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Geopolítica & Políticasegunda-feira, 29 de junho de 2026

Putin admite escassez de combustível após ataques ucranianos a refinarias

Presidente russo reconhece 'certo défice', mas descarta concessões; Kiev intensifica campanha de 'sanções de longo alcance' contra infraestrutura energética.

O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu publicamente que o país enfrenta uma "certa escassez" de combustível, consequência direta da campanha de ataques com drones da Ucrânia contra refinarias e infraestruturas energéticas. A admissão, feita numa entrevista ao canal estatal VGTRK e numa reunião governamental extraordinária, surge após uma vaga de ofensivas que atingiu as refinarias de Slavyansk-na-Kubani, na região de Krasnodar, e de Yaroslavl, a centenas de quilómetros da fronteira. O Ministério da Defesa russo reportou a interceção de 209 drones ucranianos durante a noite de domingo, mas os estragos acumulados já provocam filas em postos de abastecimento, racionamento na Sibéria e a declaração de estado de emergência na Crimeia anexada, onde a venda de gasolina a civis foi suspensa.

Na perspetiva de Moscovo, a situação é classificada como "não crítica" e gerível através de uma task force dedicada, do reforço da produção de sistemas de defesa aérea e da eventual proibição total das exportações de gasóleo. Putin atribuiu os ataques a uma tentativa de "semear a divisão na sociedade russa" e forçar uma pausa na ofensiva, rejeitando liminarmente as propostas ucranianas para uma cessação mútua dos bombardeamentos de longo alcance ou para confinar os combates às quatro regiões anexadas. Já o Presidente Volodymyr Zelenskyy descreveu as operações como "sanções de longo alcance" destinadas a reduzir os recursos que alimentam a máquina de guerra russa, enquadrando-as numa operação de influência de 40 dias aprovada pelos serviços de segurança ucranianos. Observadores em Lisboa e em outras capitais europeias notam que a União Europeia mantém o suporte financeiro e militar a Kiev, considerando os ataques como legítima defesa contra a invasão.

A escassez de combustível expõe vulnerabilidades logísticas e económicas com implicações militares e civis. Cerca de um terço da capacidade de refinação russa foi afetada, segundo estimativas de analistas do setor energético, e mais de 50 regiões russas enfrentam restrições formais ou informais no abastecimento. A Crimeia, anexada em 2014 e símbolo do ressurgimento imperial russo, vê-se particularmente isolada, com as rotas de fornecimento terrestres e marítimas sob pressão constante. Para o Brasil, que historicamente defende uma solução negociada e tem laços com ambos os lados, a degradação da infraestrutura energética russa introduz um fator de incerteza nos mercados globais de petróleo e gás, ainda que o impacto imediato nos preços internacionais permaneça contido. A ofensiva ucraniana também afeta as cadeias logísticas que abastecem as tropas russas no sul da Ucrânia, contribuindo para a desaceleração do avanço no terreno, como aponta o Instituto para o Estudo da Guerra.

O impasse diplomático persiste. Putin afirmou que a Rússia está pronta a retomar negociações com os Estados Unidos assim que a "fase ativa" da crise iraniana terminar, mas condicionou qualquer acordo à "libertação completa do Donbass e da Novorossiya". A mediação norte-americana, que já passou por encontros em Genebra e Ancara, encontra-se paralisada, e a proposta ucraniana de limitar as hostilidades a quatro territórios foi rejeitada por Moscovo. O governo russo deverá decidir na próxima semana sobre a proibição de exportação de gasóleo, enquanto a task force presidencial trabalha para estabilizar o abastecimento interno. Apesar da pressão crescente sobre a economia e a opinião pública russas, o Kremlin não dá sinais de alterar os seus objetivos estratégicos, prolongando um conflito que já causou mais de 16 mil mortos civis ucranianos, segundo a ONU, e que entra no seu quinto ano sem perspetiva de cessar-fogo.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Putin foi forçado a reconhecer uma crise de combustível na Rússia, com filas nos postos de gasolina e escassez em várias regiões, após ataques ucranianos a refinarias. O Kremlin considera uma proibição total das exportações de diesel para estabilizar o mercado interno. A situação evidencia as crescentes dificuldades de Moscou em sustentar o esforço de guerra.

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Putin reconheceu a escassez de combustível na Rússia após ataques ucranianos a refinarias, mas minimizou seu impacto e anunciou a criação de uma força-tarefa para garantir o abastecimento. Estuda-se a possibilidade de proibir as exportações de diesel. A situação é apresentada como um desafio administrável, sem questionar a capacidade de resposta do governo.

