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O último disco: Sony decreta o fim dos jogos físicos na PlayStation em 2028

A partir de janeiro de 2028, todos os novos títulos da consola serão distribuídos exclusivamente em formato digital, encerrando três décadas de suportes físicos e acendendo o debate sobre preservação e propriedade.

Na manhã de quarta-feira, a cadeia espanhola de videojogos GAME publicou um comunicado que soou a manifesto. Nele, defendia o direito dos jogadores a emprestar, vender, colecionar e escolher onde comprar um título, alertando para o risco de um mercado sem alternativas. A declaração não surgiu do nada: reagia ao anúncio oficial da Sony de que, a partir de janeiro de 2028, deixará de produzir discos físicos para todos os novos jogos da PlayStation. A partir dessa data, as novidades chegarão apenas através da loja digital PlayStation Store ou, nas prateleiras, sob a forma de códigos de descarregamento dentro de caixas vazias.

A decisão, comunicada por Sid Shuman, diretor sénior de comunicação de conteúdos da Sony Interactive Entertainment, foi apresentada como uma “evolução natural” para acompanhar as tendências de consumo. Os números divulgados pela empresa mostram que, no último ano fiscal, cerca de 80% das vendas de jogos completos para PlayStation 4 e PlayStation 5 foram feitas por via digital. A fatia do formato físico encolheu para apenas 3% da receita de software em 2024, segundo o relatório corporativo de 2025. A Sony sublinhou que a medida não afetará os títulos já lançados ou com lançamento previsto em disco antes do prazo, mas a mensagem era clara: o Blu-ray, que em 1994 ajudou a marca a destronar os cartuchos da Nintendo, está a caminho de se tornar peça de museu.

O anúncio surge num momento de viragem mais amplo. Dias antes, a Rockstar Games confirmara que a edição física de Grand Theft Auto VI, um dos lançamentos mais aguardados da década, conterá apenas um código de descarregamento, sem disco. A polémica reacendeu o debate sobre a propriedade dos jogos e o mercado de usados, que desaparece quando o suporte é imaterial. Em paralelo, a Sony revelou o encerramento progressivo da PlayStation Store nas consolas PlayStation 3 e PlayStation Vita, começando em agosto de 2026 no México, Honduras e Nicarágua, e alastrando ao resto do mundo até julho de 2027. Os utilizadores poderão voltar a descarregar títulos já adquiridos, mas deixarão de poder comprar novos conteúdos para aquelas plataformas.

As reações dividem-se por geografias e gerações. Em Espanha, a GAME e a distribuidora Meridiem Games manifestaram publicamente o seu desacordo, sublinhando o valor da escolha do consumidor. No Brasil, colecionadores e pequenos retalhistas receiam o impacto no mercado de usados e na preservação de títulos que, sem versão física, ficam reféns da disponibilidade nas lojas digitais. Em Londres, o analista Piers Harding-Rolls, da Ampere Analysis, classificou o momento como um “divisor de águas” e antecipou que a futura PlayStation 6, ainda sem data, deverá ser lançada sem leitor de discos na versão de base. Nos Estados Unidos, Mat Piscatella, da Circana, recordou que o gasto com jogos físicos novos caiu para 1,5 mil milhões de dólares em 2025, o valor mais baixo desde 1995, contra um pico de 11,6 mil milhões em 2008.

Enquanto as fábricas de Blu-ray da Sony se preparam para o silêncio, os discos que já existem ganham uma nova aura. Tornam-se objetos finitos, com valor de coleção a subir em flecha nos mercados de usados e leilões online. A imagem que fica é a de uma prateleira que, em poucos anos, deixará de receber novidades com capa e lombada, guardando apenas as relíquias de uma era em que possuir um jogo significava segurar um objeto. O futuro, agora, cabe num código.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa latino-americanaImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa latino-americana/ Mercado
AlarmeIndignaçãoVitimismo

O plano drástico da Sony para 2028 matará a troca de jogos físicos e dará controle absoluto ao mercado digital. Os discos existentes se tornarão itens de colecionador de valor inestimável. É o fim de uma era e o início de uma transição forçada para um ecossistema fechado.

Imprensa atlântica / anglosfera
CeticismoPragmatismoDistanciamento

Sony está abandonando os discos físicos até 2028, um movimento controverso que marca o fim da era da mídia física. A empresa cita tendências de consumo, mas a decisão gera ceticismo sobre a perda da propriedade e revenda de jogos. É uma adaptação pragmática que beneficia sua própria loja digital.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

O último disco: Sony decreta o fim dos jogos físicos na PlayStation em 2028

A partir de janeiro de 2028, todos os novos títulos da consola serão distribuídos exclusivamente em formato digital, encerrando três décadas de suportes físicos e acendendo o debate sobre preservação e propriedade.

