
China revela supercomputador recordista e acena com caça de sexta geração
Pequim exibe o LineShine, o mais rápido do mundo, e insinua em vídeo oficial a existência de um novo jato furtivo, reforçando a narrativa de autossuficiência tecnológica.
A China alcançou dois marcos tecnológicos em menos de uma semana: o supercomputador LineShine assumiu a liderança da lista TOP500 com 2,198 exaflops, destronando o norte-americano El Capitan, e um vídeo oficial do Exército de Libertação Popular sugeriu, pela primeira vez, a existência de um caça de sexta geração. O LineShine, que opera apenas com processadores centrais (CPU) de fabrico local, é o primeiro sistema a ultrapassar a barreira dos dois exaflops sem recorrer a unidades de processamento gráfico (GPU). Já o vídeo, difundido pela conta oficial China Military Bugle, mostra a silhueta desfocada de uma aeronave sem cauda durante uma missão de reabastecimento, enquanto a tripulação se refere ao aparelho como “Pequeno Seis”, alcunha que, segundo a imprensa estatal chinesa, designa o caça furtivo de nova geração.
Na perspetiva de Pequim, os dois eventos comprovam a capacidade de inovação endógena face às restrições impostas pelos Estados Unidos à exportação de semicondutores avançados. A agência Reuters e analistas em Washington sublinham que o LineShine foi construído com cerca de 45 mil processadores LX2 e uma rede de interconexão proprietária, contornando assim os embargos que desde 2019 limitam o acesso chinês a GPUs de última geração. Em contrapartida, especialistas ocidentais notam que a arquitetura exclusivamente baseada em CPU pode reduzir a eficiência em cargas de trabalho típicas de inteligência artificial, domínio em que os sistemas híbridos norte-americanos mantêm vantagem. Quanto ao caça, a revista Military Watch Magazine, citada por observadores russos, destaca que a aeronave sem cauda executou manobras de alta exigência, desafiando pressupostos sobre a agilidade deste tipo de configuração aerodinâmica.
As implicações estratégicas estendem-se ao equilíbrio militar no Indo-Pacífico. O diálogo captado no vídeo — “primeiro o Mestre Seis, depois o Pequeno Seis” — indica, de acordo com fontes militares em Taiwan e no Japão, que o novo caça já realiza testes de reabastecimento em voo, o que lhe conferiria um raio de ação estimado em quatro mil quilómetros, muito superior ao do J-20 chinês ou do F-35 norte-americano. Combinado com a frota crescente de aviões-tanque YY-20, o aparelho poderá projetar poder aéreo chinês sobre o Pacífico ocidental de forma inédita. Paralelamente, a divulgação de imagens da produção em série do caça furtivo J-35, o trigésimo exemplar identificado pela imprensa estatal, consolida a posição da China como o único país a fabricar simultaneamente dois modelos de quinta geração, segundo analistas em Seul.
O dossiê tecnológico sino-americano entra assim numa fase de maior visibilidade. O ranking TOP500, que mede desempenho em computação científica, já está atualizado, mas os testes de inteligência artificial continuarão a ser um campo de disputa separado. Quanto ao programa de sexta geração, Pequim mantém silêncio oficial sobre especificações, embora a exibição controlada de imagens seja interpretada por institutos de estudos estratégicos europeus como um sinal de confiança. Projeções de analistas em Washington e Moscovo apontam para a entrada em serviço do caça chinês no início da década de 2030, ao passo que o congénere norte-americano F-47 não deverá ficar operacional antes de 2040. Em Lisboa, especialistas em defesa acompanham o acelerar destes programas com a expectativa de que redefinam as doutrinas de superioridade aérea e a geopolítica dos semicondutores nos próximos anos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A China humilhou os Estados Unidos ao derrubar seu supercomputador do topo mundial exatamente quando Washington tenta sufocá-la com embargos de chips. O caça de sexta geração, exibido oficialmente pela primeira vez, confirma que os céus agora pertencem a Pequim e a hegemonia tecnológica ocidental acabou.
O vídeo oficial exibindo o novo caça envia um sinal comedido: a China está fortalecendo continuamente sua defesa nacional, sem alarde, mas com determinação. A imagem fugaz da aeronave de sexta geração, juntamente com o recorde em supercomputação, ilustra um caminho de autossuficiência tecnológica e maturidade estratégica de longo prazo.
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