
Koeman demite-se da seleção holandesa após eliminação nos penáltis com Marrocos
Menos de 24 horas depois da derrota nos dezasseis-avos-de-final do Mundial 2026, o treinador assumiu a responsabilidade e citou a saúde da mulher como razão para se afastar.
Ronald Koeman anunciou a demissão do cargo de selecionador dos Países Baixos na madrugada de quarta-feira, poucas horas depois de a equipa ser eliminada do Mundial 2026 por Marrocos, no desempate por penáltis (3-2), após um empate 1-1 no tempo regulamentar e no prolongamento. A decisão, comunicada através da rede social Instagram, encerra a segunda passagem do técnico de 63 anos pela seleção laranja e, segundo as suas próprias palavras, pode representar o fim da carreira no futebol.
O jogo em Monterrey, no México, perante 51.243 espectadores, ficou marcado pelo golo de Cody Gakpo aos 72 minutos, que colocou os neerlandeses em vantagem, e pelo empate de Issa Diop já no primeiro minuto dos descontos. Nas grandes penalidades, Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville falharam para os Países Baixos, enquanto Marrocos converteu três remates, garantindo a passagem aos oitavos de final. A imprensa holandesa criticou de forma contundente a opção tática de Koeman, que alinhou com cinco defesas e cedeu a posse de bola (30%), acusando-o de trair a tradição ofensiva da Laranja Mecânica.
A campanha nos grupos já revelara fragilidades: um empate a duas bolas com o Japão, seguido de vitórias expressivas sobre a Suécia (5-1) e a Tunísia (3-1) garantiram o primeiro lugar do Grupo F, mas o desempenho irregular gerou desconfiança. Na perspetiva de Lisboa, analistas sublinham o contraste entre a solidez defensiva que Koeman procurou impor e a falta de criatividade no ataque, um problema que se agravou nos momentos decisivos. No Brasil, comentadores notaram que a eliminação sem derrota no tempo regulamentar repete um padrão das últimas participações neerlandesas em Mundiais, mas desta vez a queda foi mais precoce.
Koeman justificou a saída com um sentido de responsabilidade pelo fracasso desportivo — “ninguém está mais desapontado do que eu” — e revelou que a luta da mulher, Bartina, contra um cancro da mama o fez reavaliar prioridades. “O futebol foi a minha vida, mas a saúde não tem preço”, escreveu. O diretor técnico da federação, Nigel de Jong, classificou a campanha como “dececionante” e admitiu que o objetivo das meias-finais ficou muito aquém. A federação condenou ainda os insultos racistas dirigidos nas redes sociais aos jogadores que falharam os penáltis.
Com a saída de Koeman, os Países Baixos iniciam a procura de um novo selecionador, enquanto Marrocos se prepara para defrontar o Canadá nos oitavos de final. A eliminação holandesa e a demissão do treinador reabrem o debate sobre o modelo de jogo da seleção, que não vence uma seleção do top 25 do ranking da FIFA desde que Koeman reassumiu o cargo, em janeiro de 2023.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Após a eliminação dos Países Baixos pelo Marrocos nos pênaltis, o técnico Ronald Koeman anunciou sua renúncia assumindo total responsabilidade. Os holandeses eram apontados como favoritos mas ficaram pelo caminho, enquanto o Marrocos celebrava um avanço histórico.
Após uma desastrosa derrota nos pênaltis para o Marrocos, Ronald Koeman deixou o comando dos Países Baixos classificando a campanha na Copa como um fiasco. A eliminação nas oitavas de final é vista como um fracasso profundo para a Laranja.
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