Na manhã de quarta-feira, a cadeia espanhola de videojogos GAME publicou um comunicado que soou a manifesto. Nele, defendia o direito dos jogadores a emprestar, vender, colecionar e escolher onde comprar um título, alertando para o risco de um mercado sem alternativas. A declaração não surgiu do nada: reagia ao anúncio oficial da Sony de que, a partir de janeiro de 2028, deixará de produzir discos físicos para todos os novos jogos da PlayStation. A partir dessa data, as novidades chegarão apenas através da loja digital PlayStation Store ou, nas prateleiras, sob a forma de códigos de descarregamento dentro de caixas vazias.

A decisão, comunicada por Sid Shuman, diretor sénior de comunicação de conteúdos da Sony Interactive Entertainment, foi apresentada como uma “evolução natural” para acompanhar as tendências de consumo. Os números divulgados pela empresa mostram que, no último ano fiscal, cerca de 80% das vendas de jogos completos para PlayStation 4 e PlayStation 5 foram feitas por via digital. A fatia do formato físico encolheu para apenas 3% da receita de software em 2024, segundo o relatório corporativo de 2025. A Sony sublinhou que a medida não afetará os títulos já lançados ou com lançamento previsto em disco antes do prazo, mas a mensagem era clara: o Blu-ray, que em 1994 ajudou a marca a destronar os cartuchos da Nintendo, está a caminho de se tornar peça de museu.

O anúncio surge num momento de viragem mais amplo. Dias antes, a Rockstar Games confirmara que a edição física de Grand Theft Auto VI, um dos lançamentos mais aguardados da década, conterá apenas um código de descarregamento, sem disco. A polémica reacendeu o debate sobre a propriedade dos jogos e o mercado de usados, que desaparece quando o suporte é imaterial. Em paralelo, a Sony revelou o encerramento progressivo da PlayStation Store nas consolas PlayStation 3 e PlayStation Vita, começando em agosto de 2026 no México, Honduras e Nicarágua, e alastrando ao resto do mundo até julho de 2027. Os utilizadores poderão voltar a descarregar títulos já adquiridos, mas deixarão de poder comprar novos conteúdos para aquelas plataformas.

As reações dividem-se por geografias e gerações. Em Espanha, a GAME e a distribuidora Meridiem Games manifestaram publicamente o seu desacordo, sublinhando o valor da escolha do consumidor. No Brasil, colecionadores e pequenos retalhistas receiam o impacto no mercado de usados e na preservação de títulos que, sem versão física, ficam reféns da disponibilidade nas lojas digitais. Em Londres, o analista Piers Harding-Rolls, da Ampere Analysis, classificou o momento como um “divisor de águas” e antecipou que a futura PlayStation 6, ainda sem data, deverá ser lançada sem leitor de discos na versão de base. Nos Estados Unidos, Mat Piscatella, da Circana, recordou que o gasto com jogos físicos novos caiu para 1,5 mil milhões de dólares em 2025, o valor mais baixo desde 1995, contra um pico de 11,6 mil milhões em 2008.

Enquanto as fábricas de Blu-ray da Sony se preparam para o silêncio, os discos que já existem ganham uma nova aura. Tornam-se objetos finitos, com valor de coleção a subir em flecha nos mercados de usados e leilões online. A imagem que fica é a de uma prateleira que, em poucos anos, deixará de receber novidades com capa e lombada, guardando apenas as relíquias de uma era em que possuir um jogo significava segurar um objeto. O futuro, agora, cabe num código.

Divergência das fontes

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44%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa latino-americana/ Mercado
AlarmeIndignaçãoVitimismo

O plano drástico da Sony para 2028 matará a troca de jogos físicos e dará controle absoluto ao mercado digital. Os discos existentes se tornarão itens de colecionador de valor inestimável. É o fim de uma era e o início de uma transição forçada para um ecossistema fechado.

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CeticismoPragmatismoDistanciamento

Sony está abandonando os discos físicos até 2028, um movimento controverso que marca o fim da era da mídia física. A empresa cita tendências de consumo, mas a decisão gera ceticismo sobre a perda da propriedade e revenda de jogos. É uma adaptação pragmática que beneficia sua própria loja digital.

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