
EUA e Bósnia abrem os dezasseis-avos-de-final do Mundial 2026 em Santa Clara
Líder do Grupo D, os Estados Unidos recebem a Bósnia e Herzegovina, uma das melhores terceiras colocadas, num duelo inédito em fases oficiais que vale um lugar nos oitavos-de-final.
O desfecho da fase de grupos colocou frente a frente, na madrugada desta quinta-feira em Lisboa e às 21h em Brasília, dois percursos distintos no Levi’s Stadium, na Califórnia. Os Estados Unidos carimbaram o primeiro lugar do Grupo D com triunfos sobre o Paraguai (4-1) e a Austrália (2-0), antes de uma derrota por 3-2 frente à Turquia, já com a equipa reserva e a qualificação assegurada. A Bósnia e Herzegovina, por sua vez, avançou como uma das oito melhores terceiras, depois de empatar com o Canadá (1-1), ser goleada pela Suíça (4-1) e vencer o Qatar (3-1) na jornada decisiva.
A seleção norte-americana, orientada por Mauricio Pochettino, recupera para este jogo a sua espinha dorsal. Christian Pulisic, que regressou de lesão no segundo tempo do encontro com a Turquia, volta ao onze inicial ao lado de Weston McKennie, Tyler Adams e Folarin Balogun. A imprensa dos EUA sublinha que o descanso dado aos titulares na última ronda foi um luxo estratégico, e o otimismo em torno da equipa anfitriã é palpável: a maioria das projeções aponta para um triunfo curto, como o 1-0 adiantado por analistas britânicos, mas sem ignorar a capacidade de surpresa dos balcânicos.
Do lado bósnio, a experiência de Edin Džeko, de 40 anos, ancora uma equipa que regressa a uma eliminatória de um Mundial pela primeira vez desde 2014. Apesar do estatuto de underdog, a seleção europeia mostrou resiliência ao golear o Qatar quando a pressão era máxima. Observadores na Europa notam que a Bósnia joga sem o peso da favoritismo e pode explorar o contra-ataque com a dupla Džeko-Demirović, num cenário que a imprensa mexicana descreve como “uma das grandes surpresas do torneio” se conseguir eliminar um dos anfitriões.
No Brasil, o duelo terá transmissão em streaming pela CazéTV e pela Disney+, com a cobertura a destacar o regresso de Pulisic como fator de desequilíbrio. A análise tática que chega de São Paulo e do Rio de Janeiro sublinha a agressividade da pressão alta norte-americana e a disciplina defensiva bósnia como chaves do confronto. Em Portugal, o jogo será acompanhado de madrugada através da BBC One, e os comentadores lusos lembram que este é o primeiro encontro oficial entre as duas seleções — os únicos três duelos anteriores foram amigáveis, com duas vitórias dos EUA e um empate.
Quem avançar em Santa Clara viajará para Seattle, onde enfrentará o vencedor do Bélgica-Senegal nos oitavos-de-final. A perspetiva de um confronto com os belgas, terceiros classificados no Mundial de 2018, ou com os senegaleses, campeões africanos, acrescenta uma camada extra de exigência a um jogo que, para os norte-americanos, é visto como o primeiro grande teste a sério no seu próprio Mundial.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa latino-americana apresenta o jogo como uma encruzilhada para os EUA, favoritos mas sob pressão, contra uma Bósnia que aposta na defesa. A cobertura foca em detalhes técnicos: escalações, horários e como assistir. O tom é neutro e descritivo.
A mídia do Sudeste Asiático retrata a partida como um momento de grande audiência para o futebol americano, com até 30 milhões de espectadores esperados. Estrelas dos EUA dizem que uma vitória pode inflamar o esporte no país, enquanto o técnico descarta a maldição europeia. A narrativa mistura otimismo e urgência.
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