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Geopolítica & Políticaquinta-feira, 2 de julho de 2026

Estudo de Washington revela mais de 2 milhões de baixas militares na guerra da Ucrânia

Análise do CSIS aponta 1,4 milhão de baixas russas e avanços territoriais mínimos, enquanto Kiev recupera terreno pela primeira vez desde 2023.

O conflito na Ucrânia já provocou mais de dois milhões de baixas militares entre mortos, feridos e desaparecidos, segundo um estudo divulgado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington. A análise, que compila estimativas de fontes ocidentais, atribui à Rússia cerca de 1,4 milhão de perdas, das quais entre 400 mil e 450 mil mortos, e à Ucrânia entre 525 mil e 625 mil baixas, incluindo 125 mil a 150 mil mortos. No plano territorial, os ganhos russos desaceleraram para apenas 40 quilómetros quadrados entre dezembro de 2025 e maio de 2026, uma fração dos 515 quilómetros quadrados conquistados no mesmo período do ano anterior.

De acordo com os autores do estudo, a desproporção entre o custo humano e o avanço no terreno reflete uma guerra de atrito em que Moscovo enfrenta dificuldades crescentes. A ofensiva russa progride, em média, entre 50 e 90 metros por dia, um ritmo comparável ao das batalhas mais lentas da Primeira Guerra Mundial. Na perspetiva de Washington, a combinação de campos minados, fortificações e uso intensivo de drones criou uma “zona de morte” com mais de 20 quilómetros de profundidade, onde as manobras se tornaram extremamente letais. O estudo sublinha que, pela primeira vez desde agosto de 2024, a Rússia registou perdas territoriais líquidas na primavera de 2026, cedendo cerca de 400 quilómetros quadrados em abril e maio.

Analistas europeus notam que a capacidade russa de repor efetivos está sob pressão. O CSIS estima que Moscovo perde entre 30 mil e 34 mil soldados por mês, enquanto recruta apenas 27 mil, um desequilíbrio que, a manter-se, poderá comprometer a sustentabilidade da campanha. Ao mesmo tempo, a Ucrânia expandiu a sua campanha de ataques com drones de médio alcance contra refinarias, depósitos de combustível e infraestruturas militares em território russo, incluindo Moscovo e São Petersburgo, o que, segundo o estudo, tem gerado escassez de combustível e pressão interna sobre o Kremlin.

O relatório surge num momento de reconfiguração do envolvimento externo. A administração norte-americana, sob a presidência de Donald Trump, sinalizou um distanciamento em relação ao conflito, afirmando que a guerra “não nos afeta em absoluto”. Esta posição, observada com preocupação em capitais europeias como Lisboa, ocorre enquanto a Rússia mantém uma economia de guerra funcional e reservas populacionais que, apesar do desgaste, ainda lhe permitem sustentar a frente de batalha. O CSIS recorda que a Rússia conta com uma vantagem demográfica e recorre a recrutamento forçado, alistamento de prisioneiros e ao envio de militares norte-coreanos para compensar as perdas. O estudo não antecipa uma rutura imediata, mas descreve um impasse em que o desgaste gradual das forças russas coexiste com a incapacidade de Kiev para impor uma derrota decisiva, num cenário que, na ausência de negociações, prolonga a guerra de atrito por tempo indeterminado.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa atlântica / anglosferaImprensa europeia continental
Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
IndignaçãoSchadenfreude

A guerra de Putin revela-se um fracasso estratégico: meio milhão de mortos por míseros 40 quilómetros quadrados conquistados em seis meses. Enquanto as forças russas sangram, Kiev assume a dianteira e os números mostram uma máquina militar em sérias dificuldades.

Imprensa europeia continental/ DACH+
AlarmeIndignação

Um estudo chocante revela que Putin já perdeu 1,4 milhão de soldados, entre mortos, feridos e desaparecidos. O conflito transformou-se numa gigantesca guerra de desgaste, com custos cada vez mais altos para o Kremlin, e representa a maior sangria para uma grande potência desde a Segunda Guerra Mundial.

