
Agente ucraniano retrata confissão e acusa ex-oficial do SBU de matar suspeita de atentado em Mônaco
Em audiência em Kiev, oficial da inteligência militar negou ter disparado contra Anastasiia Berezovska e apontou co-réu como autor dos tiros, enquanto investigações sobre o ataque a empresário sancionado prosseguem.
O agente da inteligência militar ucraniana (HUR) Vladyslav Reut retirou, perante um tribunal de Kiev, a confissão em que admitia ter assassinado Anastasiia Berezovska, a mulher apontada como principal suspeita do atentado à bomba que feriu gravemente o empresário Vadym Yermolaiev e a sua família em Mónaco, no final de junho. Reut, de 34 anos, afirmou “negar categoricamente” a autoria dos disparos e acusou o coarguido Vitalii Zhykovych, antigo funcionário do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), de ter efetuado os quatro tiros contra a vítima, numa zona florestal a oeste da capital, depois de o próprio Reut se ter recusado a disparar. Ambos permanecem em prisão preventiva por homicídio qualificado.
A versão agora apresentada por Reut contradiz a reconstituição da procuradoria-geral ucraniana, que sustenta ter sido o agente do HUR a disparar e descreve uma atuação “conjunta e coordenada” dos dois arguidos. Reut alegou ter sido coagido por Zhykovych, que o terá ameaçado de represálias contra a sua família caso algo lhe acontecesse, e declarou-se disponível para um teste de polígrafo. A defesa de Zhykovych rejeitou integralmente o relato, classificando-o como uma armadilha para eximir o coarguido de responsabilidade, e levantou a hipótese de se tratar de uma execução ordenada. Em Moscovo, o antigo líder político ucraniano Viktor Medvedchuk, próximo do Kremlin, afirmou que os detidos são “agentes da força” e que o crime constitui uma “operação especial planeada pelo regime de Zelensky” para ocultar os mandantes do atentado em Mónaco.
O caso projeta tensões para além das fronteiras ucranianas. O Presidente francês, Emmanuel Macron, terá solicitado esclarecimentos a Kiev, segundo a imprensa europeia, num momento em que a Ucrânia procura preservar o apoio dos parceiros ocidentais. Observadores em Bruxelas e Lisboa notam que a suspeita de envolvimento de agentes do Estado em execuções extrajudiciais, ainda que sob investigação, pode gerar desconforto diplomático e afetar a perceção pública sobre o cumprimento de padrões de Estado de direito. A própria procuradoria ucraniana indicou que todas as hipóteses permanecem em aberto, incluindo motivações criminais, corrupção ou eventual interferência russa.
Yermolaiev, antigo cidadão ucraniano que adquiriu nacionalidade cipriota, foi sancionado por Kiev em 2023 por alegadamente manter negócios na Crimeia após a anexação russa de 2014 — acusação que o empresário nega. Berezovska, de 39 anos, era procurada pela Interpol por tentativa de homicídio e colocação de engenho explosivo. Após o ataque em Mónaco, fugiu a pé para França e atravessou vários países europeus antes de regressar à Ucrânia, onde foi encontrada morta com ferimentos de bala na cabeça. Os dois arguidos tinham-lhe transferido dinheiro repetidamente, segundo os investigadores.
As autoridades ucranianas partilharam as informações recolhidas com o Principado do Mónaco e mantêm a investigação em curso para apurar quem ordenou o atentado e quem mais poderá estar implicado. Os dois detidos aguardam os próximos passos processuais em prisão preventiva, enquanto a justiça ucraniana procura esclarecer não apenas a autoria material do homicídio, mas também a cadeia de comando que poderá ligar o crime de Kiev ao atentado na Côte d’Azur.
| Imprensa russa e CEI | −1.00 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.10 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
The Ukrainian state orchestrated the Monaco attack through its intelligence officers, and the retraction is a desperate attempt to hide its involvement.
By quoting a former Ukrainian opposition figure now aligned with Russia, the narrative gains credibility from an insider source, while generalizing the actions of individuals to the entire state apparatus.
The article omits the fact that the retraction was made in court and that the co-defendant is also a former SBU official, not necessarily acting on state orders. It also ignores the possibility of a personal motive or a rogue operation.
The court hears a retraction that shifts blame, and the political implications for Ukraine's leadership are unavoidable.
By reporting the retraction as a judicial fact and then noting the political pressure on Zelenskyy, the narrative connects a legal event to broader political consequences without explicitly accusing.
The article omits any mention of the victim's background or the possibility that the bombing suspect might have been an agent herself, focusing instead on the procedural twist.
The case takes a new turn as a confession is retracted, but the full story remains unclear.
By presenting the retraction as a 'twist' without analysis or context, the narrative maintains a tone of neutral curiosity, avoiding any judgment.
The article omits the identities and affiliations of the accused, as well as the political context of the bombing, leaving the reader with an incomplete picture.
Amplie o olhar
Trump esvazia comissão eleitoral bipartidária a meses das eleições intercalares
8 idiomas · 27 veículos
De Economy & MarketsSK Hynix capta US$ 26,5 mil milhões na Nasdaq e torna-se o maior IPO estrangeiro nos EUA
4 idiomas · 10 veículos
De TechnologyOpenAI lança agente de trabalho e novos modelos de IA após aval do governo dos EUA
8 idiomas · 15 veículos