
Cuba sofre terceiro apagão geral do ano e 10 milhões ficam sem eletricidade
Colapso total da rede elétrica nacional agrava crise energética na ilha, que atribui a situação ao bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos desde janeiro.
Cerca de 10 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica nesta segunda-feira (6) em Cuba, após o colapso total do sistema eletroenergético nacional, informou a estatal Unión Eléctrica (UNE). É o terceiro apagão geral em 2026 e o oitavo desde o final de 2024, num contexto de crise energética agravada pela escassez de combustível e pela obsolescência da infraestrutura.
A UNE confirmou a “desconexão total” e investiga as causas. O Ministério da Energia e Minas ativou protocolos de restabelecimento, priorizando serviços vitais como hospitais e centros de produção de alimentos. Moradores de Havana relataram cortes diários de até 24 horas antes do colapso; no interior, as interrupções superavam 70 horas consecutivas. “Viver assim é uma agonia”, disse Meyboll Font, de 51 anos, à AFP.
A crise se intensificou desde janeiro, quando os Estados Unidos impuseram um bloqueio petrolífero e ameaçaram com tarifas países que fornecessem combustível à ilha. Apenas um petroleiro russo atracou em Cuba desde então, com 100 mil toneladas de petróleo, esgotadas em abril. A produção nacional cobre apenas 40% da demanda. Na perspetiva de Havana, a medida configura um “bloqueio energético genocida”, nas palavras do presidente Miguel Díaz-Canel. Washington sustenta que as sanções visam forçar reformas políticas. O impasse levou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, a Nova York para denunciar o que classifica como tentativa de impedir um debate na Assembleia Geral da ONU.
Para reduzir a dependência do petróleo, o governo cubano acelerou a instalação de parques solares com apoio chinês: 56 usinas fotovoltaicas já geram mais de 1.000 MW, cerca de 10% da produção total, com meta de 15% até o fim do ano. Ainda assim, a rede depende de sete centrais termoelétricas obsoletas, como a de Antonio Guiteras, parada para reparos. O restabelecimento é lento: no final da tarde, apenas 1% da demanda de Havana era atendida. As autoridades não divulgaram previsão de normalização, e a investigação sobre a causa do colapso prossegue.
| Imprensa iraniana e afins | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | −0.70 | critical |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.20 | neutral |
| Imprensa europeia continental | −0.30 | critical |
O Irã denuncia o embargo americano como causa do apagão cubano.
O Irã enfatiza a continuidade histórica do embargo e cita fontes cubanas para pintar os EUA como agressor e Cuba como vítima.
O Irã omite o papel do envelhecimento da rede elétrica cubana, que outras fontes destacam.
O bloqueio petrolífero dos EUA é a principal causa do apagão cubano. Moscou condena as sanções e apoia Cuba.
A Rússia projeta a culpa nos Estados Unidos, minimizando os problemas internos cubanos e apresentando o apagão como consequência direta da política externa americana.
O apagão cubano deve-se a infraestruturas obsoletas e escassez de combustível, com o bloqueio dos EUA como fator agravante. As autoridades investigam.
O Ocidente equilibra as causas internas e externas, apresentando um quadro factual sem atribuir culpas unilaterais.
A rede deteriorada e a escassez de combustível, agravadas pelo bloqueio dos EUA, causaram o apagão. A Europa observa com preocupação.
A Europa universaliza a crise como um problema estrutural, evitando culpas exclusivas e enfatizando a necessidade de soluções multilaterais.
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