
México vence Equador e põe fim a jejum de 40 anos em mata-matas do Mundial
Com dois gols no primeiro tempo, anfitrião mantém defesa invicta e avança às oitavas de final, onde enfrentará Inglaterra ou RD Congo.
O México garantiu a classificação para as oitavas de final do Mundial de 2026 ao derrotar o Equador por 2-0, na noite de terça-feira, no Estádio Azteca, na Cidade do México. A partida, válida pela rodada de 32 avos, começou com uma hora de atraso devido a uma tempestade com raios, mas os anfitriões não demoraram a impor o seu ritmo. Julián Quiñones abriu o marcador aos 22 minutos, após receber um passe longo de Roberto Alvarado, progredir pela esquerda e rematar cruzado para o ângulo. Nove minutos depois, Raúl Jiménez ampliou, tabelando com Quiñones e finalizando de primeira para o canto oposto. O Equador, que tivera a sua melhor oportunidade num remate de John Yeboah ao poste aos 17 minutos, não conseguiu reagir. Na segunda parte, o México geriu a vantagem com segurança, enquanto a expulsão de Piero Hincapié nos descontos, por tapar a boca ao falar com um adversário — uma das novas regras da FIFA —, selou a eliminação equatoriana.
A vitória representa um marco para o futebol mexicano. A seleção não vencia um jogo de eliminação direta em Copas do Mundo desde 1986, quando, também como anfitriã, superou a Bulgária nos oitavos de final. Desde então, acumulara sete eliminações consecutivas na primeira fase a eliminar (entre 1994 e 2018) e uma eliminação na fase de grupos em 2022. O triunfo mantém ainda a invencibilidade do México em dez jogos de Mundial no Azteca e prolonga uma série de quatro partidas sem sofrer golos nesta edição — feito apenas igualado pela França e, potencialmente, pela Argentina. O jovem Gilberto Mora, de 17 anos, tornou-se o segundo jogador mais novo a ser titular num jogo a eliminar, atrás de Pelé (1958), enquanto Jiménez, aos 35 anos, converteu-se no mexicano mais velho a marcar nessa fase.
A imprensa latino-americana destacou o contraste entre o desempenho seguro do México e a campanha irregular do Equador, que chegou aos 32 avos como um dos melhores terceiros colocados, após vencer a Alemanha, perder para a Costa do Marfim e empatar com Curaçau. Na Argentina, os relatos enfatizaram o anúncio da saída do técnico Sebastián Beccacece, que declarou não continuar no cargo. Veículos brasileiros, como Band e UOL, sublinharam a força do anfitrião e o ambiente no Azteca, enquanto analistas europeus e asiáticos realçaram o fim da longa maldição mexicana em mata-matas. A mídia africana, por sua vez, notou a atmosfera eletrizante e o peso da história no estádio que já recebeu finais em 1970 e 1986.
Com a classificação, o México enfrentará o vencedor do duelo entre Inglaterra e República Democrática do Congo, marcado para quarta-feira, em Atlanta. A partida das oitavas de final será novamente no Azteca, no domingo, e representará o último jogo do torneio em território mexicano — a partir dos quartos de final, todos os confrontos ocorrerão nos Estados Unidos. Um triunfo colocaria o México nas quartas de final, igualando as suas melhores campanhas em Copas, alcançadas precisamente nas duas edições em que foi anfitrião (1970 e 1986). Para o Equador, a eliminação encerra uma participação que, apesar da vitória surpreendente sobre a Alemanha, ficou aquém das expectativas geradas pelo segundo lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O México quebrou um jejum de quarenta anos ao vencer o Equador por 2 a 0 em um Azteca em festa. Os gols de Quiñones e Jiménez provocaram euforia nacional e renovaram a crença em uma campanha profunda no Mundial em casa. A vitória é tratada como uma redenção histórica para o El Tri, que volta a ganhar um jogo eliminatório desde 1986.
O anfitrião México venceu o Equador por 2 a 0 e avançou às oitavas de final. O equatoriano Hincapie recebeu cartão vermelho no fim da partida. O México agora enfrenta o vencedor de Inglaterra x RD Congo.
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