
Martinelli decide nos acréscimos, e Brasil elimina Japão em jogo dramático
Com gol aos 50 minutos do segundo tempo, a seleção brasileira venceu de virada por 2 a 1 e avançou às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
O NRG Stadium, em Houston, já se preparava para a prorrogação quando Gabriel Martinelli, aos 50 minutos da etapa final, recebeu de Bruno Guimarães na entrada da área e bateu colocado, rasteiro, no canto esquerdo de Zion Suzuki. A bola ainda tocou na trave antes de morrer no fundo da rede, desencadeando uma explosão de alívio na torcida brasileira e selando a classificação para as oitavas de final. O golo, que fez o 2-1 definitivo, coroou uma segunda parte de pressão intensa da Canarinha, que até então esbarrava na organização defensiva japonesa e nas intervenções do guarda-redes do Parma.
O Japão, que chegara invicto da fase de grupos, saiu na frente aos 29 minutos do primeiro tempo, num lance que expôs fragilidades brasileiras. Danilo errou um passe na saída de bola, Kaishu Sano interceptou, arrancou pelo meio sem oposição — Casemiro, já amarelado, evitou o contacto — e rematou cruzado, sem hipóteses para Alisson. A vantagem nipónica refletia um plano tático disciplinado: bloco baixo, transições rápidas e uma vigilância cerrada sobre Vinícius Júnior. A seleção brasileira, com 76% de posse de bola na primeira parte, criou pouco e foi para o intervalo sob um coro de apreensão, com Lucas Paquetá a sair lesionado e a dar lugar a Endrick.
A entrada do jovem avançado do Real Madrid, somada à postura mais agressiva ordenada por Carlo Ancelotti, mudou o cenário. O Brasil passou a explorar os cruzamentos e a presença de área. Aos 56 minutos, depois de duas defesas milagrosas de Suzuki e de um corte de Tomiyasu em cima da linha, Gabriel Magalhães cruzou da esquerda e Casemiro cabeceou sozinho no segundo poste para o empate. Dois minutos depois, Vinícius Júnior protagonizou um lance antológico, ao deixar três adversários pelo caminho e rematar de bico para uma defesa que desviou a bola no poste. A partir daí, o domínio brasileiro foi total — 20 remates contra apenas cinco do Japão —, mas o golo da vitória tardou até ao último suspiro.
Na perspetiva de Brasília, a vitória trouxe alívio mas também acendeu alertas. A equipa de Ancelotti, que pela primeira vez repetiu uma escalação desde que o italiano assumiu o comando, mostrou dificuldades para furar defesas compactas e voltou a sofrer com erros individuais na saída de bola. Já os analistas japoneses, embora lamentassem a eliminação, sublinharam a evolução dos Samurais Azuis, que há menos de um ano haviam derrotado o Brasil por 3-2 num amistoso em Tóquio e que, nesta Copa, voltaram a cair na primeira fase eliminatória, repetindo os desfechos de 2018 e 2022. Observadores europeus notaram que a ausência de Neymar — que nem sequer saiu do banco — não foi sentida, mas que a dependência de bolas paradas e de inspirações individuais pode ser um limite em fases mais adiantadas.
Com a classificação, o Brasil enfrentará no próximo domingo, em Nova Jersey, o vencedor do duelo entre Costa do Marfim e Noruega, que se joga esta terça-feira. A vaga nas oitavas mantém viva a busca pelo hexacampeonato, mas o desempenho irregular diante de um adversário teoricamente inferior deixa claro que a Seleção precisará de mais consistência coletiva para superar rivais de maior envergadura no mata-mata.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O Brasil começa sua caminhada no mata-mata com confiança, após superar um início instável e fechar o grupo na liderança. O confronto com o Japão é tratado como um duelo há muito adiado, com a Seleção exibindo um retrospecto favorável em disputas de pênaltis em Copas. O foco permanece inteiramente no sonho do hexa.
A programação de hoje da Copa do Mundo apresenta três jogos das oitavas de final: Brasil x Japão, Alemanha x Paraguai e Holanda x Marrocos. São fornecidos horários e detalhes de transmissão para o público italiano. A fase eliminatória foi aberta com a vitória apertada do Canadá sobre a África do Sul.
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