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Esportequinta-feira, 2 de julho de 2026

Tour arranca em Barcelona com Pogacar e Vingegaard em duelo e a estreia mexicana de Del Toro

A 113.ª edição da Grande Boucle parte este sábado de Espanha com uma contrarrelógio por equipas, o regresso de um ciclista do México após 29 anos e a expectativa de mais um capítulo na rivalidade entre o esloveno e o dinamarquês.

O pelotão internacional alinha-se este sábado em Barcelona para a contrarrelógio por equipas que abre a 113.ª edição do Tour de France. São 19,6 quilómetros pela capital catalã, primeira de 21 etapas que, até 26 de julho, percorrerão 3.321 quilómetros até aos Campos Elíseos, em Paris. A partida em Espanha, a terceira da história da prova, coloca desde o primeiro dia uma exigência táctica e física que pode ditar diferenças entre os candidatos, num percurso que a organização desenhou para manter o suspense até à véspera da chegada final.

A rivalidade entre Tadej Pogacar (UAE Emirates) e Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) continua a dominar as análises da imprensa europeia. O esloveno, vencedor de quatro Tours e campeão mundial, chega com treze vitórias em dezasseis dias de competição esta temporada, incluindo clássicas e voltas de uma semana. O dinamarquês, por seu lado, conquistou o Giro em maio e tornou-se o oitavo corredor da história a vencer as três grandes voltas, alimentando a convicção, expressa por observadores na Dinamarca e nos Países Baixos, de que pode quebrar a hegemonia do rival. Atrás dos dois, nomes como Remco Evenepoel e Florian Lipowitz (Red Bull-Bora-hansgrohe), Juan Ayuso (Lidl-Trek) e o jovem francês Paul Seixas (Decathlon CMA CGM), de apenas 19 anos, surgem como alternativas ao duopólio que desde 2020 reparte os dois primeiros lugares do pódio.

A edição fica também marcada pelo regresso do México à prova. Isaac del Toro, de 22 anos, alinha como gregário de luxo de Pogacar e torna-se o terceiro mexicano na história do Tour, depois de Raúl Alcalá (1986-1994) e Miguel Arroyo (1994-1997). A imprensa mexicana sublinha o feito como o fim de um jejum de quase três décadas e recorda que Del Toro esteve perto de vencer o Giro em 2025. O próprio Pogacar, em conferência de imprensa, surpreendeu ao apontar o companheiro de equipa como um dos potenciais vencedores da geral, declaração que analistas na América Latina interpretam como reconhecimento da evolução do ciclista, mas também como gesto de gestão interna num UAE que se apresenta com várias cartas para a montanha.

O traçado reserva cinco chegadas em alto e uma sequência alpina final que inclui duas subidas a Alpe d’Huez, com a 20.ª etapa a acumular 5.450 metros de desnível. A organização descreve-a como a mais dura jamais colocada na véspera da chegada a Paris. Antes, os Pirinéus e o Col du Tourmalet na sexta etapa, a jornada do 14 de julho nos montes do Cantal e a contrarrelógio individual de 26,1 quilómetros na Alta Saboia prometem selecionar os candidatos. Na imprensa francesa, a esperança deposita-se em Seixas, primeiro gaulês desde 2007 a vencer uma prova World Tour por etapas, enquanto na Alemanha se destaca a presença de doze ciclistas, o número mais elevado desde 2017, com Lipowitz e o veterano John Degenkolb entre os nomes a seguir.

Com 184 corredores de 23 equipas, o Tour de 2026 arranca sob o signo da incerteza controlada: Pogacar e Vingegaard partem como favoritos, mas o desenho do percurso e a profundidade do plantel de candidatos secundários deixam em aberto a possibilidade de ruturas. A primeira resposta chega já este sábado, quando os oito homens de cada formação se lançarem contra o cronómetro em Barcelona, numa etapa que pode vestir de amarelo um dos protagonistas da luta que se seguirá.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continentalImprensa latino-americana
Imprensa europeia continental/ Nórdica
CeticismoIronia

A imprensa nórdica enquadra o Tour como um teste para o dinamarquês Vingegaard, que esmagou o Giro mas agora enfrenta o padrão definitivo: Pogacar. Comentadores questionam se a superioridade do esloveno está a tornar a corrida previsível, tal como um saltador com vara que elimina o suspense. A questão central é se Vingegaard consegue realmente ameaçar o campeão em título.

Imprensa latino-americana/ Mercado
TriunfoPaternalismo

A mídia latino-americana celebra o regresso do México ao Tour após quase três décadas, com o jovem Isaac del Toro como protagonista. Até Tadej Pogacar o apontou como possível vencedor, oferecendo uma bênção paternalista ao estreante. A corrida é retratada como uma oportunidade histórica para a região, com as etapas de montanha a decidir o título.

