
Alemanha cai nos pênaltis diante do Paraguai e repete fracasso precoce na Copa
Derrota por 4 a 3 nas penalidades, após empate em 1 a 1, elimina os tetracampeões nas oitavas de final e reacende o debate sobre o futuro do técnico Julian Nagelsmann.
A Alemanha foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 na noite de segunda-feira, ao perder para o Paraguai por 4 a 3 na disputa de pênaltis, depois de um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, em Foxborough, Massachusetts. O gol de cabeça de Julio Enciso, aos 42 minutos do primeiro tempo, colocou os sul-americanos em vantagem, mas Kai Havertz igualou de cabeça aos nove minutos da etapa final. Já no tempo extra, um gol de Jonathan Tah aos 102 minutos foi anulado após revisão do VAR por falta sobre o goleiro Orlando Gill. Nas penalidades, Havertz, Nick Woltemade e o próprio Tah desperdiçaram suas cobranças, enquanto José Canale converteu a batida decisiva para selar a classificação paraguaia.
O técnico Julian Nagelsmann, de 38 anos, afirmou que não pretende renunciar e que continuará no cargo se a Federação Alemã de Futebol (DFB) assim o desejar. “Não sou do tipo que foge”, declarou à emissora ZDF, lembrando que tem contrato até a Eurocopa de 2028. O diretor esportivo da DFB, Rudi Völler, reforçou publicamente o respaldo ao treinador, classificando-o como “a pessoa certa no lugar certo” e um “técnico de alto nível”. Jürgen Klopp, ex-técnico do Liverpool e presente no estádio como comentarista, evitou alimentar especulações sobre uma eventual sucessão.
Na imprensa alemã, a eliminação foi recebida com dureza. O jornal Bild descreveu a saída como “peinliches Aus” (eliminação embaraçosa), enquanto o Frankfurter Allgemeine Zeitung considerou que a relação entre Nagelsmann e a DFB está “irremediavelmente desgastada”, apontando que o treinador superestimou as possibilidades da equipe e que seu estilo de liderança emocional perdeu efeito. O ex-capitão Lothar Matthäus defendeu a chegada de um novo comando técnico, e o ex-treinador Christian Streich, na ZDF, afirmou que o técnico e os jogadores precisam se questionar, pois o rendimento coletivo ficou aquém do necessário. O atacante Havertz resumiu o sentimento ao dizer que “faltou sempre alguma coisa” e que, “com todo o respeito, cair diante do Paraguai significa que não merecíamos”.
Do lado paraguaio, a vitória teve contornos de epopeia. O goleiro Gill, eleito o melhor em campo, defendeu duas cobranças e dedicou a atuação ao sobrinho gravemente doente, cujo nome carregava na luva. A classificação para as oitavas de final representa o maior triunfo do país em Copas desde as quartas de final de 2010, e a imprensa de Assunção celebrou a noite como um marco histórico. O Paraguai agora se prepara para enfrentar França ou Suécia, no dia 4 de julho, na Filadélfia.
Enquanto os paraguaios seguem no torneio, a Alemanha acumula o terceiro fracasso consecutivo em Copas — caiu na fase de grupos em 2018 e 2022 e não vence um jogo de mata-mata desde a final de 2014. A DFB deve se reunir nos próximos dias para avaliar a continuidade de Nagelsmann, enquanto o elenco inicia um período de introspecção. O meia Nadiem Amiri, que converteu seu pênalti, reconheceu a dor do momento, mas lembrou que jovens como Jamal Musiala e Florian Wirtz representam a base para o futuro.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A eliminação da Alemanha é um fracasso embaraçoso. A relação entre Nagelsmann e a federação está quebrada, e só a sua demissão pode restaurar a credibilidade. A imprensa alemã exige uma mudança imediata no comando técnico.
A Alemanha enfrenta uma crise após a eliminação chocante nos pênaltis para o Paraguai. O futuro de Nagelsmann está em jogo, mas ele descarta pedir demissão. O foco está na reação da federação e no caminho para o Campeonato Europeu.
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