Entrar
Edição das 20:00 CETquarta-feira, 1 de julho de 2026
311 veículos · 17 idiomas1467 briefing hoje
Crime e Desastresquarta-feira, 1 de julho de 2026

Quatro polícias detidos na Venezuela por saque de dinheiro entre escombros após sismos

Agentes foram filmados por cidadãos a segurar dólares retirados de edifício colapsado em La Guaira; governo prometeu tolerância zero e expulsou os envolvidos.

Quatro agentes da polícia científica venezuelana (CICPC) foram detidos e expulsos da corporação depois de terem sido acusados de se apropriarem de dinheiro e outros bens encontrados nos escombros de edifícios que ruíram com o duplo sismo da semana passada no estado de La Guaira, o mais afetado pela catástrofe. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram cidadãos a confrontar um dos agentes, que segurava um maço de dólares, e a rasgar as notas diante dele, num episódio que as autoridades classificaram como “indecoroso” e “imoral”.

Segundo um comunicado oficial do CICPC, os quatro funcionários “desviaram-se dos seus deveres” durante as operações de resgate e assistência humanitária. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, afirmou que os agentes serão “julgados como corresponde” e prometeu “intolerância total” contra quem usar o uniforme para cometer atos contra a moral. O partido opositor Primero Justicia denunciou o “aproveitamento de alguns funcionários do regime” que, em vez de salvar vidas, “estão a procurar enriquecer com a tragédia”.

O caso insere-se num quadro mais amplo de denúncias não confirmadas oficialmente. Nas redes sociais e em depoimentos recolhidos por equipas internacionais, há relatos de que forças militares e policiais terão saqueado televisores e outros bens, encenado salvamentos para os meios de comunicação e confiscado telefones de socorristas estrangeiros. A organização chilena Topos denunciou que os seus membros foram repetidamente interrompidos para mostrar documentos, sob a alegação de que poderiam ser “espiões”. O governo venezuelano atribui essas versões a “estratégias de manipulação” e apela a que a população se fie apenas na informação oficial.

O balanço provisório das autoridades aponta para 1.943 mortos e mais de 10.500 feridos, mas o coordenador residente da ONU na Venezuela admitiu que o número real de vítimas poderá ser superior. As operações de busca continuam, com escassos meios pesados e uma forte presença de voluntários. Em Brasília, observadores sublinham a vulnerabilidade da região a eventos sísmicos e a necessidade de mecanismos de coordenação humanitária que transcendam as divisões políticas. A investigação aos quatro agentes prossegue, enquanto as famílias aguardam notícias entre as ruínas.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 4 idiomas

0%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa latino-americanaImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa latino-americana
IndignaçãoUrgência

Enquanto voluntários cavavam com as próprias mãos para salvar vidas, quatro policiais foram flagrados saqueando dólares dos escombros. Vídeos virais mostram cidadãos furiosos confrontando-os em flagrante e gritando para que devolvessem o dinheiro. As prisões e a expulsão imediata da corporação não acalmaram a indignação em um país já arrasado por quase dois mil mortos e milhares de desaparecidos.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
Indignação

A intervenção militar em La Guaira provocou a fúria dos moradores, que acusam as autoridades de encenar os resgates para as câmeras. Enquanto circulam imagens de saques por soldados e policiais, a prisão de quatro agentes por roubo de dinheiro dos escombros aprofunda a desconfiança em relação a um Estado acusado de ter perdido o controle da segurança.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Casal é detido por furto à casa da atriz síria Mona Wassef em Damasco·Cimeira da NATO em Ancara testa meta de 5% do PIB para defesa·Irã exige que EUA 'silenciem' Israel após ameaça de morte a líder supremo·Jovem tailandesa morta em mala: australiano detido e outros casos de ocultação de cadáveres·Bayern de Munique assegura Saibari, sensação marroquina da Copa, em negócio de 50 milhões de euros·Consumidores já confiam na IA para decidir compras, mas empresas ainda engatinham na adoção·BYD se prepara para retomar liderança global em elétricos enquanto crise industrial abala a Europa·Kane resgata Inglaterra de virada sobre RD Congo e marca duelo com México nas oitavas·Casal é detido por furto à casa da atriz síria Mona Wassef em Damasco·Cimeira da NATO em Ancara testa meta de 5% do PIB para defesa·Irã exige que EUA 'silenciem' Israel após ameaça de morte a líder supremo·Jovem tailandesa morta em mala: australiano detido e outros casos de ocultação de cadáveres·Bayern de Munique assegura Saibari, sensação marroquina da Copa, em negócio de 50 milhões de euros·Consumidores já confiam na IA para decidir compras, mas empresas ainda engatinham na adoção·BYD se prepara para retomar liderança global em elétricos enquanto crise industrial abala a Europa·Kane resgata Inglaterra de virada sobre RD Congo e marca duelo com México nas oitavas·
Atualizado 15:154 idiomas · 11 veículos
AnteriorCrime e DesastresPróximo
11 veículos|4 idiomas|2 min de leitura
quarta-feira, 1 de julho de 2026

