
Petróleo sobe com tensão no Golfo, mas trégua entre EUA e Irão limita ganhos
Após novos ataques, Washington e Teerão acordam cessar-fogo temporário e retomam conversações técnicas, enquanto o mercado avalia riscos de abastecimento no Estreito de Ormuz.
Os preços do petróleo registaram uma subida na sessão asiática de segunda-feira, 29 de junho, impulsionados pelo recrudescimento das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão, que voltaram a perturbar a navegação no Estreito de Ormuz. Contudo, os ganhos foram contidos após a divulgação de que ambas as partes concordaram em suspender as ações militares e retomar as conversações técnicas, previstas para terça-feira em Doha, no Catar.
O barril de Brent, referência internacional, chegou a ser transacionado a 73,39 dólares, mas recuou para a faixa dos 72 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) norte-americano oscilou acima dos 70 dólares. A volatilidade reflete a fragilidade do memorando de entendimento assinado em 18 de junho, que previa o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, o levantamento de sanções e a reabertura do estreito no prazo de 30 dias. A troca de ataques do fim de semana — com os EUA a atingirem alvos iranianos e o Irão a responder contra bases americanas no Kuwait e no Barém — evidenciou a rapidez com que o acordo pode ser posto em causa.
Na perspetiva de analistas europeus, o mercado tem demonstrado uma “complacência estranha” ao concentrar-se na recuperação dos fluxos de crude, ignorando o risco de uma retoma lenta da oferta. Já analistas da região Ásia-Pacífico sublinham que os estrangulamentos logísticos — atrasos de navios, infraestruturas danificadas e poços encerrados — podem prolongar o regresso aos níveis de produção anteriores ao conflito até ao final do ano. A gigante saudita Aramco retomou os carregamentos no terminal de Ras Tanura, a oeste do estreito, após quase quatro meses de interrupção, mas um acidente de helicóptero no domingo, que causou 14 mortos, não interrompeu as operações.
As conversações técnicas de terça-feira em Doha, que deverão contar com a presença do chefe da equipa norte-americana, Nick Stewart, centram-se na interpretação dos 14 pontos do memorando, em particular a garantia de livre navegação no Estreito de Ormuz e o cessar-fogo no Líbano. Teerão acusa Washington de violar o acordo ao permitir a continuação dos ataques israelitas em território libanês, enquanto os EUA apontam o incumprimento iraniano. O desfecho deste encontro diplomático será determinante para a trajetória de curto prazo das cotações.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Os preços do petróleo subiram na segunda-feira após relatos de que Washington e Teerã concordaram em suspender as hostilidades e retomar as conversações técnicas no Catar. A trégua temporária, que inclui a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, acalmou os temores do mercado de interrupções no fornecimento. O foco está na abertura diplomática, e não nas recentes trocas militares.
Os mercados de petróleo oscilaram na segunda-feira, com novos ataques entre EUA e Irã destacando a fragilidade do acordo de paz provisório e novamente prejudicando o transporte de energia pelo Estreito de Ormuz. Os preços inicialmente dispararam, mas depois recuaram após ambos os lados concordarem em suspender as hostilidades e retomar as negociações. A situação mantém a região em estado de alerta quanto à segurança do abastecimento.
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