
FIFA analisa regresso da Rússia após COI suspender sanções olímpicas
Decisão do Comité Olímpico Internacional reabre caminho para seleções russas, mas federação europeia mantém reservas enquanto se aproxima o Mundial sub-15 no Azerbaijão.
O bloqueio que mantinha as seleções russas afastadas dos grandes palcos do futebol desde fevereiro de 2022 começa a ceder. Na terça-feira, o Comité Olímpico Internacional (COI) suspendeu temporariamente o afastamento do Comité Olímpico Russo e revogou as recomendações que instavam as federações internacionais a limitar a participação de atletas do país. Horas depois, a FIFA confirmou que vai analisar a decisão antes de definir os próximos passos, em coordenação com as partes interessadas. O anúncio reacende a possibilidade de um regresso que, para o futebol russo, se arrasta há três anos entre amigáveis discretos e uma posição inalterada no ranking mundial — o 35.º lugar na variante masculina, o 27.º na feminina.
A exclusão original, aplicada em conjunto pela FIFA e pela UEFA, foi justificada não pela guerra em si, mas por preocupações de segurança, integridade competitiva e regularidade dos calendários. Desde então, a Rússia só disputou jogos particulares, enquanto a União de Futebol da Rússia (RFS) batia à porta das confederações. A federação russa recusou a hipótese de migrar para a Confederação Asiática e manteve o foco no regresso à Europa, apesar da firme oposição de várias associações nacionais. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, já defendera em fevereiro que a organização “tem de o fazer”, considerando que a proibição apenas gerou “mais frustração e ódio”.
A via europeia, contudo, permanece bloqueada pelo discurso do presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, que condiciona qualquer readmissão ao fim das hostilidades na Ucrânia. Ainda assim, a UEFA tentou suavizar as restrições para as seleções jovens, esbarrando em críticas e limitações logísticas. O primeiro sinal prático de abertura surge agora com o convite a todas as federações, incluindo Rússia e Bielorrússia, para o Campeonato do Mundo de sub-15, que decorre em outubro no Azerbaijão. A condição imposta pelo COI é que cada atleta russo se submeta a múltiplos controlos antidoping antes de competir.
Em Moscovo, o ministro do Desporto, Mikhail Degtiariov, classificou a decisão do COI como um acelerador do regresso às arenas internacionais, enquanto a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, a saudou como “vitória do bom senso”. Na Ucrânia, a medida foi recebida com incompreensão e duras críticas. O próximo capítulo escreve-se nos relvados de Baku: o torneio juvenil servirá de teste à viabilidade desportiva e política de uma reintegração mais ampla, com os olhos postos na qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.50 | critical |
| Imprensa russa e CEI | +0.60 | aligned |
FIFA proceeds with institutional caution, without taking sides.
The bloc neutralizes the moral dimension by turning the decision into a bureaucratic routine.
The bloc omits explicit reference to Russia's invasion of Ukraine, using the euphemism 'war-related sanctions'.
The war in Ukraine is the inescapable backdrop; any discussion of Russia's return must first acknowledge the aggression.
The bloc anchors the news in the moral context of the invasion, making the lifting of sanctions appear premature or unjustified.
Russia's exclusion was unjust; the IOC's decision is a step toward correcting that wrong.
The bloc frames the IOC decision as a restoration of rights, omitting the war context to present the lifting as a natural and fair process.
The bloc omits any mention of the war in Ukraine or the reasons for the original sanctions, framing the IOC decision as a purely administrative correction.
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