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Geopolítica & Políticasegunda-feira, 29 de junho de 2026

Iraque fixa 30 de setembro como prazo final para desarmar milícias pró-Irão

Governo de Bagdá vincula a data ao fim da missão da coligação internacional, enquanto Washington pressiona por medidas concretas e grupos armados resistem.

O governo iraquiano anunciou que 30 de setembro será o prazo-limite para que todos os grupos armados entreguem as suas armas ao Estado, data que coincide com o termo oficial da missão da coligação internacional contra o Daesh. O porta-voz do executivo, Haidar al-Aboudi, afirmou que “todas as facções armadas foram notificadas” e que, após essa data, qualquer armamento fora do quadro estatal será objeto de procedimento legal. O primeiro-ministro Ali al-Zaidi, em declarações reproduzidas pela imprensa estatal, sublinhou que limitar as armas ao Estado “não é um slogan, mas uma política já em curso”.

Na perspetiva de Washington, a medida surge num momento de forte pressão sobre Bagdá para que as milícias apoiadas pelo Irão sejam desarmadas. A administração norte-americana condicionou a retoma das transferências financeiras das receitas petrolíferas iraquianas — retidas no Federal Reserve Bank de Nova Iorque — à adoção de “passos concretos” contra esses grupos. A visita de al-Zaidi aos Estados Unidos, prevista para as próximas semanas, é interpretada por observadores em Washington como uma oportunidade para o Iraque demonstrar progressos nesse dossiê, num contexto em que várias dessas milícias figuram na lista norte-americana de organizações terroristas.

Do lado das facções armadas, a reação é heterogénea. Segundo fontes oficiais iraquianas, grupos como Kataib Imam Ali e Asaib Ahl al-Haq já anunciaram a entrega da administração das suas brigadas no seio das Forças de Mobilização Popular (Hashd al-Shaabi) ao governo. Outros, porém, como Kataib Hezbollah, Harakat al-Nujaba e Kataib Sayyid al-Shuhada, mantêm a recusa, invocando a presença da coligação internacional como justificação para conservar o armamento. Teerão, que mantém laços estreitos com estas milícias, viu o anúncio do prazo coincidir com a visita do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, a Bagdá, e com uma operação anticorrupção que resultou na detenção de 47 pessoas, incluindo figuras próximas do Irão, na Zona Verde da capital.

Analistas regionais notam que o Iraque procura equilibrar a sua posição entre os dois aliados estratégicos — Washington e Teerão — num momento em que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, assinado em junho, ainda não estabilizou totalmente a região. Durante o conflito de 40 dias, milícias iraquianas lançaram centenas de ataques contra alvos norte-americanos no Iraque e contra países do Golfo, enquanto o Hezbollah libanês abriu uma frente a partir do sul do Líbano. O acordo de cessar-fogo incluiu disposições sobre o Líbano, mas Israel mantém tropas no sul do país, o que, na leitura de diplomatas europeus, prolonga a incerteza sobre a desmobilização das forças pró-iranianas.

O governo de Bagdá insiste que a campanha de desarmamento não está ligada à pressão externa, mas à sua própria agenda de reforma institucional e de combate à corrupção. O primeiro-ministro determinou a criação de uma conta especial para depósito de fundos recuperados de casos de enriquecimento ilícito. O prazo de 30 de setembro é agora o próximo marco concreto, com a expectativa de que a retirada das forças da coligação retire o argumento central dos grupos que resistem à entrega das armas.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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62%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa iraniana e afinsImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa iraniana e afins/ Regime
TriunfoPragmatismo

O governo iraquiano fixou 30 de setembro como prazo para que grupos armados entreguem suas armas, data que também marca a retirada completa das forças da coalizão internacional. O primeiro-ministro sublinhou que limitar as armas ao Estado não é um slogan, mas uma política já em curso. O prazo está ligado ao fim da missão da coalizão, encarado como um passo rumo à plena soberania.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
AlarmeIndignação

O governo iraquiano deu às milícias proxy do Irã um ultimato de três meses para entregarem as armas, com prazo até 30 de setembro. A data coincide com o fim da missão da coalizão, pretexto que esses grupos armados usavam para manter seus arsenais. Após o prazo, todas as armas fora do controle estatal estarão sujeitas a medidas legais.

