
Terceira onda de calor atinge a Europa com temperaturas acima dos 40°C e alerta de semanas letais
OMS adverte para risco de novas mortes, enquanto Itália regista danos em ecossistemas e cidades impõem restrições a trabalhadores ao ar livre.
Uma nova e intensa onda de calor, a terceira do ano, começou a atingir a Europa nesta quarta-feira, com temperaturas que podem superar os 40°C em várias regiões. Em Itália, o Ministério da Saúde emitiu alerta laranja (nível 2 de risco) para dez cidades, incluindo Milão, Turim, Veneza e Bolonha, com máximas previstas de 39°C no Vale do Pó e de 42°C na Sardenha até ao fim de semana. Na Península Ibérica, a agência meteorológica espanhola Aemet reportou que os termómetros já alcançaram 44°C em Aragão, Catalunha e Valência, enquanto Portugal e o sul de Espanha se preparam para máximas de 43°C nos próximos dias.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que a Europa poderá enfrentar “semanas letais” e instou os países a reforçarem os planos de resposta sanitária. O diretor regional, Hans Kluge, sublinhou que menos de metade dos Estados-Membros dispõe de planos nacionais de ação contra o calor. A vaga de calor do final de junho, considerada a mais severa de que há registo, causou cerca de 3.700 mortes em excesso em França, Países Baixos e Bélgica, segundo balanços provisórios das autoridades de saúde. Em Espanha, pelo menos 1.028 pessoas morreram devido ao calor extremo no mesmo período, e em França registaram-se mais de mil óbitos adicionais desde 24 de junho, incluindo quatro crianças pequenas.
Os efeitos estendem-se aos ecossistemas. Em Itália, a Confcooperative Agroalimentare e Pesca reportou a morte súbita de mil quintais de mexilhões DOP em Scardovari, no Vêneto, e o desaparecimento de até 90% das amêijoas em Goro, com a temperatura da água a atingir 32°C. A associação ambientalista Legambiente alertou que os grandes lagos do norte italiano — Maggiore, Como e Iseo — estão em níveis críticos de enchimento (entre 35% e 41%) e com temperaturas superficiais acima da média histórica, enquanto o Lago Trasimeno, no centro do país, perdeu 169 centímetros, limitando a navegação. Em Milão, a autarquia emitiu uma ordem para suspender ou reduzir as entregas de estafetas entre as 12h30 e as 16h, em vigor até 23 de setembro.
Do ponto de vista científico, um estudo da rede World Weather Attribution concluiu que a atual vaga de calor não teria sido possível sem as alterações climáticas induzidas pela atividade humana, excluindo causas naturais. O Mediterrâneo atingiu no final de junho valores de temperatura superficial sem precedentes para a época, com anomalias de até 2,6°C acima da média, segundo a Aemet. Em Argel, os serviços meteorológicos emitiram um boletim especial para uma vaga de calor excecional nas wilayas do norte, com máximas superiores a 38°C, acompanhada de ventos fortes e tempestades de areia no sul do país. As previsões indicam que o calor persistirá pelo menos até ao dia 20 de julho, com uma breve pausa apenas no início da próxima semana.
| Imprensa europeia continental | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | 0.00 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
A Europa sofre uma terceira onda de calor com temperaturas recorde e noites tropicais, enquanto a OMS alerta para semanas mortais. As cidades italianas mobilizam-se com ordenanças para proteger os mais vulneráveis.
Ao detalhar as temperaturas locais e as medidas concretas, cria-se um senso de urgência e realidade imediata, tornando a crise tangível.
A OMS adverte a Europa de uma nova onda de calor mortal e enfatiza a importância dos planos de saúde. Espanha ativa o alerta máximo em três regiões.
Ao citar a autoridade da OMS e comparar a preparação dos países, estabelece-se um ponto de vista externo e normativo, sugerindo que a prevenção é a chave.
A OMS relata uma nova onda de calor extremo se formando sobre o Atlântico e insta os países europeus a fortalecerem os planos de saúde. A notícia é divulgada pela agência emiradense WAM.
Ao relatar fielmente o comunicado da OMS sem adicionar contexto local, mantém-se uma posição de observador distante, transmitindo a informação sem interpretação.
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