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Atualizado 02:454 idiomas · 5 veículos
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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Tour arranca em Barcelona com Pogacar e Vingegaard em duelo e a estreia mexicana de Del Toro

A 113.ª edição da Grande Boucle parte este sábado de Espanha com uma contrarrelógio por equipas, o regresso de um ciclista do México após 29 anos e a expectativa de mais um capítulo na rivalidade entre o esloveno e o dinamarquês.

O pelotão internacional alinha-se este sábado em Barcelona para a contrarrelógio por equipas que abre a 113.ª edição do Tour de France. São 19,6 quilómetros pela capital catalã, primeira de 21 etapas que, até 26 de julho, percorrerão 3.321 quilómetros até aos Campos Elíseos, em Paris. A partida em Espanha, a terceira da história da prova, coloca desde o primeiro dia uma exigência táctica e física que pode ditar diferenças entre os candidatos, num percurso que a organização desenhou para manter o suspense até à véspera da chegada final.

A rivalidade entre Tadej Pogacar (UAE Emirates) e Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) continua a dominar as análises da imprensa europeia. O esloveno, vencedor de quatro Tours e campeão mundial, chega com treze vitórias em dezasseis dias de competição esta temporada, incluindo clássicas e voltas de uma semana. O dinamarquês, por seu lado, conquistou o Giro em maio e tornou-se o oitavo corredor da história a vencer as três grandes voltas, alimentando a convicção, expressa por observadores na Dinamarca e nos Países Baixos, de que pode quebrar a hegemonia do rival. Atrás dos dois, nomes como Remco Evenepoel e Florian Lipowitz (Red Bull-Bora-hansgrohe), Juan Ayuso (Lidl-Trek) e o jovem francês Paul Seixas (Decathlon CMA CGM), de apenas 19 anos, surgem como alternativas ao duopólio que desde 2020 reparte os dois primeiros lugares do pódio.

A edição fica também marcada pelo regresso do México à prova. Isaac del Toro, de 22 anos, alinha como gregário de luxo de Pogacar e torna-se o terceiro mexicano na história do Tour, depois de Raúl Alcalá (1986-1994) e Miguel Arroyo (1994-1997). A imprensa mexicana sublinha o feito como o fim de um jejum de quase três décadas e recorda que Del Toro esteve perto de vencer o Giro em 2025. O próprio Pogacar, em conferência de imprensa, surpreendeu ao apontar o companheiro de equipa como um dos potenciais vencedores da geral, declaração que analistas na América Latina interpretam como reconhecimento da evolução do ciclista, mas também como gesto de gestão interna num UAE que se apresenta com várias cartas para a montanha.

O traçado reserva cinco chegadas em alto e uma sequência alpina final que inclui duas subidas a Alpe d’Huez, com a 20.ª etapa a acumular 5.450 metros de desnível. A organização descreve-a como a mais dura jamais colocada na véspera da chegada a Paris. Antes, os Pirinéus e o Col du Tourmalet na sexta etapa, a jornada do 14 de julho nos montes do Cantal e a contrarrelógio individual de 26,1 quilómetros na Alta Saboia prometem selecionar os candidatos. Na imprensa francesa, a esperança deposita-se em Seixas, primeiro gaulês desde 2007 a vencer uma prova World Tour por etapas, enquanto na Alemanha se destaca a presença de doze ciclistas, o número mais elevado desde 2017, com Lipowitz e o veterano John Degenkolb entre os nomes a seguir.

Com 184 corredores de 23 equipas, o Tour de 2026 arranca sob o signo da incerteza controlada: Pogacar e Vingegaard partem como favoritos, mas o desenho do percurso e a profundidade do plantel de candidatos secundários deixam em aberto a possibilidade de ruturas. A primeira resposta chega já este sábado, quando os oito homens de cada formação se lançarem contra o cronómetro em Barcelona, numa etapa que pode vestir de amarelo um dos protagonistas da luta que se seguirá.

Divergência das fontes

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CeticismoIronia

A imprensa nórdica enquadra o Tour como um teste para o dinamarquês Vingegaard, que esmagou o Giro mas agora enfrenta o padrão definitivo: Pogacar. Comentadores questionam se a superioridade do esloveno está a tornar a corrida previsível, tal como um saltador com vara que elimina o suspense. A questão central é se Vingegaard consegue realmente ameaçar o campeão em título.

Imprensa latino-americana/ Mercado
TriunfoPaternalismo

A mídia latino-americana celebra o regresso do México ao Tour após quase três décadas, com o jovem Isaac del Toro como protagonista. Até Tadej Pogacar o apontou como possível vencedor, oferecendo uma bênção paternalista ao estreante. A corrida é retratada como uma oportunidade histórica para a região, com as etapas de montanha a decidir o título.

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