'Persian tactic' and insists America won't be drawn into shadow-boxing.
It frames Iran's refusal as a cunning, almost cultural ploy, turning a diplomatic deadlock into a moral victory for the US stance.
It omits that the US itself has often refused direct talks in other contexts, and does not explore Iran's stated reasons for distrust.
Europe is not drawn into the verbal brawl: the 'Persian tactic' label is a provocation that does not help negotiations, while the real work happens through indirect channels.
It downplays the statement as rhetorical and refocuses on the ongoing multilateral process, positioning Europe as a rational mediator.
It omits Vance's harsher criticisms of Iran and Tehran's reactions, and does not analyze regional security implications.
India records Vance's statement as one fact among many, taking no side: Iran refuses, the US reacts, talks continue.
It uses a flat, factual tone, listing events without assigning blame or credit, normalizing the controversy as part of diplomatic routine.
It does not delve into the historical context of US-Iran relations or regional implications, and omits Iranian reactions.
Amplie o olhar
Marcas chinesas lideram corrida elétrica na América Latina; Brasil prepara resposta híbrida
4 idiomas · 7 veículos
De TechnologyIA generativa reduz custos no cinema e impulsiona robótica chinesa apesar de sanções
2 idiomas · 4 veículos
De Science & HealthSaúde integral: como pequenas doses de exercício e controlo emocional previnem doenças crónicas
5 idiomas · 11 veículos