
Vários países registam mortes violentas de mulheres às mãos de companheiros ou ex-companheiros
Autoridades do Brasil, Itália, França e Gana investigam casos ocorridos em menos de 48 horas, com suspeitas de feminicídio e circunstâncias ainda por esclarecer.
Uma mulher foi morta a tiro dentro de um autocarro em Correntina, no oeste da Bahia, e outra foi encontrada sem vida numa casa isolada em Ceriana, no noroeste de Itália. Em Amiens, no norte de França, uma jovem de 21 anos foi atingida com uma arma branca, enquanto no Gana o corpo em decomposição de uma mulher não identificada foi descoberto pendurado numa árvore. Em todos os episódios, as autoridades apontam para a participação de companheiros ou ex-companheiros, e as investigações decorrem sob a qualificação de feminicídio ou de morte suspeita.
Segundo a Polícia Civil da Bahia, Eliene Matos de Castro viajava num transporte coletivo entre Correntina e a comunidade de Arrojado quando o ex-companheiro, Sebastião Almeida dos Santos, embarcou, pediu paragem e disparou contra ela antes de fugir. O homem foi encontrado enforcado pouco depois, reforçando a hipótese de feminicídio seguido de suicídio. Em Itália, os carabineiros de Sanremo detiveram Becken Olivieri, que se apresentou na caserna e confessou ter sufocado a companheira, Mary Hopkins, de 51 anos, com uma almofada, após uma discussão na noite de sexta-feira. A casa foi colocada sob sequestro e a autópsia deverá confirmar a causa da morte.
No Gana, o comando distrital da polícia de Somanya investiga a morte de uma mulher cujo corpo, em avançado estado de decomposição, foi localizado por moradores que seguiram um odor intenso até uma zona de mata. O cadáver estava suspenso por um tecido atado ao pescoço e apresentava sinais que, segundo o comandante distrital, sugerem agressão. A polícia revê registos de desaparecimentos e contactou a universidade local, mas a identidade da vítima permanece desconhecida. Em Amiens, a polícia foi chamada a um apartamento na madrugada de sábado e deteve o companheiro da vítima, de 21 anos, que se encontra sob custódia.
Observadores em Brasília notam que o caso da Bahia se insere num contexto de aumento de feminicídios no Brasil, enquanto fontes europeias recordam que, em França, 107 mulheres foram mortas pelo parceiro ou ex-parceiro em 2024, uma subida de 11% face ao ano anterior. Em Itália, o episódio de Ceriana reacende o debate sobre a violência de género nas zonas rurais. Já no Gana, a descoberta reaviva a preocupação com a subnotificação de crimes contra mulheres em regiões remotas.
As investigações prosseguem em todos os casos. Na Bahia, o Departamento de Polícia Técnica de Santa Maria da Vitória aguarda os laudos periciais. Em Itália, o Ministério Público de Imperia interroga o suspeito e prepara a autópsia. No Gana, a polícia aguarda o exame tanatológico para determinar a causa da morte e colabora com a Agência de Proteção Ambiental para a desinfeção do local. Em Amiens, o suspeito permanece sob custódia enquanto o apartamento é periciado.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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No Brasil, uma mulher foi morta a tiros pelo ex-companheiro dentro de um ônibus na zona rural de Correntina, Bahia. As autoridades investigam o caso como feminicídio. O suspeito embarcou no veículo e atacou a vítima, que fazia um trajeto regular entre a cidade e uma comunidade rural.
Uma onda de feminicídios atingiu comunidades na Itália e na França em poucos dias. Em Ceriana, uma mulher foi estrangulada e outra sufocada com uma almofada pelos companheiros, enquanto em Amiens uma jovem foi morta à facada. Os responsáveis, todos parceiros ou ex-parceiros, foram presos ou se entregaram, enquanto o debate público sobre violência de gênero se intensifica.
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