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Putin admite escassez de combustível após ataques ucranianos a refinarias

Presidente russo reconhece 'certo défice', mas descarta concessões; Kiev intensifica campanha de 'sanções de longo alcance' contra infraestrutura energética.

O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu publicamente que o país enfrenta uma "certa escassez" de combustível, consequência direta da campanha de ataques com drones da Ucrânia contra refinarias e infraestruturas energéticas. A admissão, feita numa entrevista ao canal estatal VGTRK e numa reunião governamental extraordinária, surge após uma vaga de ofensivas que atingiu as refinarias de Slavyansk-na-Kubani, na região de Krasnodar, e de Yaroslavl, a centenas de quilómetros da fronteira. O Ministério da Defesa russo reportou a interceção de 209 drones ucranianos durante a noite de domingo, mas os estragos acumulados já provocam filas em postos de abastecimento, racionamento na Sibéria e a declaração de estado de emergência na Crimeia anexada, onde a venda de gasolina a civis foi suspensa.

Na perspetiva de Moscovo, a situação é classificada como "não crítica" e gerível através de uma task force dedicada, do reforço da produção de sistemas de defesa aérea e da eventual proibição total das exportações de gasóleo. Putin atribuiu os ataques a uma tentativa de "semear a divisão na sociedade russa" e forçar uma pausa na ofensiva, rejeitando liminarmente as propostas ucranianas para uma cessação mútua dos bombardeamentos de longo alcance ou para confinar os combates às quatro regiões anexadas. Já o Presidente Volodymyr Zelenskyy descreveu as operações como "sanções de longo alcance" destinadas a reduzir os recursos que alimentam a máquina de guerra russa, enquadrando-as numa operação de influência de 40 dias aprovada pelos serviços de segurança ucranianos. Observadores em Lisboa e em outras capitais europeias notam que a União Europeia mantém o suporte financeiro e militar a Kiev, considerando os ataques como legítima defesa contra a invasão.

A escassez de combustível expõe vulnerabilidades logísticas e económicas com implicações militares e civis. Cerca de um terço da capacidade de refinação russa foi afetada, segundo estimativas de analistas do setor energético, e mais de 50 regiões russas enfrentam restrições formais ou informais no abastecimento. A Crimeia, anexada em 2014 e símbolo do ressurgimento imperial russo, vê-se particularmente isolada, com as rotas de fornecimento terrestres e marítimas sob pressão constante. Para o Brasil, que historicamente defende uma solução negociada e tem laços com ambos os lados, a degradação da infraestrutura energética russa introduz um fator de incerteza nos mercados globais de petróleo e gás, ainda que o impacto imediato nos preços internacionais permaneça contido. A ofensiva ucraniana também afeta as cadeias logísticas que abastecem as tropas russas no sul da Ucrânia, contribuindo para a desaceleração do avanço no terreno, como aponta o Instituto para o Estudo da Guerra.

O impasse diplomático persiste. Putin afirmou que a Rússia está pronta a retomar negociações com os Estados Unidos assim que a "fase ativa" da crise iraniana terminar, mas condicionou qualquer acordo à "libertação completa do Donbass e da Novorossiya". A mediação norte-americana, que já passou por encontros em Genebra e Ancara, encontra-se paralisada, e a proposta ucraniana de limitar as hostilidades a quatro territórios foi rejeitada por Moscovo. O governo russo deverá decidir na próxima semana sobre a proibição de exportação de gasóleo, enquanto a task force presidencial trabalha para estabilizar o abastecimento interno. Apesar da pressão crescente sobre a economia e a opinião pública russas, o Kremlin não dá sinais de alterar os seus objetivos estratégicos, prolongando um conflito que já causou mais de 16 mil mortos civis ucranianos, segundo a ONU, e que entra no seu quinto ano sem perspetiva de cessar-fogo.

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Putin foi forçado a reconhecer uma crise de combustível na Rússia, com filas nos postos de gasolina e escassez em várias regiões, após ataques ucranianos a refinarias. O Kremlin considera uma proibição total das exportações de diesel para estabilizar o mercado interno. A situação evidencia as crescentes dificuldades de Moscou em sustentar o esforço de guerra.

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Putin reconheceu a escassez de combustível na Rússia após ataques ucranianos a refinarias, mas minimizou seu impacto e anunciou a criação de uma força-tarefa para garantir o abastecimento. Estuda-se a possibilidade de proibir as exportações de diesel. A situação é apresentada como um desafio administrável, sem questionar a capacidade de resposta do governo.

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