
Bélgica goleia EUA e provoca Trump após escândalo de interferência política na Copa
Com autoridade em campo e ironia fora dele, os belgas eliminaram os anfitriões por 4 a 1 e transformaram a dança do presidente americano em símbolo da vitória, enquanto a FIFA enfrenta pressão global por ceder a telefonema da Casa Branca.
A Bélgica encerrou de forma contundente a campanha dos Estados Unidos no Mundial de 2026. No Lumen Field, em Seattle, a seleção europeia venceu por 4 a 1, com Charles De Ketelaere a marcar dois golos nos primeiros 33 minutos. Malik Tillman ainda empatou aos 31, mas a reação americana durou apenas dois minutos: De Ketelaere voltou a colocar a Bélgica em vantagem. Na segunda parte, um erro do guarda-redes Matt Freese permitiu o 3-1 a Hans Vanaken, e Romelu Lukaku fechou o resultado já no período de descontos. A derrota confirmou a eliminação de todos os três anfitriões — Canadá, México e EUA — ainda nos oitavos de final.
O jogo, porém, ficou marcado por uma polémica extra-campo sem precedentes. O avançado americano Folarin Balogun fora expulso no jogo anterior, contra a Bósnia, mas a FIFA suspendeu o castigo automático depois de o presidente Donald Trump telefonar a Gianni Infantino. Trump descreveu a decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus como “suspeita” e pediu uma revisão. A federação belga recorreu, sem sucesso, e o Comité Disciplinar da FIFA manteve a suspensão da pena, aplicando um período probatório de um ano. A UEFA condenou a medida como “inédita, incompreensível e injustificável”, e o Parlamento Europeu começou a recolher assinaturas para investigar Infantino por eventual quebra de neutralidade política.
Dentro e fora do relvado, a Bélgica respondeu com ironia. Após o quarto golo, os jogadores imitaram a dança característica de Trump ao som de “Y.M.C.A.”, gesto repetido no balneário. A conta oficial da seleção belga publicou uma fotografia com a legenda “Overturn this” (“Anula isto”), numa provocação direta à intervenção presidencial. O guarda-redes Thibaut Courtois afirmou que a equipa “castigou o desrespeito” demonstrado pelos americanos, enquanto o médio Nicolas Raskin declarou que “há sempre justiça em algum lugar”. O treinador dos EUA, Mauricio Pochettino, lamentou que se tivesse misturado política com desporto, mas admitiu que a sua equipa não esteve à altura.
A controvérsia gerou reações em cadeia. Na Europa, antigos nomes do futebol como Jürgen Klopp e Gary Lineker criticaram a interferência política, e o ex-presidente da Federação Inglesa, David Bernstein, pediu a demissão de Infantino. Em Brasília, a imprensa brasileira destacou o facto de o árbitro Raphael Claus ter sido alvo das críticas de Trump, enquanto a FIFA emitiu um comunicado a defender a integridade do juiz. Nos Estados Unidos, a eliminação foi recebida com desilusão e autocrítica: a federação publicou uma carta aos adeptos em inglês e espanhol, reconhecendo a necessidade de reformar o sistema de formação de jovens jogadores.
Com a vitória, a Bélgica avança para os quartos de final, onde enfrentará a Espanha em Los Angeles. O duelo europeu, marcado para sexta-feira, coloca frente a frente duas seleções que chegam com percursos distintos, mas com a mesma ambição de chegar às meias-finais de um Mundial que, dentro e fora de campo, já entrou para a história pela politização das suas decisões.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa iraniana e afins | −0.70 | critical |
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
The United States acknowledge their sporting and political failure, blaming Trump and the development system.
The narrative relies on evidence of poor performance and admission of fault by the federation, making the criticism authoritative.
Iran denounces the corruption of FIFA and Trump, presenting the defeat as deserved punishment.
It uses the language of morality and sporting justice to turn a football event into a political judgment.
Russia observes the diplomatic consequences with detachment, emphasizing the Belgian PM's courtesy.
It reduces the scope of the controversy by emphasizing diplomatic behavior, normalizing the event.
The Russian press omits the widespread mockery of Trump and the calls for investigation into Infantino, focusing only on diplomatic courtesy.
Latin America celebrates the sporting and political revenge, ridiculing Trump and his interference.
It uses irony and mockery to delegitimize Trump's intervention, presenting the victory as just punishment.
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