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Defesa e Segurançasegunda-feira, 29 de junho de 2026

Ataque israelita em Gaza mata três palestinianos, incluindo uma criança, apesar do cessar-fogo

O bombardeamento em Deir al-Balah ocorre num contexto de violações mútuas do acordo de cessar-fogo, com mais de mil mortos desde outubro, enquanto Israel expande a sua zona de controlo no território.

Um ataque aéreo israelita com drone matou três palestinianos, entre os quais uma criança de oito anos, na manhã de segunda-feira em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde do território e fontes da defesa civil. O exército israelita confirmou a operação, afirmando ter visado “terroristas jihadistas” na zona, e indicou que os resultados estão “sob avaliação”. O mesmo ministério reportou que, desde sábado, doze palestinianos — oito homens e quatro crianças — foram mortos por fogo israelita, num período em que o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, em vigor desde outubro de 2024, continua a ser abalado por ações militares diárias.

Na perspetiva das autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas, os ataques constituem violações sistemáticas do acordo. O movimento acusa Israel de desrespeitar a trégua, enquanto responsáveis militares israelitas justificam as incursões como resposta a ameaças contra as suas forças ou contra participantes no ataque de 7 de outubro de 2023. O enviado norte-americano para a região, Nikolay Mladenov, nomeado pelo Presidente Donald Trump, afirmou que ambas as partes têm violado o cessar-fogo. Dados compilados por cada lado indicam que, desde a entrada em vigor do acordo, há oito meses, 1.045 palestinianos e quatro soldados israelitas foram mortos em Gaza.

Paralelamente aos bombardeamentos, testemunhas e fontes de segurança em Gaza relataram que forças israelitas deslocaram em cerca de 150 metros para oeste os blocos de betão que marcam a chamada “Linha Amarela”, uma faixa de segurança imposta por Israel no interior do enclave, alargando assim as zonas sob seu controlo. De acordo com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o exército controla atualmente cerca de 70% do território de Gaza, um aumento face aos 60% anteriormente reportados. A mesma fonte indicou que o exército realizou demolições de edifícios a nordeste de Khan Younis e disparou contra tendas de deslocados em Al-Mawasi, no noroeste de Rafah, sem registo de feridos. Um segundo ataque aéreo, em Khan Younis, matou duas pessoas e feriu mais de 27, segundo a defesa civil, elevando para cinco o total de vítimas mortais na jornada.

O atual ciclo de violência insere-se na guerra desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. Desde então, mais de 73.000 palestinianos foram mortos e mais de 173.000 ficaram feridos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, e cerca de 90% das infraestruturas civis do enclave foram destruídas ou danificadas. O cessar-fogo de outubro de 2024, alcançado com mediação norte-americana, não interrompeu as operações militares israelitas nem os disparos de rockets a partir de Gaza, e as negociações para uma trégua duradoura permanecem num impasse. Observadores em Lisboa e Brasília notam que a comunidade internacional continua a acompanhar a situação sem que se vislumbre uma solução diplomática imediata, enquanto as operações no terreno prosseguem.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Em violação do cessar-fogo, o exército de ocupação israelita matou três palestinianos, incluindo uma criança, num ataque aéreo em Deir al-Balah. As forças de ocupação estão a expandir o seu controlo sobre o território, enquanto o número de vítimas aumenta. A comunidade internacional assiste em silêncio a estas contínuas violações.

Imprensa árabe Levante-Magrebe
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O ocupante sionista matou três palestinianos, incluindo uma criança, numa nova violação do cessar-fogo em Gaza. Estes ataques inserem-se numa estratégia de expansão territorial e repressão sistemática. A resistência palestiniana é a única resposta legítima a esta agressão colonial.

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Ataque israelita em Gaza mata três palestinianos, incluindo uma criança, apesar do cessar-fogo

O bombardeamento em Deir al-Balah ocorre num contexto de violações mútuas do acordo de cessar-fogo, com mais de mil mortos desde outubro, enquanto Israel expande a sua zona de controlo no território.

Um ataque aéreo israelita com drone matou três palestinianos, entre os quais uma criança de oito anos, na manhã de segunda-feira em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde do território e fontes da defesa civil. O exército israelita confirmou a operação, afirmando ter visado “terroristas jihadistas” na zona, e indicou que os resultados estão “sob avaliação”. O mesmo ministério reportou que, desde sábado, doze palestinianos — oito homens e quatro crianças — foram mortos por fogo israelita, num período em que o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, em vigor desde outubro de 2024, continua a ser abalado por ações militares diárias.

Na perspetiva das autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas, os ataques constituem violações sistemáticas do acordo. O movimento acusa Israel de desrespeitar a trégua, enquanto responsáveis militares israelitas justificam as incursões como resposta a ameaças contra as suas forças ou contra participantes no ataque de 7 de outubro de 2023. O enviado norte-americano para a região, Nikolay Mladenov, nomeado pelo Presidente Donald Trump, afirmou que ambas as partes têm violado o cessar-fogo. Dados compilados por cada lado indicam que, desde a entrada em vigor do acordo, há oito meses, 1.045 palestinianos e quatro soldados israelitas foram mortos em Gaza.

Paralelamente aos bombardeamentos, testemunhas e fontes de segurança em Gaza relataram que forças israelitas deslocaram em cerca de 150 metros para oeste os blocos de betão que marcam a chamada “Linha Amarela”, uma faixa de segurança imposta por Israel no interior do enclave, alargando assim as zonas sob seu controlo. De acordo com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o exército controla atualmente cerca de 70% do território de Gaza, um aumento face aos 60% anteriormente reportados. A mesma fonte indicou que o exército realizou demolições de edifícios a nordeste de Khan Younis e disparou contra tendas de deslocados em Al-Mawasi, no noroeste de Rafah, sem registo de feridos. Um segundo ataque aéreo, em Khan Younis, matou duas pessoas e feriu mais de 27, segundo a defesa civil, elevando para cinco o total de vítimas mortais na jornada.

O atual ciclo de violência insere-se na guerra desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. Desde então, mais de 73.000 palestinianos foram mortos e mais de 173.000 ficaram feridos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, e cerca de 90% das infraestruturas civis do enclave foram destruídas ou danificadas. O cessar-fogo de outubro de 2024, alcançado com mediação norte-americana, não interrompeu as operações militares israelitas nem os disparos de rockets a partir de Gaza, e as negociações para uma trégua duradoura permanecem num impasse. Observadores em Lisboa e Brasília notam que a comunidade internacional continua a acompanhar a situação sem que se vislumbre uma solução diplomática imediata, enquanto as operações no terreno prosseguem.

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IndignaçãoAlarmeRevanchismo

Em violação do cessar-fogo, o exército de ocupação israelita matou três palestinianos, incluindo uma criança, num ataque aéreo em Deir al-Balah. As forças de ocupação estão a expandir o seu controlo sobre o território, enquanto o número de vítimas aumenta. A comunidade internacional assiste em silêncio a estas contínuas violações.

Imprensa árabe Levante-Magrebe
IndignaçãoVitimismoRevanchismo

O ocupante sionista matou três palestinianos, incluindo uma criança, numa nova violação do cessar-fogo em Gaza. Estes ataques inserem-se numa estratégia de expansão territorial e repressão sistemática. A resistência palestiniana é a única resposta legítima a esta agressão colonial.

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