
Holanda e Marrocos medem forças em Monterrey num duelo que o próprio Koeman considera precoce
As duas seleções invictas na fase de grupos reencontram-se 32 anos depois do Mundial de 1994, com o vencedor a defrontar o Canadá nos oitavos de final.
O Estádio BBVA, em Monterrey, recebe esta segunda-feira um dos confrontos mais aguardados dos 16 avos de final do Mundial de 2026. Holanda e Marrocos, duas equipas que terminaram a fase de grupos sem derrotas e com sete pontos, cruzam-se numa eliminatória que, na opinião do selecionador neerlandês Ronald Koeman, “chegou demasiado cedo” no torneio. O discurso do técnico, ecoado pela imprensa europeia e sul-americana, reflete o respeito mútuo entre formações que partilham o top 10 do ranking FIFA e ambições de alcançar as fases decisivas da competição.
A campanha holandesa no Grupo F começou com um empate a dois golos frente ao Japão, seguido de uma goleada por 5-1 à Suécia e de um triunfo por 3-1 sobre a Tunísia. Os dez golos marcados igualaram o registo de 2014 e fizeram da equipa de Koeman uma das mais produtivas da primeira fase. Já Marrocos, segundo classificado do Grupo C apenas atrás do Brasil na diferença de golos, empatou 1-1 com a canarinha, venceu a Escócia por 1-0 e bateu o Haiti por 4-2, exibindo a solidez defensiva que já lhe valera as meias-finais no Qatar e uma nova ambição ofensiva, como notam analistas do continente africano.
O historial entre as duas seleções é curto mas equilibrado: três jogos, todos resolvidos por 2-1, com duas vitórias holandesas e uma marroquina. O primeiro duelo data precisamente de 29 de junho de 1994, na fase de grupos do Mundial dos Estados Unidos, quando um golo de Bryan Roy deu a vitória aos neerlandeses, então capitaneados pelo próprio Koeman. A única vitória de Marrocos aconteceu em 1999, num particular em Arnhem, e o encontro mais recente, em 2017, voltou a sorrir à Holanda. A imprensa francesa e neerlandesa sublinha ainda a teia de ligações humanas e desportivas entre os dois países, com vários internacionais marroquinos formados na Eredivisie ou nascidos em solo neerlandês.
Na antevisão do jogo, a imprensa dos Países Baixos centrou atenções nas fragilidades defensivas da sua própria equipa, em particular os espaços entre linhas que Koeman admitiu terem de ser corrigidos. Do lado marroquino, o discurso do selecionador Mohamed Ouahbi e do guarda-redes Yassine Bounou transmitiu confiança na capacidade de explorar as transições rápidas, com Achraf Hakimi e Ismael Saibari apontados como as principais ameaças. Observadores no Brasil e na Argentina destacam o equilíbrio tático do confronto, enquanto a imprensa indonésia realça o potencial ofensivo de ambas as formações, que prometem um jogo aberto e com vários golos.
O vencedor do duelo de Monterrey encontrará o Canadá nos oitavos de final, depois de os norte-americanos terem eliminado a África do Sul por 1-0. Para holandeses e marroquinos, a partida representa a oportunidade de manter vivo o sonho de conquistar um título mundial que nunca esteve tão próximo — e, ao mesmo tempo, o risco de uma eliminação prematura que nenhum dos lados deseja.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O confronto das oitavas de final entre Holanda e Marrocos é enquadrado como um encontro precoce de pesos pesados da Copa. O técnico holandês Koeman e o capitão Van Dijk estão unidos na determinação de 'destruir' Marrocos, enquanto a equipe africana é retratada como um perigoso azarão pronto para a batalha. O duelo é exaltado como imperdível, digno de quartas de final.
A partida é apresentada como um confronto de alto risco entre duas equipes que brilharam em 2022. A Holanda coloca sua invencibilidade de 15 jogos em jogo, enquanto Marrocos tenta recapturar a magia de sua semifinal histórica. O duelo é descrito como um dos mais equilibrados e emocionantes da rodada, com ambos os lados sonhando com uma campanha profunda.
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