
Reino Unido, Itália e Japão avançam com contrato de 4,6 mil milhões de libras para caça de sexta geração
Acordo com a joint venture Edgewing impulsiona o programa GCAP, enquanto a Índia aprova compras de 6,3 mil milhões de dólares e militares colombianos recorrem a coletas para adquirir drones.
O Reino Unido, a Itália e o Japão formalizaram um contrato de 4,6 mil milhões de libras (6,14 mil milhões de dólares) com a joint venture Edgewing para a próxima fase de desenvolvimento do caça de sexta geração no âmbito do Programa Global de Combate Aéreo (GCAP). O acordo, anunciado pelo governo britânico a 3 de julho, destina-se a concluir a conceção avançada e a avaliação do conceito da aeronave, permitindo a transição para o projeto detalhado. Os três parceiros mantêm o objetivo de colocar o caça furtivo em operação até 2035.
O compromisso financeiro do Reino Unido, que na terça-feira anterior garantiu 8,6 mil milhões de libras ao longo de quatro anos para o GCAP, dissipou receios em Tóquio quanto a uma eventual redução da contribuição britânica. Segundo fontes do Ministério da Defesa japonês, o montante é considerado adequado às necessidades do programa. A assinatura ocorre num momento de incerteza para a cooperação europeia em defesa: o projeto concorrente FCAS, liderado por França, Alemanha e Espanha, colapsou em junho, e o presidente executivo da Airbus, Guillaume Faury, afirmou não estar otimista quanto ao futuro da colaboração no setor, alertando para o risco de “soluções nacionais fragmentadas”. Em contraste, o consórcio GCAP sinaliza abertura a novos membros — a Itália já defendeu a entrada de parceiros adicionais para partilhar custos, e a Leonardo identificou a Alemanha como potencial candidata, dada a sua experiência industrial.
O movimento insere-se num contexto mais amplo de aceleração dos investimentos em defesa. Na Índia, o Conselho de Aquisições de Defesa aprovou um pacote de 6,3 mil milhões de dólares para mísseis, sistemas de guerra eletrónica e drones kamikaze, num esforço para reduzir a dependência de material russo e modernizar as forças armadas face à rivalidade com o Paquistão e à presença chinesa no Índico. Já na Colômbia, relatos de militares indicam que pelotões têm organizado coletas entre os soldados para comprar drones comerciais de reconhecimento, devido a limitações orçamentais e à eficácia reduzida dos sistemas antidrones fornecidos. O Exército colombiano reconheceu a prática, sublinhando que não se trata de uma orientação institucional, mas de iniciativas individuais.
O GCAP, que sucederá aos caças F-2 japoneses e complementará a frota europeia, prevê a realização de um voo de demonstração em 2030. A estrutura da joint venture Edgewing — com sede no Reino Unido, liderança italiana e participação da BAE Systems, Leonardo e Japan Aircraft Industrial Enhancement — permite diferentes níveis de adesão futura. Arábia Saudita e Canadá já manifestaram interesse, e qualquer alargamento exigirá o consenso dos três fundadores. O contrato agora assinado tem a duração de 18 meses, devendo ser seguido por novas fases de contratação à medida que o projeto avança para a produção.
| Imprensa russa e CEI | +0.70 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.50 | critical |
Russia projects its industrial and military power, presenting the contract as proof of resilience and strategic autonomy.
The narrative emphasizes the continuity of national technological progress, minimizing external dependencies and turning sanctions into a driver of innovation.
Technical difficulties and program delays, as well as international criticism, are absent.
Europe universalizes the problem of internal fragmentation, presenting the lack of cooperation as an existential threat to continental security.
The discourse builds a hierarchy where political division is the main danger, surpassing even the technical capabilities of the aircraft.
Russian technological successes and the ability to circumvent sanctions are not mentioned.
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