
OPEP+ eleva produção em 188 mil barris/dia em agosto com reabertura de Ormuz
Em reunião virtual, sete países do cartel e aliados decidem pelo quinto mês consecutivo ampliar a oferta, enquanto o cessar-fogo entre EUA e Irã permite retomar exportações do Golfo e derruba cotações.
Os sete membros do núcleo da OPEP+ – Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã – decidiram, em reunião virtual neste domingo (5), aumentar as quotas coletivas de produção de petróleo em 188 mil barris por dia (bpd) a partir de agosto. O ajuste, que repete os volumes aprovados para junho e julho, insere-se no cronograma de desmonte gradual dos cortes voluntários adicionais de 1,65 milhão de bpd anunciados em abril de 2023. Com isso, o limite global do grupo sobe para 36,019 milhões de bpd, com a Arábia Saudita autorizada a produzir 10,416 milhões e a Rússia 9,887 milhões de bpd.
A medida ocorre em um contexto de alívio nas tensões geopolíticas que, desde fevereiro, bloquearam o Estreito de Ormuz, artéria vital para o escoamento do petróleo do Golfo. Após a assinatura de um memorando de cessar-fogo entre EUA e Irã em 17 de junho, o tráfego marítimo começou a ser retomado gradualmente. Dados da OPEP mostram que a produção combinada do bloco despencou de 42,77 milhões de bpd em fevereiro para 33,13 milhões em maio; a partir de junho, com a liberação parcial da rota e o esforço norte-americano para facilitar exportações dos Emirados e outros, o volume começou a se recuperar, embora permaneça abaixo das metas oficiais.
A redistribuição das cotas evidencia o peso dos dois maiores produtores: dos 188 mil bpd adicionais, 124 mil cabem a sauditas e russos (62 mil cada). O Iraque pode acrescentar 26 mil bpd, o Kuwait 16 mil, o Cazaquistão 10 mil, a Argélia 6 mil (atingindo 1,001 milhão) e Omã 5 mil. O aumento, contudo, reacende disputas internas. Os Emirados Árabes Unidos abandonaram a OPEP em maio, insatisfeitos com os limites, e o Iraque já sinalizou que poderá deixar o grupo caso não obtenha quotas mais altas. Ao mesmo tempo, o retorno da oferta e a fragilidade da demanda chinesa, somadas à liberação recorde de reservas estratégicas coordenada pela Agência Internacional de Energia, empurraram o Brent de picos de US$ 120 para a faixa de US$ 72 por barril, ampliando as expectativas de superávit global em 2027.
O próximo encontro do grupo está marcado para 2 de agosto, quando será definida a quota de setembro. Mantido o ritmo atual, os 379 mil bpd remanescentes do corte de 2023 serão totalmente revertidos até o fim de setembro. Analistas do UBS e do Saxo Bank avaliam que a produção efetiva ainda deve levar tempo para alcançar os tetos autorizados, uma vez que a retomada de poços fechados exige semanas. Para países importadores como Brasil e Portugal, a normalização do mercado internacional de petróleo tende a aliviar as pressões sobre os preços dos combustíveis e as contas externas, embora a trajetória dependa da consolidação do cessar-fogo e da evolução da demanda asiática.
| Imprensa russa e CEI | +0.30 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | −0.20 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
| Imprensa latino-americana | −0.40 | critical |
Russia reprojects itself as a responsible energy power, carefully managing production quotas to ensure market stability.
By highlighting the precise figures of Russia's increase and its leadership role, the narrative downplays any negative market implications and focuses on Russia's control.
The omission of the ongoing disruption in Hormuz and the risk of oversupply that other blocs emphasize.
The Gulf states remind the world that their production recovery is still incomplete and that the war's scars persist.
By repeatedly linking the increase to the war and the fifth consecutive adjustment, the narrative frames the decision as a gradual, cautious step rather than a full recovery.
The omission of any criticism of Iran or explicit mention of the US role, keeping focus on internal OPEC process.
The market speaks: supply is returning, prices are adjusting, and caution is warranted.
By framing the decision within market forces—easing tensions, falling prices—the narrative presents it as a natural, rational response rather than a political move.
The omission of the Gulf states' specific war-related struggles and the political dimension of the OPEC+ negotiations.
Latin American analysts sound the alarm: oversupply is imminent as Hormuz reopens and demand uncertainties persist.
By emphasizing the risk of oversupply and falling prices, the narrative creates a sense of urgency and warns against complacency.
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