Entrar
Edição das 16:00 CETsegunda-feira, 29 de junho de 2026
307 veículos · 17 idiomas877 briefing hoje
Economia e Mercadossegunda-feira, 29 de junho de 2026

Petróleo sobe com tensão no Golfo, mas trégua entre EUA e Irão limita ganhos

Após novos ataques, Washington e Teerão acordam cessar-fogo temporário e retomam conversações técnicas, enquanto o mercado avalia riscos de abastecimento no Estreito de Ormuz.

Os preços do petróleo registaram uma subida na sessão asiática de segunda-feira, 29 de junho, impulsionados pelo recrudescimento das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão, que voltaram a perturbar a navegação no Estreito de Ormuz. Contudo, os ganhos foram contidos após a divulgação de que ambas as partes concordaram em suspender as ações militares e retomar as conversações técnicas, previstas para terça-feira em Doha, no Catar.

O barril de Brent, referência internacional, chegou a ser transacionado a 73,39 dólares, mas recuou para a faixa dos 72 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) norte-americano oscilou acima dos 70 dólares. A volatilidade reflete a fragilidade do memorando de entendimento assinado em 18 de junho, que previa o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, o levantamento de sanções e a reabertura do estreito no prazo de 30 dias. A troca de ataques do fim de semana — com os EUA a atingirem alvos iranianos e o Irão a responder contra bases americanas no Kuwait e no Barém — evidenciou a rapidez com que o acordo pode ser posto em causa.

Na perspetiva de analistas europeus, o mercado tem demonstrado uma “complacência estranha” ao concentrar-se na recuperação dos fluxos de crude, ignorando o risco de uma retoma lenta da oferta. Já analistas da região Ásia-Pacífico sublinham que os estrangulamentos logísticos — atrasos de navios, infraestruturas danificadas e poços encerrados — podem prolongar o regresso aos níveis de produção anteriores ao conflito até ao final do ano. A gigante saudita Aramco retomou os carregamentos no terminal de Ras Tanura, a oeste do estreito, após quase quatro meses de interrupção, mas um acidente de helicóptero no domingo, que causou 14 mortos, não interrompeu as operações.

As conversações técnicas de terça-feira em Doha, que deverão contar com a presença do chefe da equipa norte-americana, Nick Stewart, centram-se na interpretação dos 14 pontos do memorando, em particular a garantia de livre navegação no Estreito de Ormuz e o cessar-fogo no Líbano. Teerão acusa Washington de violar o acordo ao permitir a continuação dos ataques israelitas em território libanês, enquanto os EUA apontam o incumprimento iraniano. O desfecho deste encontro diplomático será determinante para a trajetória de curto prazo das cotações.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 5 idiomas

0%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa indiana e sul-asiáticaImprensa árabe Levante-Magrebe
Imprensa indiana e sul-asiática
PragmatismoDistanciamento

Os preços do petróleo subiram na segunda-feira após relatos de que Washington e Teerã concordaram em suspender as hostilidades e retomar as conversações técnicas no Catar. A trégua temporária, que inclui a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, acalmou os temores do mercado de interrupções no fornecimento. O foco está na abertura diplomática, e não nas recentes trocas militares.

Imprensa árabe Levante-Magrebe
AlarmeUrgência

Os mercados de petróleo oscilaram na segunda-feira, com novos ataques entre EUA e Irã destacando a fragilidade do acordo de paz provisório e novamente prejudicando o transporte de energia pelo Estreito de Ormuz. Os preços inicialmente dispararam, mas depois recuaram após ambos os lados concordarem em suspender as hostilidades e retomar as negociações. A situação mantém a região em estado de alerta quanto à segurança do abastecimento.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Supremo Tribunal dos EUA valida contagem de votos por correio recebidos após o dia das eleições·Suprema Corte dos EUA bloqueia demissão de diretora do Fed e preserva independência do banco central·Lua de Fresa de junho será a mais baixa no céu do hemisfério norte até 2043·El Niño de 2026-2027 deve ser um dos mais intensos desde 1950, com impactos globais na agricultura e energia·Vendas globais da Toyota caem pelo quarto mês consecutivo em maio·Cimeira da NATO em Ancara expõe tensões sobre partilha de encargos e papel da Turquia·Supremo Tribunal dos EUA rejeita recurso de Trump e mantém condenação por abuso sexual·Primeiro caso de Ébola em França leva RDCongo a proibir aglomerações na capital·Supremo Tribunal dos EUA valida contagem de votos por correio recebidos após o dia das eleições·Suprema Corte dos EUA bloqueia demissão de diretora do Fed e preserva independência do banco central·Lua de Fresa de junho será a mais baixa no céu do hemisfério norte até 2043·El Niño de 2026-2027 deve ser um dos mais intensos desde 1950, com impactos globais na agricultura e energia·Vendas globais da Toyota caem pelo quarto mês consecutivo em maio·Cimeira da NATO em Ancara expõe tensões sobre partilha de encargos e papel da Turquia·Supremo Tribunal dos EUA rejeita recurso de Trump e mantém condenação por abuso sexual·Primeiro caso de Ébola em França leva RDCongo a proibir aglomerações na capital·
Atualizado 14:405 idiomas · 9 veículos
AnteriorEconomia e MercadosPróximo
9 veículos|5 idiomas|2 min de leitura
segunda-feira, 29 de junho de 2026

