
Brasil cai diante da Noruega e iguala maior jejum de títulos em Copas
Eliminação nas oitavas de final, com derrota por 2-1, repete pior campanha desde 1990 e projeta ciclo de reconstrução sob Ancelotti.
O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de 2026 neste domingo (5), ao perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Erling Haaland marcou os dois gols noruegueses, aos 34 e 44 minutos do segundo tempo, enquanto Neymar descontou de pênalti nos acréscimos. A derrota repete a pior campanha brasileira desde 1990, quando a seleção também caiu nas oitavas, diante da Argentina, e iguala o maior intervalo sem títulos mundiais da história do país: 28 anos, mesmo período entre 1930 e 1958. A Noruega, que jamais havia vencido o Brasil em cinco confrontos anteriores, avança para enfrentar o vencedor de México e Inglaterra nas quartas de final, em Miami.
A partida foi marcada pelo pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães aos 13 minutos do primeiro tempo, defendido pelo goleiro Ørjan Nyland. A escolha do cobrador, segundo o técnico Carlo Ancelotti e o atacante Vinícius Júnior, foi definida antes do jogo com base em estatísticas de aproveitamento nos treinos e partidas da seleção. Ancelotti detalhou que Neymar, Raphinha e Igor Thiago estavam à frente de Guimarães na lista, mas nenhum deles era titular. Vinícius Júnior afirmou que 'nunca fugiu da responsabilidade' e que a decisão coube à comissão técnica. O volante pediu desculpas à torcida, enquanto Ancelotti justificou a postura mais recuada do Brasil pelo risco de pressionar alto diante da velocidade de Haaland e da movimentação de Martin Ødegaard. A Noruega terminou com 66% de posse de bola e quase o dobro de passes trocados.
Na entrevista coletiva, Ancelotti, que renovou contrato até 2030, afirmou que a eliminação 'não é o fim, mas o início de um novo ciclo' e que a derrota deve servir de 'combustível' para a reconstrução. O treinador italiano reconheceu a necessidade de renovação, sobretudo no meio-campo, e a busca por jovens talentos. Neymar, por sua vez, anunciou a despedida da seleção, conforme declarações recolhidas pela imprensa internacional. Em Brasília, a Confederação Brasileira de Futebol ainda não se pronunciou oficialmente, mas a federação australiana já confirmou dois amistosos contra o Brasil em setembro, nas cidades de Townsville e Brisbane. Na imprensa europeia, o resultado foi descrito como um reflexo da eficácia norueguesa e da dificuldade brasileira em converter o controle em gols.
Com a eliminação, o Brasil amplia para seis o número de quedas consecutivas em mata-matas de Copas diante de seleções europeias — França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018), Croácia (2022) e Noruega (2026). O próximo compromisso da seleção será a série de amistosos na Austrália, enquanto a Noruega se prepara para o duelo das quartas de final, mantendo a escrita de nunca ter perdido para os brasileiros em confrontos oficiais.
| Imprensa latino-americana | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa africana subsaariana | +0.20 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | +0.10 | neutral |
O Brasil lamenta a eliminação precoce e questiona se Ancelotti é o homem certo para o novo ciclo.
Ao destacar o pênalti perdido e as substituições questionáveis, a cobertura cria uma narrativa de oportunidade perdida, sugerindo que o resultado poderia ter sido diferente.
A África vê na resiliência de Ancelotti um exemplo de liderança, sem julgar o desempenho.
Ao focar exclusivamente nas declarações de Ancelotti sobre o futuro e evitar críticas, a cobertura normaliza a derrota como parte de um processo.
A cobertura africana omite o pênalti perdido de Bruno Guimarães e as questões táticas levantadas pela mídia brasileira.
O Sudeste Asiático reproduz a mensagem de Ancelotti como um dado, sem questionar.
Ao repetir as frases de Ancelotti sem contexto adicional, a cobertura apresenta a versão oficial como a única interpretação.
A cobertura do Sudeste Asiático omite qualquer análise crítica do desempenho do Brasil ou das decisões de Ancelotti.
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