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Estudo de Washington revela mais de 2 milhões de baixas militares na guerra da Ucrânia

Análise do CSIS aponta 1,4 milhão de baixas russas e avanços territoriais mínimos, enquanto Kiev recupera terreno pela primeira vez desde 2023.

O conflito na Ucrânia já provocou mais de dois milhões de baixas militares entre mortos, feridos e desaparecidos, segundo um estudo divulgado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington. A análise, que compila estimativas de fontes ocidentais, atribui à Rússia cerca de 1,4 milhão de perdas, das quais entre 400 mil e 450 mil mortos, e à Ucrânia entre 525 mil e 625 mil baixas, incluindo 125 mil a 150 mil mortos. No plano territorial, os ganhos russos desaceleraram para apenas 40 quilómetros quadrados entre dezembro de 2025 e maio de 2026, uma fração dos 515 quilómetros quadrados conquistados no mesmo período do ano anterior.

De acordo com os autores do estudo, a desproporção entre o custo humano e o avanço no terreno reflete uma guerra de atrito em que Moscovo enfrenta dificuldades crescentes. A ofensiva russa progride, em média, entre 50 e 90 metros por dia, um ritmo comparável ao das batalhas mais lentas da Primeira Guerra Mundial. Na perspetiva de Washington, a combinação de campos minados, fortificações e uso intensivo de drones criou uma “zona de morte” com mais de 20 quilómetros de profundidade, onde as manobras se tornaram extremamente letais. O estudo sublinha que, pela primeira vez desde agosto de 2024, a Rússia registou perdas territoriais líquidas na primavera de 2026, cedendo cerca de 400 quilómetros quadrados em abril e maio.

Analistas europeus notam que a capacidade russa de repor efetivos está sob pressão. O CSIS estima que Moscovo perde entre 30 mil e 34 mil soldados por mês, enquanto recruta apenas 27 mil, um desequilíbrio que, a manter-se, poderá comprometer a sustentabilidade da campanha. Ao mesmo tempo, a Ucrânia expandiu a sua campanha de ataques com drones de médio alcance contra refinarias, depósitos de combustível e infraestruturas militares em território russo, incluindo Moscovo e São Petersburgo, o que, segundo o estudo, tem gerado escassez de combustível e pressão interna sobre o Kremlin.

O relatório surge num momento de reconfiguração do envolvimento externo. A administração norte-americana, sob a presidência de Donald Trump, sinalizou um distanciamento em relação ao conflito, afirmando que a guerra “não nos afeta em absoluto”. Esta posição, observada com preocupação em capitais europeias como Lisboa, ocorre enquanto a Rússia mantém uma economia de guerra funcional e reservas populacionais que, apesar do desgaste, ainda lhe permitem sustentar a frente de batalha. O CSIS recorda que a Rússia conta com uma vantagem demográfica e recorre a recrutamento forçado, alistamento de prisioneiros e ao envio de militares norte-coreanos para compensar as perdas. O estudo não antecipa uma rutura imediata, mas descreve um impasse em que o desgaste gradual das forças russas coexiste com a incapacidade de Kiev para impor uma derrota decisiva, num cenário que, na ausência de negociações, prolonga a guerra de atrito por tempo indeterminado.

Divergência das fontes

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38%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

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Crítico75%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa atlântica / anglosferaImprensa europeia continental
Imprensa atlântica / anglosfera/ Segurança
IndignaçãoSchadenfreude

A guerra de Putin revela-se um fracasso estratégico: meio milhão de mortos por míseros 40 quilómetros quadrados conquistados em seis meses. Enquanto as forças russas sangram, Kiev assume a dianteira e os números mostram uma máquina militar em sérias dificuldades.

Imprensa europeia continental/ DACH+
AlarmeIndignação

Um estudo chocante revela que Putin já perdeu 1,4 milhão de soldados, entre mortos, feridos e desaparecidos. O conflito transformou-se numa gigantesca guerra de desgaste, com custos cada vez mais altos para o Kremlin, e representa a maior sangria para uma grande potência desde a Segunda Guerra Mundial.

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