
Chip na bola anula gol da Croácia e classifica Portugal para as oitavas do Mundial 2026
Tecnologia 'Connected Ball' detetou toque impercetível de Igor Matanovic que deixou Pasalic em fora de jogo, gerando protestos croatas e respaldo da FIFA.
Portugal garantiu a classificação para os oitavos de final do Mundial 2026 ao vencer a Croácia por 2-1, num desfecho que ficará marcado pela intervenção de um sensor dentro da bola. O golo de Josko Gvardiol aos 90+13 minutos, que levaria o jogo para o prolongamento, foi anulado pelo árbitro norueguês Espen Eskas após revisão do VAR. A decisão baseou-se num toque quase invisível do avançado Igor Matanovic num cruzamento de Ivan Perisic, detetado pelo chip da Adidas Trionda, que colocou Mario Pasalic em posição irregular no momento em que este assistiu Gvardiol.
A partida em Toronto teve a Croácia a abrir o marcador por Perisic, mas Cristiano Ronaldo empatou de penálti e Gonçalo Ramos, já nos descontos, fez o 2-1. Quando Gvardiol desviou para a baliza, a celebração croata foi interrompida pela chamada do VAR. As imagens televisivas mostravam um gráfico de “batimento cardíaco” com uma oscilação mínima no instante em que a bola passou pela cabeça de Matanovic. A FIFA explicou, em comunicado, que os sensores IMU dentro da bola registam contactos 500 vezes por segundo, permitindo “decisões rápidas e precisas”. O próprio Matanovic admitiu depois ter sentido “um ligeiro toque no cabelo”, embora não tivesse a certeza absoluta.
A reação croata foi de indignação. O selecionador Zlatko Dalic afirmou que o VAR “mata as emoções” e “tira a alegria do futebol”, enquanto a imprensa de Zagreb ironizou: “Se Matanovic fosse careca, a Croácia teria empatado”. Já em Lisboa, o técnico Roberto Martínez considerou a decisão “clara” e elogiou a tecnologia: “Não há opinião subjetiva, o chip mostra que houve toque”. A FIFA sublinhou que o sistema já fora decisivo no Suécia-Tunísia da fase de grupos, quando validou um golo de Mattias Svanberg ao detetar um desvio de Alexander Isak.
Com a eliminação croata, encerra-se provavelmente o último capítulo de Luka Modric em Mundiais, aos 40 anos. Portugal segue para um confronto ibérico com a Espanha nos oitavos de final, marcado para segunda-feira em Dallas, num duelo que opõe dois estilos contrastantes e reaviva a rivalidade europeia no torneio.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Um empate nos acréscimos foi anulado por um chip sensor que detetou um toque impercetível a olho nu, provocando a fúria dos adeptos croatas que atiraram garrafas para o relvado. O incidente reacende o debate sobre se intervenções tecnológicas tão microscópicas servem realmente o espírito do jogo.
Os sensores IMU dentro da bola detetaram um toque mínimo que alterou a linha de fora de jogo, levando à anulação correta do golo. A FIFA emitiu um comunicado a confirmar que os dados tecnológicos apoiavam a decisão do árbitro, enquadrando o resultado como um triunfo da precisão.
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