
OMS encerra alerta de hantavírus em cruzeiro, mas mantém investigação sobre origem e vacinas
Após 42 dias de quarentena do último contacto, a Organização Mundial da Saúde considera extinto o foco do vírus Andes a bordo do MV Hondius, que causou 13 casos e três mortes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou esta quinta-feira o fim do surto de hantavírus associado ao navio de cruzeiro MV Hondius, depois de o último contacto ter completado o período de quarentena, testado negativo e regressado a casa. Desde 25 de maio não foram notificados novos casos, encerrando um episódio que mobilizou autoridades de saúde em 33 países e territórios. No total, registaram-se 13 infeções (12 confirmadas e uma provável) e três mortes entre passageiros e tripulantes do navio de bandeira neerlandesa, que partira de Ushuaia, Argentina, a 1 de abril.
O agente envolvido foi o vírus Andes, a única estirpe de hantavírus com capacidade conhecida de transmissão entre humanos, o que justificou o alerta internacional. A origem do foco permanece por esclarecer: a hipótese inicial de contágio a partir de roedores em zonas endémicas da Argentina foi posta em causa depois de uma investigação numa segunda província argentina não ter encontrado animais portadores do vírus. O hantavírus, transmitido sobretudo por roedores, não dispõe de vacinas nem de tratamentos específicos.
A OMS coordenou a identificação e o seguimento de mais de 650 contactos em 33 países. Em Portugal e no Brasil, as autoridades de saúde acompanharam a situação sem registo de casos importados, enquanto na África lusófona não foram reportadas infeções. A organização anunciou ainda a coordenação de um estudo multinacional com a participação de 21 países para compreender a evolução da doença, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de diagnósticos, terapêuticas e vacinas para futuros surtos.
Embora o episódio do Hondius esteja encerrado, a chefe de epidemias de alto impacto da OMS, Diana Rojas Álvarez, sublinhou que o vírus Andes e outros hantavírus continuam a representar uma ameaça de saúde pública na América do Sul e noutras regiões endémicas. A OMS espera que este surto incentive os Estados-membros a concluir, ainda este mês, a parte pendente do Acordo sobre Pandemias, para que o instrumento se torne operacional. O próximo marco será a evolução desse processo negocial e os resultados preliminares do estudo internacional sobre a patogénese do hantavírus.
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| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
The WHO closes the emergency, but experts' work is just beginning.
The report emphasizes the official declaration of the end of the outbreak and the number of contacts traced, conveying a sense of control and competence, while hinting at future lessons to avoid alarm.
The article does not mention any criticism of the cruise line or health authorities, nor does it discuss the economic impact on the cruise industry.
India prioritizes local news, relegating the epidemic to a non-event.
By omitting the story, the bloc implicitly signals that the outbreak is not relevant to its audience, reinforcing a domestic news agenda.
The bloc leaves out any acknowledgment of the global health risk, which could be seen as downplaying the severity.
Latin America chooses not to cover the epidemic, focusing on football and crime news.
The omission of the outbreak story, while covering other international events like the World Cup, suggests a prioritization of topics with direct regional resonance.
The bloc leaves out the global health story, potentially underestimating its significance for travelers and public health.
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