
Onda de furtos atinge igrejas no Brasil e no México e sinagoga em Israel
Autoridades investigam roubos de botijões de gás, esculturas de bronze e doações de caridade em templos de três países, com um detido na Cidade do México.
Três locais de culto em diferentes continentes foram alvo de furtos nas últimas horas, resultando em prejuízos materiais e simbólicos. Em Belo Horizonte, um homem invadiu uma paróquia e levou botijões de gás; na Cidade do México, esculturas e placas de bronze foram subtraídas de uma igreja; e em Hod HaSharon, Israel, uma sinagoga teve a caixa de caridade arrombada. As ocorrências mobilizaram forças policiais e reacenderam o debate sobre a segurança de espaços religiosos.
Na capital mineira, a Polícia Militar identificou o suspeito Anderson Túlio Martins do Nascimento, de 36 anos, como o autor da invasão à Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia na madrugada de terça-feira (7/7). Câmeras de segurança registraram a ação, mas as imagens não foram divulgadas oficialmente. Ao tentar cumprir a abordagem, os agentes encontraram barricadas com madeira, pregos e arames no endereço do suspeito, montadas para dificultar a prisão. Até o fecho desta edição, ele não havia sido localizado.
No México, a Paróquia de San Cosme e Damián, na alcaldía Cuauhtémoc, sofreu o furto de duas esculturas de anjos em bronze, uma réplica de obra de Remedios Varo e três placas comemorativas — uma delas em homenagem a mães de desaparecidos. O padre José de Jesús Aguilar divulgou vídeos que mostram um indivíduo a saltar a grade e a arrastar as peças. A Secretaria de Segurança Cidadã deteve um homem de 26 anos que correspondia às características dos suspeitos; com ele foram apreendidas 19 doses de erva com características de marijuana. As investigações prosseguem para localizar os cúmplices e recuperar os objetos, cujo valor estimado supera 150 mil pesos mexicanos.
Em Israel, um homem de cerca de 40 anos, residente em Kfar Saba, foi preso em flagrante após arrombar uma sinagoga em Hod HaSharon, partir a caixa de doações e levar o dinheiro destinado a necessitados. A polícia local informou que o suspeito causou danos significativos ao património e foi localizado nas imediações do templo. A unidade de acusações do distrito Central apresentou denúncia formal, sublinhando a gravidade de crimes contra lugares de oração. Não há, até ao momento, indícios de ligação entre os três episódios, mas analistas de segurança na América Latina e no Médio Oriente observam que a vulnerabilidade de edifícios religiosos, muitas vezes com vigilância reduzida durante a noite, continua a ser um desafio para as comunidades.
| Imprensa latino-americana | −0.40 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa israelense | −0.30 | critical |
As comunidades religiosas latino-americanas denunciam a onda de furtos como um ataque à fé e ao patrimônio cultural.
Ao enfatizar o valor simbólico e artístico dos objetos roubados, cria-se um senso de perda coletiva que mobiliza a indignação.
Não menciona o furto em uma sinagoga em Israel, que também faz parte da mesma onda de saques.
A polícia israelense e a comunidade judaica condenam o sacrilégio e enfatizam a eficácia das forças de segurança.
Ao relatar a rápida prisão e a acusação, projeta-se uma imagem de controle e dissuasão.
Não faz referência aos furtos na América Latina, isolando o episódio como um caso local.
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