Quatro polícias detidos na Venezuela por saque de dinheiro entre escombros após sismos

Agentes foram filmados por cidadãos a segurar dólares retirados de edifício colapsado em La Guaira; governo prometeu tolerância zero e expulsou os envolvidos.

Quatro agentes da polícia científica venezuelana (CICPC) foram detidos e expulsos da corporação depois de terem sido acusados de se apropriarem de dinheiro e outros bens encontrados nos escombros de edifícios que ruíram com o duplo sismo da semana passada no estado de La Guaira, o mais afetado pela catástrofe. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram cidadãos a confrontar um dos agentes, que segurava um maço de dólares, e a rasgar as notas diante dele, num episódio que as autoridades classificaram como “indecoroso” e “imoral”.

Segundo um comunicado oficial do CICPC, os quatro funcionários “desviaram-se dos seus deveres” durante as operações de resgate e assistência humanitária. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, afirmou que os agentes serão “julgados como corresponde” e prometeu “intolerância total” contra quem usar o uniforme para cometer atos contra a moral. O partido opositor Primero Justicia denunciou o “aproveitamento de alguns funcionários do regime” que, em vez de salvar vidas, “estão a procurar enriquecer com a tragédia”.

O caso insere-se num quadro mais amplo de denúncias não confirmadas oficialmente. Nas redes sociais e em depoimentos recolhidos por equipas internacionais, há relatos de que forças militares e policiais terão saqueado televisores e outros bens, encenado salvamentos para os meios de comunicação e confiscado telefones de socorristas estrangeiros. A organização chilena Topos denunciou que os seus membros foram repetidamente interrompidos para mostrar documentos, sob a alegação de que poderiam ser “espiões”. O governo venezuelano atribui essas versões a “estratégias de manipulação” e apela a que a população se fie apenas na informação oficial.

O balanço provisório das autoridades aponta para 1.943 mortos e mais de 10.500 feridos, mas o coordenador residente da ONU na Venezuela admitiu que o número real de vítimas poderá ser superior. As operações de busca continuam, com escassos meios pesados e uma forte presença de voluntários. Em Brasília, observadores sublinham a vulnerabilidade da região a eventos sísmicos e a necessidade de mecanismos de coordenação humanitária que transcendam as divisões políticas. A investigação aos quatro agentes prossegue, enquanto as famílias aguardam notícias entre as ruínas.

Divergência das fontes

Crime e Desastres · 11 veículos · 4 idiomas

0%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Crítico100%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 4 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa latino-americanaImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa latino-americana
IndignaçãoUrgência

Enquanto voluntários cavavam com as próprias mãos para salvar vidas, quatro policiais foram flagrados saqueando dólares dos escombros. Vídeos virais mostram cidadãos furiosos confrontando-os em flagrante e gritando para que devolvessem o dinheiro. As prisões e a expulsão imediata da corporação não acalmaram a indignação em um país já arrasado por quase dois mil mortos e milhares de desaparecidos.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
Indignação

A intervenção militar em La Guaira provocou a fúria dos moradores, que acusam as autoridades de encenar os resgates para as câmeras. Enquanto circulam imagens de saques por soldados e policiais, a prisão de quatro agentes por roubo de dinheiro dos escombros aprofunda a desconfiança em relação a um Estado acusado de ter perdido o controle da segurança.

Esta notícia apareceu em

11 veículos · 4 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Trump elogia progresso em conversas indiretas com Irão em Doha

10 idiomas · 19 veículos

De Economy & Markets

BYD se prepara para retomar liderança global em elétricos enquanto crise industrial abala a Europa

6 idiomas · 20 veículos

De Technology

WhatsApp introduz nomes de utilizador e Índia trava funcionalidade por receio de fraudes

5 idiomas · 17 veículos

Ler mais