Petróleo sobe com tensão no Golfo, mas trégua entre EUA e Irão limita ganhos

Após novos ataques, Washington e Teerão acordam cessar-fogo temporário e retomam conversações técnicas, enquanto o mercado avalia riscos de abastecimento no Estreito de Ormuz.

Os preços do petróleo registaram uma subida na sessão asiática de segunda-feira, 29 de junho, impulsionados pelo recrudescimento das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão, que voltaram a perturbar a navegação no Estreito de Ormuz. Contudo, os ganhos foram contidos após a divulgação de que ambas as partes concordaram em suspender as ações militares e retomar as conversações técnicas, previstas para terça-feira em Doha, no Catar.

O barril de Brent, referência internacional, chegou a ser transacionado a 73,39 dólares, mas recuou para a faixa dos 72 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) norte-americano oscilou acima dos 70 dólares. A volatilidade reflete a fragilidade do memorando de entendimento assinado em 18 de junho, que previa o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, o levantamento de sanções e a reabertura do estreito no prazo de 30 dias. A troca de ataques do fim de semana — com os EUA a atingirem alvos iranianos e o Irão a responder contra bases americanas no Kuwait e no Barém — evidenciou a rapidez com que o acordo pode ser posto em causa.

Na perspetiva de analistas europeus, o mercado tem demonstrado uma “complacência estranha” ao concentrar-se na recuperação dos fluxos de crude, ignorando o risco de uma retoma lenta da oferta. Já analistas da região Ásia-Pacífico sublinham que os estrangulamentos logísticos — atrasos de navios, infraestruturas danificadas e poços encerrados — podem prolongar o regresso aos níveis de produção anteriores ao conflito até ao final do ano. A gigante saudita Aramco retomou os carregamentos no terminal de Ras Tanura, a oeste do estreito, após quase quatro meses de interrupção, mas um acidente de helicóptero no domingo, que causou 14 mortos, não interrompeu as operações.

As conversações técnicas de terça-feira em Doha, que deverão contar com a presença do chefe da equipa norte-americana, Nick Stewart, centram-se na interpretação dos 14 pontos do memorando, em particular a garantia de livre navegação no Estreito de Ormuz e o cessar-fogo no Líbano. Teerão acusa Washington de violar o acordo ao permitir a continuação dos ataques israelitas em território libanês, enquanto os EUA apontam o incumprimento iraniano. O desfecho deste encontro diplomático será determinante para a trajetória de curto prazo das cotações.

Divergência das fontes

Economia e Mercados · 9 veículos · 5 idiomas

0%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro100%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 5 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa indiana e sul-asiáticaImprensa árabe Levante-Magrebe
Imprensa indiana e sul-asiática
PragmatismoDistanciamento

Os preços do petróleo subiram na segunda-feira após relatos de que Washington e Teerã concordaram em suspender as hostilidades e retomar as conversações técnicas no Catar. A trégua temporária, que inclui a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, acalmou os temores do mercado de interrupções no fornecimento. O foco está na abertura diplomática, e não nas recentes trocas militares.

Imprensa árabe Levante-Magrebe
AlarmeUrgência

Os mercados de petróleo oscilaram na segunda-feira, com novos ataques entre EUA e Irã destacando a fragilidade do acordo de paz provisório e novamente prejudicando o transporte de energia pelo Estreito de Ormuz. Os preços inicialmente dispararam, mas depois recuaram após ambos os lados concordarem em suspender as hostilidades e retomar as negociações. A situação mantém a região em estado de alerta quanto à segurança do abastecimento.

Esta notícia apareceu em

9 veículos · 5 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Trump anuncia reunião com Irã em Doha, mas Teerã nega conversas técnicas

8 idiomas · 33 veículos

De Technology

Sistema de alerta sísmico do Android avisa 11,4 milhões na Venezuela e expõe dilema de privacidade

4 idiomas · 6 veículos

De Science & Health

Primeiro caso de Ébola em França leva RDCongo a proibir aglomerações na capital

6 idiomas · 9 veículos

Ler mais