
Inglaterra enfrenta RD Congo com obrigação de convencer, enquanto EUA e Bélgica também entram em campo
Os ingleses, líderes do Grupo L, encaram a surpresa africana nos 16 avos de final, num dia que ainda terá Bélgica-Senegal e o anfitrião Estados Unidos diante da Bósnia.
O quarto dia da fase de 16 avos de final do Mundial de 2026 coloca frente a frente, em Atlanta, uma Inglaterra que ainda não dissipou as dúvidas e uma República Democrática do Congo que já fez história. Os Três Leões terminaram na primeira posição do Grupo L, com sete pontos, mas o desempenho irregular — vitória convincente sobre a Croácia (4-2), empate sem golos com o Gana e um triunfo por 2-0 diante do Panamá que custou a construir — alimentou o ceticismo da imprensa britânica. Na perspetiva de analistas em Londres, a equipa de Thomas Tuchel ainda não mostrou a regularidade necessária para quebrar um jejum de 60 anos sem títulos de relevo, apesar de contar com um Harry Kane que já soma três golos no torneio e se tornou o máximo goleador inglês em Mundiais, com 11 tentos.
Do outro lado, a seleção congolesa chega sem qualquer pressão, depois de ter superado a fase de grupos pela primeira vez na sua história. Oriundos de um grupo exigente, os Leopardos empataram 1-1 com Portugal, perderam por 1-0 com a Colômbia e garantiram a qualificação como um dos melhores terceiros ao vencer o Uzbequistão por 3-1. Observadores em Kinshasa e em várias capitais africanas sublinham o feito de uma equipa que já iguala o percurso de Zaire em 1974, mas agora com um plantel recheado de jogadores que atuam em Inglaterra — seis dos 26 convocados, como Aaron Wan-Bissaka, Axel Tuanzebe e Yoane Wissa, conhecem bem a Premier League. O treinador francês Sébastien Desabre assumiu que “a pressão está do lado da Inglaterra”, enquanto o seu homólogo Tuchel advertiu para as “margens estreitas” que têm marcado esta ronda, recordando as eliminações precoces de Alemanha e Países Baixos.
A jornada prossegue em Seattle com o duelo entre a Bélgica e o Senegal, um confronto que, na leitura de comentadores brasileiros, opõe uma geração belga em fim de ciclo a uma equipa africana que renasceu das cinzas. Os Diabos Vermelhos, líderes do Grupo G, somaram dois empates (Egito e Irão) antes de golear a Nova Zelândia por 5-1, mas a irregularidade ofensiva, sobretudo de Kevin De Bruyne, gera apreensão. Já o Senegal, terceiro classificado do Grupo I, perdeu com França e Noruega e só carimbou o apuramento com um 5-0 ao Iraque, num jogo em que Ismaila Sarr se tornou o maior goleador senegalês em Copas, com quatro golos. O selecionador Pape Thiaw destacou o papel de Sadio Mané como “líder técnico”, apesar de o avançado ainda não ter marcado.
O encerramento do dia fica a cargo do anfitrião Estados Unidos, que recebe a Bósnia-Herzegovina em Santa Clara. A equipa de Mauricio Pochettino liderou o Grupo D com duas vitórias e uma derrota frente à Turquia, e conta com o regresso de Christian Pulisic para tentar alcançar a primeira vitória em eliminatórias desde 2002. A Bósnia, que afastou a Itália no playoff de qualificação, chega como terceira do Grupo B e aposta na experiência de Edin Dzeko para travar o ímpeto norte-americano. O vencedor deste jogo encontrará nos oitavos de final o sobrevivente do Bélgica-Senegal, enquanto o vencedor do Inglaterra-RD Congo terá pela frente o México, que eliminou o Equador.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A fase eliminatória prossegue com Inglaterra x RD Congo, jogo que pode definir o adversário do Brasil nas quartas. Os congoleses são a surpresa do torneio, mas os ingleses são favoritos. O interesse latino-americano está sobretudo no possível confronto com a Seleção.
Hoje a Inglaterra enfrenta a revelação Congo, enquanto Marrocos já eliminou surpreendentemente os Países Baixos. A Copa do Mundo está a mostrar que nenhum favorito pode sentir-se seguro. O foco está em possíveis novas surpresas das equipas africanas contra os gigantes europeus.
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