
Minions em Hollywood e Angry Birds na paternidade: as novas vidas das franquias animadas
Enquanto os Minions conquistam a crítica com uma aventura nos anos 1920, os Angry Birds preparam um regresso focado na família para o Natal de 2026.
No estúdio de gravação, o realizador e dobrador Pierre Coffin começou a improvisar sons que, filme após filme, dariam corpo ao minionês — uma língua sem gramática que mistura inglês, espanhol, francês, italiano, português e até japonês. A ideia, segundo a imprensa mexicana, era criar um idioma universal que não precisasse de tradução. E funcionou: quando os pequenos seres amarelos gritam “banana” ou “bello”, o público de qualquer latitude reconhece o afeto.
Esse idioma regressa a 1 de julho com ‘Minions & Monsters’, o oitavo filme do universo ‘Gru – O Maldisposto’. A ação recua aos anos 1920, em Hollywood, onde os Minions se tornam estrelas de cinema antes de, acidentalmente, libertarem monstros reais. As primeiras 14 críticas no agregador Rotten Tomatoes são todas positivas. Guy Lodge, da Variety, descreve o filme como “um entretenimento popular estranho e voluntarioso” que mantém a boa vontade do espectador. Já Drew Thomas, do The Wrap, nota que a obra constrói “uma homenagem aberta ao poder da experiência coletiva do cinema” e que pode ser o melhor capítulo da saga desde o primeiro ‘Gru’.
A franquia, que começou em 2010, transformou os Minions num fenómeno que atravessa gerações e fronteiras. No Brasil e em Portugal, as sessões enchem-se de crianças e adultos que repetem as expressões em minionês, enquanto a imprensa da América Latina sublinha a capacidade destas criaturas de comunicarem sem palavras. O próprio Coffin, que dá voz a todos os Minions, construiu um léxico que evolui a cada filme, incorporando termos como ‘gelato’ e ‘para tú’, reconhecíveis para falantes de línguas românicas.
Se os Minions dominam o verão, o Natal de 2026 trará o regresso de outra franquia nascida nos ecrãs táteis: ‘Angry Birds 3’. A Paramount revelou o primeiro trailer, onde Red, o pássaro vermelho, enfrenta o maior desafio da sua vida — a paternidade. A história apresenta Junio, Planeador e Oli, os filhos de Red e Silver, e troca o clássico vilão por birras e travessuras. Jason Sudeikis, Josh Gad e Danny McBride regressam às vozes, com novas adições como Rachel Bloom e Emma Myers. A imprensa mexicana destaca que o trailer não mostra um antagonista, sugerindo que o verdadeiro conflito será doméstico.
O primeiro filme dos Angry Birds arrecadou 352 milhões de dólares em 2016; a sequela, 153 milhões em 2019. Agora, com distribuição da Paramount, a terceira parte aposta no humor familiar para reconquistar bilheteiras. Enquanto os Minions se preparam para salvar o mundo dos monstros que criaram, Red descobre que criar filhos pode ser mais complicado do que salvar a Ilha dos Pássaros. No final, o que ecoa é a universalidade do caos — seja em minionês, seja num estalar de resortera.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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As primeiras críticas celebram a mais recente aventura caótica dos Minions como uma comédia maluca que dá nova vida à franquia. O enredo autoconsciente, ambientado na Hollywood dos anos 1920, é apresentado como uma história de retorno triunfal tão ridícula quanto vitoriosa. A sequência de Angry Birds é notada apenas pelo trailer, mantendo o foco no ímpeto comercial dos Minions.
A franquia Angry Birds retorna com uma história que coloca Red diante do desafio mais humano: equilibrar heroísmo e paternidade. O apelo global dos Minions é explicado pelo mistério de sua língua inventada, transformando um fenômeno comercial em curiosidade cultural. Ambos os filmes são apresentados como marcos familiares, mesclando nostalgia com novas apostas emocionais.
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