
Golo de Merino no último suspiro elimina Portugal e encerra era Ronaldo nos Mundiais
Espanha venceu por 1-0 com golo aos 90+1' e avança aos quartos de final; Cristiano Ronaldo despede-se da Copa em lágrimas e Roberto Martínez demite-se.
O desfecho foi cruel e instantâneo. Aos 91 minutos de um duelo tático e tenso nos oitavos de final do Mundial de 2026, em Dallas, o médio espanhol Mikel Merino, acabado de entrar, rompeu a linha defensiva portuguesa para receber um passe filtrado de Ferran Torres e rematar rasteiro, sem hipótese para Diogo Costa. O golo solitário deu à Espanha uma vitória por 1-0 sobre Portugal, atirou a seleção lusa para fora do torneio e selou, de forma dramática, a última participação de Cristiano Ronaldo em Copas do Mundo.
O jogo, disputado no AT&T Stadium perante mais de 70 mil espectadores, foi um exercício de paciência e contenção. A Espanha, fiel ao seu estilo de posse, controlou o ritmo durante largos períodos, mas esbarrou na organização defensiva portuguesa e nas intervenções decisivas de Diogo Costa, que na primeira parte negou o golo a Lamine Yamal e Álex Baena em lances consecutivos. Portugal, por sua vez, respondeu com transições rápidas e esteve perto de marcar quando um remate de Nuno Mendes, desviado por Pedro Porro, embateu na trave. A segunda parte arrefeceu, com ambas as equipas a temerem o erro fatal, até que a dupla de suplentes espanhóis desequilibrou a balança no período de descontos.
A eliminação representa o epílogo de uma era. Ronaldo, de 41 anos, confirmara na véspera que este seria o seu último Mundial e deixou o relvado em lágrimas, aplaudido pelas bancadas. Em declarações na zona mista, o capitão português afirmou que não tomará “decisões precipitadas” sobre o futuro na seleção, mas sublinhou o legado: “Ganhei três títulos com Portugal; antes de Cristiano Ronaldo, Portugal não tinha ganho nenhum”. Observadores em Lisboa notam que a frustração é agravada pela sensação de que a geração talentosa lusa, com Bruno Fernandes, Vitinha e Rafael Leão, voltou a ficar aquém do esperado. O técnico Roberto Martínez, cujo contrato expirava no final do mês, anunciou a demissão imediatamente após a partida, assumindo a responsabilidade pelo insucesso e considerando que “sem ganhar, não faz sentido continuar”.
Do lado espanhol, a vitória confirma a solidez de uma equipa que ainda não sofreu qualquer golo no torneio, estabelecendo um recorde de seis jogos consecutivos sem ser batida em fases finais de Mundiais. O guarda-redes Unai Simón prolongou a sua invencibilidade para além dos 600 minutos, superando a marca histórica de Walter Zenga. Apesar de a exibição não ter sido exuberante, a imprensa de Madrid e Barcelona destaca a profundidade do plantel de Luis de la Fuente, cujas substituições voltaram a ser decisivas. A Espanha reencontra os quartos de final de um Mundial pela primeira vez desde o título de 2010 e aguarda agora o vencedor do confronto entre Estados Unidos e Bélgica, que se disputará em Los Angeles na próxima sexta-feira.
| Imprensa europeia continental | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | +0.20 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
Fate was cruel to Cristiano Ronaldo: a 90th-minute goal crushes his World Cup dream.
By repeatedly emphasizing the tears and the cruel timing, a narrative of victimhood is constructed.
The narrative overlooks Spain's merit and their unbeaten run, focusing solely on Ronaldo's disappointment.
Spain wins with a dramatic goal, but Ronaldo's tears mark the end of an era.
By alternating celebration of Spain's victory and emotion for CR7's farewell, a balanced tale of triumph and tragedy is created.
The narrative omits highlighting Ronaldo's lackluster performance in the match, preferring to emphasize his legendary career.
Spain beats Portugal 1-0 and advances to the quarter-finals; Ronaldo cries after the defeat.
By sticking to essential facts and a dry mention of tears, an impartial observer stance is maintained.
Emotional details and the historical significance of Ronaldo's farewell are omitted, which could have disrupted the neutrality of the report.
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