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Geopolítica & Políticaquinta-feira, 2 de julho de 2026

Síria sinaliza abertura ao diálogo com Hezbollah, mas rejeita intervenção militar no Líbano

Em visita a Beirute, o chanceler sírio afirmou que Damasco está disposta a reunir-se com o grupo xiita se os interesses o exigirem, ao mesmo tempo que garantiu ao presidente libanês que não há planos de incursão armada.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Asaad al-Shibani, declarou esta quinta-feira, em Beirute, que o seu país está aberto a um encontro com o Hezbollah “se os interesses mútuos o exigirem”, segundo a agência noticiosa estatal libanesa. A afirmação foi feita após uma reunião com o presidente do Parlamento, Nabih Berri, aliado do grupo xiita, no quadro da primeira visita oficial de al-Shibani ao Líbano desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu que forças sírias poderiam combater o Hezbollah em território libanês. O chanceler precisou, contudo, que o dossiê do Hezbollah não foi abordado nos seus encontros com as autoridades libanesas.

De acordo com a presidência libanesa, al-Shibani transmitiu ao Presidente Joseph Aoun a intenção de “esclarecer a confusão gerada por notícias de uma potencial intervenção militar síria no Líbano”, assegurando que Damasco “não tem qualquer intenção de levar a cabo tal movimento”. Aoun, por seu lado, reafirmou o compromisso do Líbano com relações fraternas baseadas na cooperação e na não ingerência, sublinhando que o Presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, lhe garantiu que a Síria não tomará partido nas questões internas libanesas. Na perspetiva de Beirute, a visita serviu para testar a promessa de uma nova página nas relações bilaterais, depois de décadas de tutela síria.

A deslocação ocorre num momento de recalibragem de alianças por parte do novo poder em Damasco. O governo de al-Sharaa, formado por antigos rebeldes que combateram o Hezbollah quando este interveio na guerra civil síria em apoio a Bashar al-Assad, procura agora manter uma estabilidade relativa e evitar ser arrastado para o conflito regional. Fontes diplomáticas ocidentais recordam que os Estados Unidos incentivaram a Síria a considerar o envio de tropas para o leste do Líbano a fim de ajudar a desarmar o Hezbollah, mas Damasco mostrou-se renitente, temendo acirrar tensões sectárias. O enviado especial de Trump para a Síria classificou essas informações como “falsas e imprecisas”.

A visita resultou na assinatura de um acordo para a criação de uma comissão superior de cooperação e parceria, que servirá de plataforma para desenvolver entendimentos em matéria de segurança, energia e transportes. Al-Shibani entregou ainda um convite formal para que o Presidente Aoun se desloque a Damasco, no que seria a primeira visita de um chefe de Estado libanês desde a mudança de regime. O dossiê permanece em aberto, com a nova liderança síria a tentar equilibrar a hostilidade herdada contra o Hezbollah com a necessidade de não abrir uma nova frente de instabilidade, enquanto o Líbano insiste em que qualquer reaproximação deve respeitar a sua soberania.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Durante uma visita a Beirute, o chanceler sírio afirmou que Damasco está aberto a se reunir com o Hezbollah se os interesses nacionais assim o exigirem. A declaração ocorre enquanto Washington pressiona a Síria a assumir um papel mais ativo contra o grupo apoiado pelo Irã. As conversas com líderes libaneses não trataram diretamente da questão do Hezbollah.

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Damasco manifestou disposição para participar de um encontro com representantes do Hezbollah, se isso atender aos interesses sírios. A declaração ocorreu enquanto o presidente Trump criticava os métodos de Israel e sugeria que a Síria poderia lidar melhor com o grupo. A liderança síria, no entanto, não pretende intervir militarmente no Líbano.

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Síria sinaliza abertura ao diálogo com Hezbollah, mas rejeita intervenção militar no Líbano

Em visita a Beirute, o chanceler sírio afirmou que Damasco está disposta a reunir-se com o grupo xiita se os interesses o exigirem, ao mesmo tempo que garantiu ao presidente libanês que não há planos de incursão armada.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Asaad al-Shibani, declarou esta quinta-feira, em Beirute, que o seu país está aberto a um encontro com o Hezbollah “se os interesses mútuos o exigirem”, segundo a agência noticiosa estatal libanesa. A afirmação foi feita após uma reunião com o presidente do Parlamento, Nabih Berri, aliado do grupo xiita, no quadro da primeira visita oficial de al-Shibani ao Líbano desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu que forças sírias poderiam combater o Hezbollah em território libanês. O chanceler precisou, contudo, que o dossiê do Hezbollah não foi abordado nos seus encontros com as autoridades libanesas.

De acordo com a presidência libanesa, al-Shibani transmitiu ao Presidente Joseph Aoun a intenção de “esclarecer a confusão gerada por notícias de uma potencial intervenção militar síria no Líbano”, assegurando que Damasco “não tem qualquer intenção de levar a cabo tal movimento”. Aoun, por seu lado, reafirmou o compromisso do Líbano com relações fraternas baseadas na cooperação e na não ingerência, sublinhando que o Presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, lhe garantiu que a Síria não tomará partido nas questões internas libanesas. Na perspetiva de Beirute, a visita serviu para testar a promessa de uma nova página nas relações bilaterais, depois de décadas de tutela síria.

A deslocação ocorre num momento de recalibragem de alianças por parte do novo poder em Damasco. O governo de al-Sharaa, formado por antigos rebeldes que combateram o Hezbollah quando este interveio na guerra civil síria em apoio a Bashar al-Assad, procura agora manter uma estabilidade relativa e evitar ser arrastado para o conflito regional. Fontes diplomáticas ocidentais recordam que os Estados Unidos incentivaram a Síria a considerar o envio de tropas para o leste do Líbano a fim de ajudar a desarmar o Hezbollah, mas Damasco mostrou-se renitente, temendo acirrar tensões sectárias. O enviado especial de Trump para a Síria classificou essas informações como “falsas e imprecisas”.

A visita resultou na assinatura de um acordo para a criação de uma comissão superior de cooperação e parceria, que servirá de plataforma para desenvolver entendimentos em matéria de segurança, energia e transportes. Al-Shibani entregou ainda um convite formal para que o Presidente Aoun se desloque a Damasco, no que seria a primeira visita de um chefe de Estado libanês desde a mudança de regime. O dossiê permanece em aberto, com a nova liderança síria a tentar equilibrar a hostilidade herdada contra o Hezbollah com a necessidade de não abrir uma nova frente de instabilidade, enquanto o Líbano insiste em que qualquer reaproximação deve respeitar a sua soberania.

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Durante uma visita a Beirute, o chanceler sírio afirmou que Damasco está aberto a se reunir com o Hezbollah se os interesses nacionais assim o exigirem. A declaração ocorre enquanto Washington pressiona a Síria a assumir um papel mais ativo contra o grupo apoiado pelo Irã. As conversas com líderes libaneses não trataram diretamente da questão do Hezbollah.

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Damasco manifestou disposição para participar de um encontro com representantes do Hezbollah, se isso atender aos interesses sírios. A declaração ocorreu enquanto o presidente Trump criticava os métodos de Israel e sugeria que a Síria poderia lidar melhor com o grupo. A liderança síria, no entanto, não pretende intervir militarmente no Líbano.

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