
Mercados asiáticos recuperam após dados de emprego nos EUA arrefecerem temor de alta de juros
Relatório de criação de vagas abaixo do esperado reduz probabilidade de aperto monetário pelo Fed e impulsiona ações de tecnologia, com Seul a liderar ganhos.
A criação de 57 mil postos de trabalho nos Estados Unidos em junho, bem abaixo dos 100 mil esperados por economistas, alterou as expectativas para a política monetária norte-americana e desencadeou um movimento de recuperação nas bolsas asiáticas nesta sexta-feira. Os dados, divulgados na véspera, mostraram ainda revisões em baixa para os dois meses anteriores e uma queda na taxa de participação na força de trabalho para o nível mais baixo em mais de cinco anos, sinalizando um arrefecimento do mercado laboral. A probabilidade implícita de manutenção das taxas de juro pelo Federal Reserve na reunião de setembro subiu de 35,8% para 46,8%, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group, afastando o cenário de um aperto iminente que pressionava as avaliações de ativos de risco.
O índice Kospi, de Seul, liderou a recuperação regional ao fechar com alta de 5,8%, revertendo parte da queda de quase 8% da sessão anterior. As ações da Samsung Electronics e da SK Hynix, fabricantes de chips de memória, registaram ganhos expressivos, impulsionadas por compras de oportunidade após as fortes perdas recentes. Em Tóquio, o Nikkei 225 avançou 1,5%, com a Kioxia a subir mais de 9%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 1,3%. Observadores em Seul e Tóquio notam que a volatilidade nas empresas ligadas à inteligência artificial persiste, refletindo dúvidas sobre o retorno dos pesados investimentos em infraestrutura de IA, mas o alívio nas perspetivas de juros ofereceu um suporte temporário.
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 atingiu um máximo histórico durante a sessão, antes de estabilizar, com Frankfurt a prolongar ganhos. O dólar norte-americano recuou face ao iene e ao euro, enquanto o ouro, ativo sem rendimento que beneficia de taxas de juro mais baixas, aproximou-se dos 4.200 dólares por onça. Os preços do petróleo Brent registaram uma ligeira subida, mas permanecem pressionados por preocupações com a inflação global, agravada pelos custos de transporte marítimo decorrentes do encerramento do Estreito de Ormuz, no contexto do conflito com o Irão, conforme assinalado por analistas em Toronto.
Com os mercados norte-americanos encerrados devido ao feriado do Dia da Independência, a reação completa aos dados de emprego só será conhecida na próxima semana. O foco dos investidores vira-se agora para a reunião do Federal Reserve de setembro e para os próximos indicadores de inflação, que determinarão se a pausa nas subidas de juros se confirma ou se a pressão sobre os preços, alimentada pela energia e pelas disrupções nas cadeias de abastecimento, volta a dominar a narrativa.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Os mercados asiáticos recuperaram, impulsionados por um novo recorde do Dow e uma recuperação parcial das ações ligadas à IA, embora alguns papéis de tecnologia tenham continuado a cair. Os dados de emprego dos EUA aliviaram os receios de aumentos agressivos das taxas, dando suporte. O tom é cautelosamente otimista, com foco na interação entre o desempenho de Wall Street e o setor de tecnologia asiático.
Os mercados asiáticos estiveram agitados, mas encontraram suporte depois que um relatório de emprego dos EUA mais fraco do que o esperado reduziu as expectativas de novos aumentos de juros. O repique das ações de tecnologia castigadas trouxe algum alívio, mas o humor geral permanece cauteloso devido à volatilidade recente. A narrativa destaca o arrefecimento do mercado de trabalho como fator-chave para acalmar os nervos dos investidores.
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