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Iraque fixa 30 de setembro como prazo final para desarmar milícias pró-Irão

Governo de Bagdá vincula a data ao fim da missão da coligação internacional, enquanto Washington pressiona por medidas concretas e grupos armados resistem.

O governo iraquiano anunciou que 30 de setembro será o prazo-limite para que todos os grupos armados entreguem as suas armas ao Estado, data que coincide com o termo oficial da missão da coligação internacional contra o Daesh. O porta-voz do executivo, Haidar al-Aboudi, afirmou que “todas as facções armadas foram notificadas” e que, após essa data, qualquer armamento fora do quadro estatal será objeto de procedimento legal. O primeiro-ministro Ali al-Zaidi, em declarações reproduzidas pela imprensa estatal, sublinhou que limitar as armas ao Estado “não é um slogan, mas uma política já em curso”.

Na perspetiva de Washington, a medida surge num momento de forte pressão sobre Bagdá para que as milícias apoiadas pelo Irão sejam desarmadas. A administração norte-americana condicionou a retoma das transferências financeiras das receitas petrolíferas iraquianas — retidas no Federal Reserve Bank de Nova Iorque — à adoção de “passos concretos” contra esses grupos. A visita de al-Zaidi aos Estados Unidos, prevista para as próximas semanas, é interpretada por observadores em Washington como uma oportunidade para o Iraque demonstrar progressos nesse dossiê, num contexto em que várias dessas milícias figuram na lista norte-americana de organizações terroristas.

Do lado das facções armadas, a reação é heterogénea. Segundo fontes oficiais iraquianas, grupos como Kataib Imam Ali e Asaib Ahl al-Haq já anunciaram a entrega da administração das suas brigadas no seio das Forças de Mobilização Popular (Hashd al-Shaabi) ao governo. Outros, porém, como Kataib Hezbollah, Harakat al-Nujaba e Kataib Sayyid al-Shuhada, mantêm a recusa, invocando a presença da coligação internacional como justificação para conservar o armamento. Teerão, que mantém laços estreitos com estas milícias, viu o anúncio do prazo coincidir com a visita do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, a Bagdá, e com uma operação anticorrupção que resultou na detenção de 47 pessoas, incluindo figuras próximas do Irão, na Zona Verde da capital.

Analistas regionais notam que o Iraque procura equilibrar a sua posição entre os dois aliados estratégicos — Washington e Teerão — num momento em que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, assinado em junho, ainda não estabilizou totalmente a região. Durante o conflito de 40 dias, milícias iraquianas lançaram centenas de ataques contra alvos norte-americanos no Iraque e contra países do Golfo, enquanto o Hezbollah libanês abriu uma frente a partir do sul do Líbano. O acordo de cessar-fogo incluiu disposições sobre o Líbano, mas Israel mantém tropas no sul do país, o que, na leitura de diplomatas europeus, prolonga a incerteza sobre a desmobilização das forças pró-iranianas.

O governo de Bagdá insiste que a campanha de desarmamento não está ligada à pressão externa, mas à sua própria agenda de reforma institucional e de combate à corrupção. O primeiro-ministro determinou a criação de uma conta especial para depósito de fundos recuperados de casos de enriquecimento ilícito. O prazo de 30 de setembro é agora o próximo marco concreto, com a expectativa de que a retirada das forças da coligação retire o argumento central dos grupos que resistem à entrega das armas.

Divergência das fontes

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62%Alta

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável50%
Neutro25%
Crítico25%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa iraniana e afinsImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa iraniana e afins/ Regime
TriunfoPragmatismo

O governo iraquiano fixou 30 de setembro como prazo para que grupos armados entreguem suas armas, data que também marca a retirada completa das forças da coalizão internacional. O primeiro-ministro sublinhou que limitar as armas ao Estado não é um slogan, mas uma política já em curso. O prazo está ligado ao fim da missão da coalizão, encarado como um passo rumo à plena soberania.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
AlarmeIndignação

O governo iraquiano deu às milícias proxy do Irã um ultimato de três meses para entregarem as armas, com prazo até 30 de setembro. A data coincide com o fim da missão da coalizão, pretexto que esses grupos armados usavam para manter seus arsenais. Após o prazo, todas as armas fora do controle estatal estarão sujeitas a medidas legais.

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