
Inglaterra pondera marcação individual a Messi em semifinal de rivalidade histórica
Técnico Thomas Tuchel admite estudar perseguição homem a homem ao camisa 10, que aos 39 anos enfrenta os ingleses pela primeira vez na carreira.
O Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, será palco nesta quarta-feira do primeiro encontro oficial de Lionel Messi com a Inglaterra. A semifinal da Copa do Mundo de 2026 coloca frente a frente o camisa 10 argentino, artilheiro do torneio com oito gols, e uma seleção europeia que não esconde a obsessão por neutralizá-lo. Thomas Tuchel revelou em entrevista coletiva que a marcação individual cerrada — “um homem a homem à moda antiga” — passou pela sua cabeça, embora ainda não tenha decidido se a aplicará. “Se fecharmos os padrões, ele criará novos. Essa é a sua superforça”, reconheceu o treinador alemão, que também descreveu Messi como “líder e jogador-chave” de uma Argentina que, na sua avaliação, “tem o pacote completo”.
A partida reaviva uma rivalidade que transcende o futebol. As duas seleções não se enfrentam em Copas desde 2002, mas os duelos de 1986 e 1998 permanecem na memória coletiva. Em 1986, Diego Maradona marcou o célebre “Gol da Mão de Deus” e o “Gol do Século” para eliminar a Inglaterra nas quartas de final, num contexto ainda marcado pela Guerra das Malvinas. Em 1998, um jovem David Beckham foi expulso e a Argentina avançou nos pênaltis. Agora, a imprensa argentina destaca que a seleção vestirá a camisa azul, a mesma daquela tarde no Estádio Azteca, enquanto os tabloides ingleses lembram que a geração de Harry Kane e Jude Bellingham carrega a chance de encerrar um jejum de 60 anos sem finais.
O caminho até Atlanta foi acidentado para ambos os lados. A Argentina, que não perde há 12 jogos em Mundiais, precisou de prorrogação para superar Cabo Verde e Suíça, e de uma virada milagrosa contra o Egito. A Inglaterra, por sua vez, sobreviveu a jogos dramáticos: venceu a República Democrática do Congo de virada, segurou o México com um a menos e eliminou a Noruega na prorrogação com dois gols de Bellingham. O desgaste físico é uma preocupação mútua, mas Tuchel garantiu que Declan Rice, recuperado de uma virose, está apto, enquanto o zagueiro Jarell Quansah cumpre suspensão. Do lado argentino, Lionel Scaloni testou variações táticas e pode surpreender com a entrada de Nicolás González ou Giuliano Simeone no meio-campo.
Analistas na Europa apontam que o duelo tático será decidido na capacidade inglesa de isolar Messi sem descuidar de Julián Álvarez e Lautaro Martínez, que desencantaram nas quartas de final. A defesa argentina, por sua vez, terá de conter a dupla Kane e Bellingham, responsável por 12 dos 13 gols da equipe no torneio. A imprensa indonésia e malaia destaca que a semifinal é também um confronto entre o camisa 10 argentino e o meia inglês, ambos candidatos à Bola de Ouro da competição. Já os veículos argentinos sublinham que a Albiceleste jamais perdeu uma semifinal de Copa, enquanto os ingleses tentam chegar à decisão pela primeira vez desde 1966.
O vencedor enfrentará a Espanha, que eliminou a França por 2 a 0 na outra semifinal. A segurança foi reforçada em Atlanta, e o governo argentino proibiu a entrada de faixas com mensagens políticas, numa tentativa de manter o foco no campo. Ainda assim, a mística do confronto permanece: para os argentinos, é a oportunidade de manter vivo o sonho do bicampeonato consecutivo; para os ingleses, a chance de exorcizar fantasmas de quatro décadas e, enfim, voltar a uma final.
| Imprensa latino-americana | −0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
| Imprensa do Golfo árabe | +0.10 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
Latin America watches with concern Tuchel's plan to man-mark Messi, acknowledging the threat but also the greatness of the star.
By emphasizing Tuchel's concern and the difficulty of stopping Messi, it legitimizes the idea that Messi is an exceptional opponent.
They do not report Tuchel's more confident statement ('We will stop Messi') that appears in other blocs, thus softening the perception of English confidence.
India and South Asia see Tuchel's plan as a bold strategy to neutralize Messi, emphasizing English determination.
By using the term 'masterplan' and the phrase 'at all costs', it creates an aura of decisiveness and tactical competence.
They do not mention Tuchel's concern or the possibility that the plan might fail, unlike other blocs that highlight the risk.
The Gulf reports with emphasis Tuchel's determination to stop Messi, presenting the semi-final as a battle of titans.
By directly quoting the statement 'We will stop Messi', it attributes to Tuchel a confidence that legitimizes the narrative of a decisive challenge.
They do not report Tuchel's concern or the hypothetical nature of the plan, which emerges in other blocs.
Southeast Asia sees Messi's presence as a factor that forces England to perform at their best, emphasizing the challenge.
By reporting Tuchel's prediction as a statement of fact, it normalizes the idea that Messi is such a strong opponent that maximum effort is required.
They do not mention the man-marking plan or specific strategy, focusing only on Messi's effect.
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